Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-07102025-110112/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO. Pacientes com vasculites sistêmicas primárias (VSP) apresentam alta prevalência de comorbidades e redução do nível de atividade física, afetando sua capacidade funcional e qualidade de vida. Além disso, estudos em doenças reumáticas demonstram que a fadiga crônica interfere significativamente na piora desses fatores, contribuindo para a diminuição da qualidade de vida. Contudo, a fadiga crônica é pouco investigada, o que evidencia uma lacuna no conhecimento de seu tratamento e a necessidade de novas abordagens terapêuticas, como o treinamento aeróbio e a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS). OBJETIVOS. Este estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da tDCS associada ao treinamento aeróbio no tratamento da fadiga crônica em pacientes com arterite de Takayasu (TAK) e granulomatose com poliangiíte (GPA). Secundariamente, investigar a segurança da intervenção, especialmente em relação à reativação da doença, à ocorrência de efeitos adversos e seus impactos no nível de atividade diária, status clínico, reagentes de fase aguda, atividade física, composição corporal, potência aeróbia (VO), qualidade do sono e dor. Paralelamente, será determinada a prevalência de fadiga crônica em pacientes com TAK, GPA e em voluntários sem doenças reumáticas (CTR), buscando comparar, correlacionar e associar os efeitos da fadiga aos desfechos clínicos supracitados. MÉTODOS. Este estudo é dividido em duas fases distintas: uma fase de pré-seleção, caracterizada por um estudo caso-controle, e uma segunda fase, principal, que consiste em um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e sham-controlado (ECR), que dividimos ambas as amostras em dois grupos (tDCS e sham). Na fase de pré-seleção, os pacientes foram selecionados conforme critérios de elegibilidade e tamanho da amostra, sendo realizado o pareamento por sexo, idade e índice de massa corporal. A fadiga crônica foi avaliada pela Escala de Gravidade da Fadiga (FSS) e pela Escala de Impacto da Fadiga Modificada (MFIS), além das atividades da vida diária, com o questionário Health Assessment Questionnaire (HAQ), status da doença e comorbidades. Na fase principal, as mesmas ferramentas foram utilizadas para avaliar os efeitos do tDCS associado treinamento aeróbio sobre a fadiga crônica e outras variáveis. Os testes estatísticos apropriados foram aplicados para cada tipo de variável, considerando um valor de P < 0,05. RESULTADOS. Na fase de pré-seleção, 53 pacientes com TAK foram pareados a 100 CTR, e 45 com GPA a 91 CTR (proporção 2:1). Desses, 33 pacientes com TAK e 25 com GPA apresentaram fadiga crônica. Pacientes com TAK tiveram escores mais altos no MFIS [41,00 (27,00-55,00) vs. 30,5 (19,00-43,50), P=0,001] e no FSS [40,00 (26,00-52,00) vs. 29,00 (20,00-45,50), P=0,018], com pequena magnitude de efeito. Em GPA, não foram observadas diferenças significativas em relação aos CTR (P>0,05). Apenas pacientes com TAK apresentaram redução significativa nas atividades diárias (P<0,05). A fadiga não se associou a outras variáveis em TAK ou em GPA, mas pacientes com TAK tiveram 2,6 vezes mais chances de desenvolvê-la (P<0,05), adicionalmente, correlacionando-se a menor escore no HAQ, maior PCR e maior duração da doença. No ECR, pacientes TAK-tDCS apresentaram aumento significativo no VO pico e no ponto de compensação respiratória, ambos com grande tamanho de efeito (P>0,05; ²>0,900). A fadiga, avaliada pelo MFIS, reduziu significativamente no grupo TAK-tDCS (P=0,047; ²=0,916), com melhora progressiva no FSS já após cinco sessões e ao final do protocolo (P<0,05; ²>0,900). Não houve diferenças na dor, qualidade do sono, HAQ e demais variáveis (P>0,05). Entre as pacientes com GPA, estas randomizadas em GPA-tDCS e GPA-sham, encontramos melhora variação percentual com relação fadiga crônica avaliadas por todas as métricas, destacando-se em tDCS que foi em torno de 54 e 64%, além disso, tivemos melhoras percentuais relevantes, na qualidade do sono e METs. CONCLUSÕES. Pacientes com TAK apresentam maior fadiga que CTR, afetando atividades diárias, nível de atividade física e qualidade de vida. Em GPA, os índices são semelhantes aos de CTR, mas pacientes com VSP (TAK e GPA) têm baixa atividade física, com fadiga correlacionando-se a PCR e duração da doença. O ECR aumentou VO pico e PCRes em TAK, sem alterar a frequência cardíaca ou tempo até a exaustão, favorecendo a melhora da qualidade de vida e possivelmente reduzindo morbimortalidade. Em GPA, ambas as pacientes apresentaram melhora no VO pico, tempo de exaustão e frequência cardíaca máxima. O ECR reduziu a fadiga em TAK e GPA, com efeito cumulativo em TAK após 10 sessões. Pacientes com GPA (sham e tDCS) melhoraram fadiga, sono e atividades diárias, com maior redução no grupo tDCS. A adesão foi total, com efeitos adversos leves e transitórios, sem recidivas. Estudos com amostras maiores, ressonância magnética funcional e variação de parâmetros do tDCS são necessários para confirmar os achados e compreender a dose-resposta e os mecanismos neurofisiológicos da terapia. |
| id |
USP_8efe8d6eff4ab8306a1281556451c56c |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-07102025-110112 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controladoEfficiency and safety of transcranial direct current stimulation in the treatment of fatigue in patients with primary systemic vasculitis: a randomized, double-blind, sham-controlled clinical trialArterite de TakayasuEstimulação Transcraniana por Corrente ContínuaFadigaFatigueGranulomatose com poliangiíteGranulomatosis with polyangiitisTakayasu ArteritisTranscranial Direct Current StimulationVasculiteVasculitisINTRODUÇÃO. Pacientes com vasculites sistêmicas primárias (VSP) apresentam alta prevalência de comorbidades e redução do nível de atividade física, afetando sua capacidade funcional e qualidade de vida. Além disso, estudos em doenças reumáticas demonstram que a fadiga crônica interfere significativamente na piora desses fatores, contribuindo para a diminuição da qualidade de vida. Contudo, a fadiga crônica é pouco investigada, o que evidencia uma lacuna no conhecimento de seu tratamento e a necessidade de novas abordagens terapêuticas, como o treinamento aeróbio e a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS). OBJETIVOS. Este estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da tDCS associada ao treinamento aeróbio no tratamento da fadiga crônica em pacientes com arterite de Takayasu (TAK) e granulomatose com poliangiíte (GPA). Secundariamente, investigar a segurança da intervenção, especialmente em relação à reativação da doença, à ocorrência de efeitos adversos e seus impactos no nível de atividade diária, status clínico, reagentes de fase aguda, atividade física, composição corporal, potência aeróbia (VO), qualidade do sono e dor. Paralelamente, será determinada a prevalência de fadiga crônica em pacientes com TAK, GPA e em voluntários sem doenças reumáticas (CTR), buscando comparar, correlacionar e associar os efeitos da fadiga aos desfechos clínicos supracitados. MÉTODOS. Este estudo é dividido em duas fases distintas: uma fase de pré-seleção, caracterizada por um estudo caso-controle, e uma segunda fase, principal, que consiste em um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e sham-controlado (ECR), que dividimos ambas as amostras em dois grupos (tDCS e sham). Na fase de pré-seleção, os pacientes foram selecionados conforme critérios de elegibilidade e tamanho da amostra, sendo realizado o pareamento por sexo, idade e índice de massa corporal. A fadiga crônica foi avaliada pela Escala de Gravidade da Fadiga (FSS) e pela Escala de Impacto da Fadiga Modificada (MFIS), além das atividades da vida diária, com o questionário Health Assessment Questionnaire (HAQ), status da doença e comorbidades. Na fase principal, as mesmas ferramentas foram utilizadas para avaliar os efeitos do tDCS associado treinamento aeróbio sobre a fadiga crônica e outras variáveis. Os testes estatísticos apropriados foram aplicados para cada tipo de variável, considerando um valor de P < 0,05. RESULTADOS. Na fase de pré-seleção, 53 pacientes com TAK foram pareados a 100 CTR, e 45 com GPA a 91 CTR (proporção 2:1). Desses, 33 pacientes com TAK e 25 com GPA apresentaram fadiga crônica. Pacientes com TAK tiveram escores mais altos no MFIS [41,00 (27,00-55,00) vs. 30,5 (19,00-43,50), P=0,001] e no FSS [40,00 (26,00-52,00) vs. 29,00 (20,00-45,50), P=0,018], com pequena magnitude de efeito. Em GPA, não foram observadas diferenças significativas em relação aos CTR (P>0,05). Apenas pacientes com TAK apresentaram redução significativa nas atividades diárias (P<0,05). A fadiga não se associou a outras variáveis em TAK ou em GPA, mas pacientes com TAK tiveram 2,6 vezes mais chances de desenvolvê-la (P<0,05), adicionalmente, correlacionando-se a menor escore no HAQ, maior PCR e maior duração da doença. No ECR, pacientes TAK-tDCS apresentaram aumento significativo no VO pico e no ponto de compensação respiratória, ambos com grande tamanho de efeito (P>0,05; ²>0,900). A fadiga, avaliada pelo MFIS, reduziu significativamente no grupo TAK-tDCS (P=0,047; ²=0,916), com melhora progressiva no FSS já após cinco sessões e ao final do protocolo (P<0,05; ²>0,900). Não houve diferenças na dor, qualidade do sono, HAQ e demais variáveis (P>0,05). Entre as pacientes com GPA, estas randomizadas em GPA-tDCS e GPA-sham, encontramos melhora variação percentual com relação fadiga crônica avaliadas por todas as métricas, destacando-se em tDCS que foi em torno de 54 e 64%, além disso, tivemos melhoras percentuais relevantes, na qualidade do sono e METs. CONCLUSÕES. Pacientes com TAK apresentam maior fadiga que CTR, afetando atividades diárias, nível de atividade física e qualidade de vida. Em GPA, os índices são semelhantes aos de CTR, mas pacientes com VSP (TAK e GPA) têm baixa atividade física, com fadiga correlacionando-se a PCR e duração da doença. O ECR aumentou VO pico e PCRes em TAK, sem alterar a frequência cardíaca ou tempo até a exaustão, favorecendo a melhora da qualidade de vida e possivelmente reduzindo morbimortalidade. Em GPA, ambas as pacientes apresentaram melhora no VO pico, tempo de exaustão e frequência cardíaca máxima. O ECR reduziu a fadiga em TAK e GPA, com efeito cumulativo em TAK após 10 sessões. Pacientes com GPA (sham e tDCS) melhoraram fadiga, sono e atividades diárias, com maior redução no grupo tDCS. A adesão foi total, com efeitos adversos leves e transitórios, sem recidivas. Estudos com amostras maiores, ressonância magnética funcional e variação de parâmetros do tDCS são necessários para confirmar os achados e compreender a dose-resposta e os mecanismos neurofisiológicos da terapia.INTRODUCTION. Patients with primary systemic vasculitis (PSV) present a high prevalence of comorbidities and reduced physical activity levels, compromising their functional capacity and quality of life. Additionally, studies in rheumatic diseases have shown that chronic fatigue significantly worsens these factors, contributing to a decrease in quality of life. However, chronic fatigue remains underexplored, highlighting a gap in knowledge regarding its treatment and the need for new therapeutic approaches, such as aerobic training and transcranial direct current stimulation (tDCS). OBJECTIVES. This study aims to assess the effects of tDCS combined with aerobic training in the treatment of chronic fatigue in patients with Takayasu arteritis (TAK) and granulomatosis with polyangiitis (GPA). Secondary objectives include investigating the safety of the intervention, particularly regarding disease reactivation, adverse effects, and their impact on daily activity levels, clinical status, acute-phase reactants, physical activity, body composition, aerobic power (VO), sleep quality, and pain. In parallel, we will determine the prevalence of chronic fatigue in patients with TAK, GPA, and healthy controls (CTR), aiming to compare, correlate, and associate the effects of fatigue with the aforementioned clinical outcomes. METHODS. This study is divided into two distinct phases: a pre-selection phase, characterized by a case-control study, and a main phase consisting of a randomized, double-blind, sham-controlled clinical trial (RCT), where both samples are divided into two groups (tDCS and sham). In the pre-selection phase, patients were selected according to eligibility criteria and sample size, with matching based on sex, age, and body mass index. Chronic fatigue was assessed using the Fatigue Severity Scale (FSS) and the Modified Fatigue Impact Scale (MFIS), along with activities of daily living measured by the Health Assessment Questionnaire (HAQ), disease status, and comorbidities. In the main phase, the same tools were used to assess the effects of tDCS and aerobic training on chronic fatigue and other variables. Appropriate statistical tests were applied for each type of variable, with a significance level set at P<0.05. RESULTS. In the pre-selection phase, 53 patients with TAK were matched to 100 CTR, and 45 with GPA were matched to 91 CTR (2:1 ratio). Of these, 33 patients with TAK and 25 with GPA exhibited chronic fatigue. Patients with TAK had higher scores on the MFIS [41.00 (27.00-55.00) vs. 30.50 (19.00-43.50), P=0.001] and FSS [40.00 (26.00-52.00) vs. 29.00 (20.00-45.50), P=0.018], with a small effect size. In GPA, no significant differences were found compared to CTR (P>0.05). Only patients with TAK showed a significant reduction in daily activities (P<0.05). Fatigue was not associated with other variables in either TAK or GPA, but patients with TAK were 2.6 times more likely to develop it (P<0.05), with additional correlations to lower HAQ scores, higher C-reactive protein (CRP), and longer disease duration. Results. In the RCT, patients in the TAK-tDCS group showed significant increases in peak VO and the respiratory compensation point (PCRes), both with a large effect size (P>0.05; ²>0.900). Fatigue, as measured by the MFIS, significantly decreased in the TAK-tDCS group (P=0.047; ²=0.916), with progressive improvement on the FSS after five sessions and at the end of the protocol (P<0.05; ²>0.900). No differences were found in pain, sleep quality, HAQ, or other variables (P>0.05). Among patients with GPA, randomized into GPA-tDCS and GPA-sham groups, improvements in chronic fatigue were observed across all metrics, with notable improvements of 54% to 64% in the tDCS group. Furthermore, significant improvements were seen in sleep quality and METs. CONCLUSIONS. Patients with TAK exhibit greater fatigue than CTR, affecting daily activities, physical activity levels, and quality of life. In GPA, fatigue indices are similar to CTR, but patients with PSV (TAK and GPA) have low physical activity, with fatigue correlating to CRP levels and disease duration. The RCT increased peak VO and PCRes in TAK without altering heart rate or time to exhaustion, favouring improvements in quality of life and potentially reducing morbidity and mortality. In GPA, both patients showed improvements in peak VO, time to exhaustion, and maximum heart rate. The RCT reduced fatigue in TAK and GPA, with a cumulative effect in TAK after 10 sessions. Patients with GPA (sham and tDCS) showed improvements in fatigue, sleep, and daily activities, with greater reductions in the tDCS group. Adherence was complete, with mild and transient adverse effects and no disease relapses. Larger studies, functional magnetic resonance imaging, and variations in parameters of tDCS are needed to confirm these findings and understand the dose-response and neurophysiological mechanisms of the therapy.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPShinjo, Samuel KatsuyukiSantos, Alexandre Moura dos2025-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-07102025-110112/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-07T14:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-07102025-110112Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-07T14:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado Efficiency and safety of transcranial direct current stimulation in the treatment of fatigue in patients with primary systemic vasculitis: a randomized, double-blind, sham-controlled clinical trial |
| title |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado |
| spellingShingle |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado Santos, Alexandre Moura dos Arterite de Takayasu Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua Fadiga Fatigue Granulomatose com poliangiíte Granulomatosis with polyangiitis Takayasu Arteritis Transcranial Direct Current Stimulation Vasculite Vasculitis |
| title_short |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado |
| title_full |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado |
| title_fullStr |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado |
| title_full_unstemmed |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado |
| title_sort |
Eficiência e segurança de estimulação transcraniana por corrente contínua no tratamento da fadiga de pacientes com vasculites sistêmicas primárias: ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e sham-controlado |
| author |
Santos, Alexandre Moura dos |
| author_facet |
Santos, Alexandre Moura dos |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Shinjo, Samuel Katsuyuki |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Santos, Alexandre Moura dos |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Arterite de Takayasu Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua Fadiga Fatigue Granulomatose com poliangiíte Granulomatosis with polyangiitis Takayasu Arteritis Transcranial Direct Current Stimulation Vasculite Vasculitis |
| topic |
Arterite de Takayasu Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua Fadiga Fatigue Granulomatose com poliangiíte Granulomatosis with polyangiitis Takayasu Arteritis Transcranial Direct Current Stimulation Vasculite Vasculitis |
| description |
INTRODUÇÃO. Pacientes com vasculites sistêmicas primárias (VSP) apresentam alta prevalência de comorbidades e redução do nível de atividade física, afetando sua capacidade funcional e qualidade de vida. Além disso, estudos em doenças reumáticas demonstram que a fadiga crônica interfere significativamente na piora desses fatores, contribuindo para a diminuição da qualidade de vida. Contudo, a fadiga crônica é pouco investigada, o que evidencia uma lacuna no conhecimento de seu tratamento e a necessidade de novas abordagens terapêuticas, como o treinamento aeróbio e a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS). OBJETIVOS. Este estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da tDCS associada ao treinamento aeróbio no tratamento da fadiga crônica em pacientes com arterite de Takayasu (TAK) e granulomatose com poliangiíte (GPA). Secundariamente, investigar a segurança da intervenção, especialmente em relação à reativação da doença, à ocorrência de efeitos adversos e seus impactos no nível de atividade diária, status clínico, reagentes de fase aguda, atividade física, composição corporal, potência aeróbia (VO), qualidade do sono e dor. Paralelamente, será determinada a prevalência de fadiga crônica em pacientes com TAK, GPA e em voluntários sem doenças reumáticas (CTR), buscando comparar, correlacionar e associar os efeitos da fadiga aos desfechos clínicos supracitados. MÉTODOS. Este estudo é dividido em duas fases distintas: uma fase de pré-seleção, caracterizada por um estudo caso-controle, e uma segunda fase, principal, que consiste em um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e sham-controlado (ECR), que dividimos ambas as amostras em dois grupos (tDCS e sham). Na fase de pré-seleção, os pacientes foram selecionados conforme critérios de elegibilidade e tamanho da amostra, sendo realizado o pareamento por sexo, idade e índice de massa corporal. A fadiga crônica foi avaliada pela Escala de Gravidade da Fadiga (FSS) e pela Escala de Impacto da Fadiga Modificada (MFIS), além das atividades da vida diária, com o questionário Health Assessment Questionnaire (HAQ), status da doença e comorbidades. Na fase principal, as mesmas ferramentas foram utilizadas para avaliar os efeitos do tDCS associado treinamento aeróbio sobre a fadiga crônica e outras variáveis. Os testes estatísticos apropriados foram aplicados para cada tipo de variável, considerando um valor de P < 0,05. RESULTADOS. Na fase de pré-seleção, 53 pacientes com TAK foram pareados a 100 CTR, e 45 com GPA a 91 CTR (proporção 2:1). Desses, 33 pacientes com TAK e 25 com GPA apresentaram fadiga crônica. Pacientes com TAK tiveram escores mais altos no MFIS [41,00 (27,00-55,00) vs. 30,5 (19,00-43,50), P=0,001] e no FSS [40,00 (26,00-52,00) vs. 29,00 (20,00-45,50), P=0,018], com pequena magnitude de efeito. Em GPA, não foram observadas diferenças significativas em relação aos CTR (P>0,05). Apenas pacientes com TAK apresentaram redução significativa nas atividades diárias (P<0,05). A fadiga não se associou a outras variáveis em TAK ou em GPA, mas pacientes com TAK tiveram 2,6 vezes mais chances de desenvolvê-la (P<0,05), adicionalmente, correlacionando-se a menor escore no HAQ, maior PCR e maior duração da doença. No ECR, pacientes TAK-tDCS apresentaram aumento significativo no VO pico e no ponto de compensação respiratória, ambos com grande tamanho de efeito (P>0,05; ²>0,900). A fadiga, avaliada pelo MFIS, reduziu significativamente no grupo TAK-tDCS (P=0,047; ²=0,916), com melhora progressiva no FSS já após cinco sessões e ao final do protocolo (P<0,05; ²>0,900). Não houve diferenças na dor, qualidade do sono, HAQ e demais variáveis (P>0,05). Entre as pacientes com GPA, estas randomizadas em GPA-tDCS e GPA-sham, encontramos melhora variação percentual com relação fadiga crônica avaliadas por todas as métricas, destacando-se em tDCS que foi em torno de 54 e 64%, além disso, tivemos melhoras percentuais relevantes, na qualidade do sono e METs. CONCLUSÕES. Pacientes com TAK apresentam maior fadiga que CTR, afetando atividades diárias, nível de atividade física e qualidade de vida. Em GPA, os índices são semelhantes aos de CTR, mas pacientes com VSP (TAK e GPA) têm baixa atividade física, com fadiga correlacionando-se a PCR e duração da doença. O ECR aumentou VO pico e PCRes em TAK, sem alterar a frequência cardíaca ou tempo até a exaustão, favorecendo a melhora da qualidade de vida e possivelmente reduzindo morbimortalidade. Em GPA, ambas as pacientes apresentaram melhora no VO pico, tempo de exaustão e frequência cardíaca máxima. O ECR reduziu a fadiga em TAK e GPA, com efeito cumulativo em TAK após 10 sessões. Pacientes com GPA (sham e tDCS) melhoraram fadiga, sono e atividades diárias, com maior redução no grupo tDCS. A adesão foi total, com efeitos adversos leves e transitórios, sem recidivas. Estudos com amostras maiores, ressonância magnética funcional e variação de parâmetros do tDCS são necessários para confirmar os achados e compreender a dose-resposta e os mecanismos neurofisiológicos da terapia. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-04-25 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-07102025-110112/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-07102025-110112/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492348637544448 |