O efeito de quatro protocolos de treinamento de corrida no desempenho aeróbio de militares
| Ano de defesa: | 2019 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-10092019-195557/ |
Resumo: | Esse estudo teve como objetivo analisar o efeito do desempenho aeróbio em militares da Força Aérea Brasileira utilizando quatro protocolos de treinamento de corrida. A população foi constituída por 93 militares da Força Aérea Brasileira, em Pirassununga, no estado de São Paulo. Para a coleta de dados utilizaram-se o teste de corrida de 12 minutos, a Escala de Percepção de Esforço (PSE) e um teste incremental. O treinamento proposto foi realizado por meio de grupos de treinamento de corrida em diferentes intensidades: Grupo de Treinamento de Alto Volume e Baixa Intensidade (GTAV), Grupo de Treinamento no ou perto do Limiar de Lactato (GTLAN), Grupo de Treinamento de Baixo Volume e Alta Intensidade de Treinamento Intervalado (GTIAI) e, Grupo de Treinamento Polarizado (GTP). O período do treinamento foi de seis semanas. Utilizou-se para análise estatística, o modelo de regressão linear com efeitos mistos, a análise de variância (ANOVA) e o teste t-Student pareado. Adotouse um nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que os participantes tinham idade de 18 a 19 anos e índice de massa corporal variando de 18,88 kg/m2 a 27,5 kg/m2 após o período de treinamento. Em relação a PSE, o GTIAI apresentou o maior valor médio total indicando que a média das sessões de treinamento foram classificadas como \"muito difícil\". No que se refere às variáveis relacionadas ao teste de corrida de 12 minutos, distância percorrida e velocidade média, na comparação após seis semanas de treinamento, todos os grupos apresentaram melhora estatisticamente significante (p<0,05). Em relação ao consumo máximo de oxigênio (VO2máx) absoluto, os quatro protocolos mostraram-se adequados para a melhora dessa variável (p<0,05). Os resultados de VO2máx relativo apresentaram padrão semelhante ao VO2máx absoluto (p<0,05), exceto para o GTAV. Nenhum protocolo de corrida mostrou-se adequado para melhorar a intensidade correspondente ao consumo máximo de oxigênio. Quanto a média de velocidade correspondente ao limiar aeróbio, encontrou-se resultados positivos para o GTIAI, o GTP e o GTAV. No entanto, apenas o GTLAN apresentou melhora estatisticamente significante (p<0,05). No que tange a velocidade correspondente ao limiar anaeróbio, encontrou-se aumento dos valores em todos os grupos. Destaca-se que o GTLAN e o GTP apresentaram melhora estatisticamente significante (p<0,05). Ao comparar a diferença nos resultados das variáveis distância percorrida e velocidade média, no teste de 12 minutos, após as seis semanas de treinamento, obteve-se que o efeito do treinamento no GTIAI foi superior ao do GTP (p<0,05). Para os outros grupos não houve diferença estatisticamente significante. Ao comparar a diferença dos resultados no teste incremental, após as seis semanas de treinamento, não houve diferença estatisticamente significante entre os quatro protocolos de corrida. Conclui-se que não houve preponderância de um protocolo de treinamento de corrida sobre o outro, no que se refere a capacidade aeróbia. No entanto, o treinamento intervalado de alta intensidade mostrou-se superior para melhorar os resultados no desempenho do teste de 12 minutos, quando comparado aos resultados após o período de treinamento |
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O efeito de quatro protocolos de treinamento de corrida no desempenho aeróbio de militaresThe effect of four running training protocols in militaty\'s aerobic performance.Aerobic capacityCapacidade aeróbicaCorridasExerciseMilitaresMilitaryRunningTreinamento físicoEsse estudo teve como objetivo analisar o efeito do desempenho aeróbio em militares da Força Aérea Brasileira utilizando quatro protocolos de treinamento de corrida. A população foi constituída por 93 militares da Força Aérea Brasileira, em Pirassununga, no estado de São Paulo. Para a coleta de dados utilizaram-se o teste de corrida de 12 minutos, a Escala de Percepção de Esforço (PSE) e um teste incremental. O treinamento proposto foi realizado por meio de grupos de treinamento de corrida em diferentes intensidades: Grupo de Treinamento de Alto Volume e Baixa Intensidade (GTAV), Grupo de Treinamento no ou perto do Limiar de Lactato (GTLAN), Grupo de Treinamento de Baixo Volume e Alta Intensidade de Treinamento Intervalado (GTIAI) e, Grupo de Treinamento Polarizado (GTP). O período do treinamento foi de seis semanas. Utilizou-se para análise estatística, o modelo de regressão linear com efeitos mistos, a análise de variância (ANOVA) e o teste t-Student pareado. Adotouse um nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que os participantes tinham idade de 18 a 19 anos e índice de massa corporal variando de 18,88 kg/m2 a 27,5 kg/m2 após o período de treinamento. Em relação a PSE, o GTIAI apresentou o maior valor médio total indicando que a média das sessões de treinamento foram classificadas como \"muito difícil\". No que se refere às variáveis relacionadas ao teste de corrida de 12 minutos, distância percorrida e velocidade média, na comparação após seis semanas de treinamento, todos os grupos apresentaram melhora estatisticamente significante (p<0,05). Em relação ao consumo máximo de oxigênio (VO2máx) absoluto, os quatro protocolos mostraram-se adequados para a melhora dessa variável (p<0,05). Os resultados de VO2máx relativo apresentaram padrão semelhante ao VO2máx absoluto (p<0,05), exceto para o GTAV. Nenhum protocolo de corrida mostrou-se adequado para melhorar a intensidade correspondente ao consumo máximo de oxigênio. Quanto a média de velocidade correspondente ao limiar aeróbio, encontrou-se resultados positivos para o GTIAI, o GTP e o GTAV. No entanto, apenas o GTLAN apresentou melhora estatisticamente significante (p<0,05). No que tange a velocidade correspondente ao limiar anaeróbio, encontrou-se aumento dos valores em todos os grupos. Destaca-se que o GTLAN e o GTP apresentaram melhora estatisticamente significante (p<0,05). Ao comparar a diferença nos resultados das variáveis distância percorrida e velocidade média, no teste de 12 minutos, após as seis semanas de treinamento, obteve-se que o efeito do treinamento no GTIAI foi superior ao do GTP (p<0,05). Para os outros grupos não houve diferença estatisticamente significante. Ao comparar a diferença dos resultados no teste incremental, após as seis semanas de treinamento, não houve diferença estatisticamente significante entre os quatro protocolos de corrida. Conclui-se que não houve preponderância de um protocolo de treinamento de corrida sobre o outro, no que se refere a capacidade aeróbia. No entanto, o treinamento intervalado de alta intensidade mostrou-se superior para melhorar os resultados no desempenho do teste de 12 minutos, quando comparado aos resultados após o período de treinamentoThis study aimed to examine the effect of aerobic performance in military Brazilian Air Force using four running training protocols. The population was constituted by 93 military of the Brazilian Air Force, in Pirassununga, in the state of São Paulo. For data the collection the 12-minute running test, the Rating of Perceived Exertion (RPE) and an incremental test was used. The proposed training was conducted by running training groups at different intensities: High Volume and Low Intensity Training Group (HVTG), Training Group at or near the Lactate Threshold (TGLT), Training Group of Low Volume and High Intensity Interval Training (TGHIIT) and Polarized Training Group (PTG). The training period was six weeks. For statistical analysis the linear regression model with mixed effects, analysis of variance (ANOVA) and Student\'s paired t-test were used. It adopted a 5% significance level. The results showed that participants were aged 18 to 19 years and body mass index ranging from 18.88 kg/m2 to 27.5 kg/m2 after the training period. In relation to the RPE, the TGHIIT presented the highest average total value indicating the average of the training sessions were classified as \"very difficult\". With regard to variables related to the 12-minute running test, distance and average speed, in comparison after six weeks of training, all groups showed statistically significant improvement (p <0.05). In relation to the absolute maximum oxygen uptake (VO2max), the four protocols proved to be adequate for the improvement of this variable (p <0.05). The results of relative VO2max presented similar pattern to absolute VO2max (p <0.05), except for the HVTG. No running protocol was adequate to improve the intensity corresponding to the maximum oxygen consumption. Concerning to average speed corresponding to the aerobic threshold, was found positive response for TGHIIT, PTG and HVTG. However, only the TGLT showed a statistically significant improvement (p <0.05). Regarding the velocity corresponding to the anaerobic threshold, this study revealed an increase of the values in all groups. It is noteworthy that the TGLT and PTG presented a statistically significant improvement (p <0.05). When comparing the difference in the results of the distance traveled and average speed variables, in the 12-minute running test, after six weeks of training, it was obtained that the training effect in TGHIIT was superior to PTG (p <0.05). For the other groups, there was no statistically significant difference. Comparing the difference of the results in the incremental test, after six weeks of training, there was no statistically significant difference between the four running protocols. It was concluded that there was no preponderance of one running training protocol over the other, as regards the aerobic capacity. However, high-intensity interval training was shown to be superior to improve the results in the 12-minute running test performance when compared to the results after the training periodBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTeixeira, Carla Regina de SouzaZanetti, Gabriel Guidorizzi2019-06-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-10092019-195557/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-11-08T21:22:45Zoai:teses.usp.br:tde-10092019-195557Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-11-08T21:22:45Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esse estudo teve como objetivo analisar o efeito do desempenho aeróbio em militares da Força Aérea Brasileira utilizando quatro protocolos de treinamento de corrida. A população foi constituída por 93 militares da Força Aérea Brasileira, em Pirassununga, no estado de São Paulo. Para a coleta de dados utilizaram-se o teste de corrida de 12 minutos, a Escala de Percepção de Esforço (PSE) e um teste incremental. O treinamento proposto foi realizado por meio de grupos de treinamento de corrida em diferentes intensidades: Grupo de Treinamento de Alto Volume e Baixa Intensidade (GTAV), Grupo de Treinamento no ou perto do Limiar de Lactato (GTLAN), Grupo de Treinamento de Baixo Volume e Alta Intensidade de Treinamento Intervalado (GTIAI) e, Grupo de Treinamento Polarizado (GTP). O período do treinamento foi de seis semanas. Utilizou-se para análise estatística, o modelo de regressão linear com efeitos mistos, a análise de variância (ANOVA) e o teste t-Student pareado. Adotouse um nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que os participantes tinham idade de 18 a 19 anos e índice de massa corporal variando de 18,88 kg/m2 a 27,5 kg/m2 após o período de treinamento. Em relação a PSE, o GTIAI apresentou o maior valor médio total indicando que a média das sessões de treinamento foram classificadas como \"muito difícil\". No que se refere às variáveis relacionadas ao teste de corrida de 12 minutos, distância percorrida e velocidade média, na comparação após seis semanas de treinamento, todos os grupos apresentaram melhora estatisticamente significante (p<0,05). Em relação ao consumo máximo de oxigênio (VO2máx) absoluto, os quatro protocolos mostraram-se adequados para a melhora dessa variável (p<0,05). Os resultados de VO2máx relativo apresentaram padrão semelhante ao VO2máx absoluto (p<0,05), exceto para o GTAV. Nenhum protocolo de corrida mostrou-se adequado para melhorar a intensidade correspondente ao consumo máximo de oxigênio. Quanto a média de velocidade correspondente ao limiar aeróbio, encontrou-se resultados positivos para o GTIAI, o GTP e o GTAV. No entanto, apenas o GTLAN apresentou melhora estatisticamente significante (p<0,05). No que tange a velocidade correspondente ao limiar anaeróbio, encontrou-se aumento dos valores em todos os grupos. Destaca-se que o GTLAN e o GTP apresentaram melhora estatisticamente significante (p<0,05). Ao comparar a diferença nos resultados das variáveis distância percorrida e velocidade média, no teste de 12 minutos, após as seis semanas de treinamento, obteve-se que o efeito do treinamento no GTIAI foi superior ao do GTP (p<0,05). Para os outros grupos não houve diferença estatisticamente significante. Ao comparar a diferença dos resultados no teste incremental, após as seis semanas de treinamento, não houve diferença estatisticamente significante entre os quatro protocolos de corrida. Conclui-se que não houve preponderância de um protocolo de treinamento de corrida sobre o outro, no que se refere a capacidade aeróbia. No entanto, o treinamento intervalado de alta intensidade mostrou-se superior para melhorar os resultados no desempenho do teste de 12 minutos, quando comparado aos resultados após o período de treinamento |
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