A morte de deus em Fé e Saber: positividade, negatividade e a crítica ao além

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bertucci, Victor Tavares
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-24062025-162948/
Resumo: No parágrafo final de Fé e Saber (1802), Hegel introduz na história da filosofia a questão da morte de deus, mote ao qual ele retornaria ao longo de sua obra madura. A inclusão da problemática na conclusão do artigo, porém, exige que se trate da mesma como resultado, não apenas do artigo mas, como argumentaremos, da formação hegeliana. Retornando aos fragmentos do período de Berna, busca-se mostrar uma continuidade de uma crítica ao transcendente à crítica madura da representação e da ontologia da finitude, passando pela elaboração de uma crítica ao universal abstrato da filosofia pós-kantiana e o desenvolvimento de uma ontologia própria no período de Frankfurt, seguido de uma análise do colapso do projeto de juventude de uma Volksreligion como transição à filosofia, composta de uma rejeição da ontologia anterior e uma prefiguração da noção madura de lógica como metafísica. Tomando, portanto, a recusa ao além, a crítica da diferença ontológica e a crítica ao perspectivismo subjetivista, Hegel formula a morte de deus como o momento da inscrição da diferença no absoluto, momento este que é, por sua vez, apenas momento no sentido de não constituir uma barreira intransponível no interior do absoluto
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