A consciência jurídica japonesa : anotações sobre a atualidade da tese de Kawashima
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-04092023-174332/ |
Resumo: | Desde o início dos anos 1960, há, pelo menos, quatro teorias principais que procuram explicar uma suposta baixa litigância no Japão: cultural, institucional, racional e gerencial. Nenhuma delas exclui a outra por completo e tampouco nega a existência do conflito no Japão. Porém, cada uma delas procura demonstrar, de modo diferente, como o conflito é solucionado, enfatizando um ou alguns elementos em detrimento de outros. Ao contrário do que comumente se imagina, já há algum tempo não se verifica, na prática, a alardeada falta de litigiosidade do povo japonês, notadamente no que se refere aos conflitos trabalhistas. Apenas há uma maior utilização dos meios alternativos (extrajudiciais) de resolução de conflitos, em vez da via judicial. A cultura foi, durante bom tempo, a razão encontrada por parte dos estudiosos para explicar o fenômeno da baixa litigiosidade e o apego aos meios informais para resolver as disputas. Com a chegada das teorias institucional e racional, a abordagem cultural de Kawashima mostrou-se insuficiente para explicar, sozinha, o fenômeno da litigância japonesa. No entanto, sua importância vem sendo novamente reconhecida, a partir dos anos 2000, principalmente pelas chamadas teorias híbridas, para as quais é impossível analisar o fenômeno da litigância com base em uma única abordagem, o que representa um importante avanço metodológico. Há muito se debate se a questão cultural é, de fato, um fator inibidor do acesso à justiça no Japão. Durante décadas afirmou-se que os japoneses são pouco litigiosos, e que a principal razão para isso seria cultural. Atualmente, principalmente após o aumento da litigância no país desde a década de 1990, a afirmação é bastante contestada. Por outro lado, é certo que os japoneses preferem resolver suas disputas informalmente, por meio da negociação. A noção de consciência jurídica, introduzida pela teoria de Kawashima e tema central desta dissertação, continua sendo uma ideia fundamental no campo da sociologia do direito no Japão. |
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A consciência jurídica japonesa : anotações sobre a atualidade da tese de KawashimaThe japanese legal consciousness : notes on the timeliness of Kawashimas thesisDireito do trabalho japonêsJapanJapanese labor lawJapãoLabor litigationLitigância trabalhistaDesde o início dos anos 1960, há, pelo menos, quatro teorias principais que procuram explicar uma suposta baixa litigância no Japão: cultural, institucional, racional e gerencial. Nenhuma delas exclui a outra por completo e tampouco nega a existência do conflito no Japão. Porém, cada uma delas procura demonstrar, de modo diferente, como o conflito é solucionado, enfatizando um ou alguns elementos em detrimento de outros. Ao contrário do que comumente se imagina, já há algum tempo não se verifica, na prática, a alardeada falta de litigiosidade do povo japonês, notadamente no que se refere aos conflitos trabalhistas. Apenas há uma maior utilização dos meios alternativos (extrajudiciais) de resolução de conflitos, em vez da via judicial. A cultura foi, durante bom tempo, a razão encontrada por parte dos estudiosos para explicar o fenômeno da baixa litigiosidade e o apego aos meios informais para resolver as disputas. Com a chegada das teorias institucional e racional, a abordagem cultural de Kawashima mostrou-se insuficiente para explicar, sozinha, o fenômeno da litigância japonesa. No entanto, sua importância vem sendo novamente reconhecida, a partir dos anos 2000, principalmente pelas chamadas teorias híbridas, para as quais é impossível analisar o fenômeno da litigância com base em uma única abordagem, o que representa um importante avanço metodológico. Há muito se debate se a questão cultural é, de fato, um fator inibidor do acesso à justiça no Japão. Durante décadas afirmou-se que os japoneses são pouco litigiosos, e que a principal razão para isso seria cultural. Atualmente, principalmente após o aumento da litigância no país desde a década de 1990, a afirmação é bastante contestada. Por outro lado, é certo que os japoneses preferem resolver suas disputas informalmente, por meio da negociação. A noção de consciência jurídica, introduzida pela teoria de Kawashima e tema central desta dissertação, continua sendo uma ideia fundamental no campo da sociologia do direito no Japão.Since the early 1960s, there have been at least four main theories that seek to explain the supposedly low litigation rates in Japan: cultural, institutional, rational, and managerial. None of them exclude the other completely, nor do they deny the existence of conflict in Japan. However, each one of them tries to demonstrate, in a different way, how conflict is resolved, emphasizing certain elements over others. Contrary to what is commonly believed, the supposed lack of litigiousness of the Japanese people, especially in labor conflicts, has not been verified in practice for some time. Instead, there is a greater use of alternative (extra-judicial) means of conflict resolution, rather than the judicial route. Culture was, for a long time, the main reason identified by scholars to explain the phenomenon of low litigation and the preference for alternative means of dispute resolution. However, with the introduction of the institutional and the rational theories, Kawashimas cultural approach proved insufficient to explain the Japanese litigation phenomenon alone. Nonetheless, its importance has been recognized again since the 2000s, mainly by the so-called \"hybrid theories,\" which assert that it is impossible to analyze the litigation phenomenon based on a single approach, representing an important methodological advance. For decades, it has been argued that the cultural aspect is, in fact, an inhibiting factor for seeking the judiciary in Japan. More recently, in particular because of an increase in litigation since the 1990s, this argument has been widely criticized. On the other hand, it is clear that the Japanese prefer to solve their disputes informally through negotiation. The notion of legal consciousness, introduced by Kawashima\'s theory and the central theme of this thesis, remains a fundamental idea in the field of sociology of law in Japan.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFreitas Junior, Antonio Rodrigues deCunha, Paulo Fernando Nogueira2023-06-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-04092023-174332/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-21T20:34:02Zoai:teses.usp.br:tde-04092023-174332Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-21T20:34:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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