Análise morfológica, molecular e funcional de vesículas extracelulares oriundas do fluido folicular bovino isoladas por diferentes métodos de separação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Gislaine dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74135/tde-25032025-103613/
Resumo: Vesículas extracelulares (VEs) são nanopartículas encontradas em fluidos corporais e carregam materiais bioativos (lipídios, proteínas, miRNAs) como meio de comunicação intercelular. Em pesquisas reprodutivas, seu uso se tornou promissor para a suplementação em meio de cultivo. No entanto, o desafio é definir técnicas precisas e confiáveis para o isolamento de VEs devido à sua alta heterogeneidade e propriedades biofísicas sobrepostas. Dessa forma, a hipótese do trabalho foi que VEs do fluido folicular (ffVEs) bovino isoladas por dois métodos diferentes, ultracentrifugação (UC) ou cromatografia por exclusão se tamanho (SEC), apresentam conteúdo de mRNA, miRNA, lipídio e proteína distintos que impactam vias biológicas em complexos cumulus-oócitos maturados in vitro quando suplementados. Assim, os objetivos deste estudo foram caracterizar as ffVEs isolados por UC ou SEC em termos de tamanho, concentração de partículas e presença de proteínas específicas. Além disso, determinamos o perfil de miRNAs, mRNAs, lipídios e proteínas, e avaliamos os efeitos das VEs como suplementação durante a MIV nos transcritos de células do cumulus, no número de projeções transzonais (TZPs) e na taxa de maturação. Os resultados obtidos com esse projeto esclareceram as variações no conteúdo das ffVEs isoladas por diferentes métodos e os efeitos da suplementação dessas durante a MIV. O uso de ffVEs isoladas pela SEC durante a MIV foi capaz de modular transcritos das células do cumulus, diminuir o número de TZPs as 9 h e aumentar a taxa de maturação as 21 h. Portanto, a escolha do método de isolamento de VEs é crucial para otimizar o uso das ffVEs como suplemento na MIV e pode influenciar significativamente nos resultados obtidos.
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