A qualidade jurídica da moeda : uma análise das moedas paralelas
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-23092022-083036/ |
Resumo: | O objetivo principal desta tese é analisar o processo de criação e sustentação de práticas monetárias não estatais. A pesquisa visa investigar empiricamente os mecanismos jurídicos, sociais e econômicos de duas moedas paralelas: a Mumbuca (Maricá/RJ) e os ativos monetários virtuais (criptomoedas). Este estudo propõe uma alternativa à abordagem funcional da moeda por meio de uma releitura de sua história jurídica e da análise interdisciplinar das principais teorias monetárias. Para isso, interpreta-se as práticas monetárias atuais como fatos monetários, situados fora do contexto monetário estatal, à luz dos mecanismos privados de governança. A tese deste trabalho é a de que o direito é uma ferramenta reguladora, constitutiva e ratificativa de práticas monetárias, cujo exercício ocorre por meio de três tipos de normas: consensuais, impositivas e instrumentais. Este estudo sustenta também que as regras de direito podem conferir ao fato monetário uma qualidade jurídica, embora haja outros critérios de validade presentes na relação monetária (i.e., temporal, territorial, econômica e social). Os argumentos desta pesquisa são: (i) moedas estatais e paralelas podem estar em conflito ou coexistência organizada; (ii) moedas tendem a variar em relação à sua capacidade de liquidez e proteção jurídica; (iii) o Estado pode ceder espaço a práticas monetárias paralelas por meio de um mecanismo de barganha institucional; (iv) a moeda é uma instituição social que depende de ações sociais reflexivas e, por esse motivo, é passível de ser gerida por regras consensuais (autorregulatórias), de direito público interno (impositiva) e, sobretudo, de direito privado (instrumental); e (v) com fundamento nos argumentos (i) a (iv), este trabalho entende que as moedas podem ser criadas sem Estado, mas sua manutenção e seu crescimento parecem depender da existência um arcabouço jurídico-institucional minimamente sustentado por organismos estatais. Esta pesquisa apresenta as possibilidades jurídicas de como ocorre a sustentação e a manutenção das referidas práticas monetárias. |
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A qualidade jurídica da moeda : uma análise das moedas paralelasThe legal quality of money : an analysis of parallel currenciesCriptomoedaCryptocurrenciesFato monetárioMoedaMoedaMoeda paralelaMonetary factMumbucaMumbucaParallel currencyO objetivo principal desta tese é analisar o processo de criação e sustentação de práticas monetárias não estatais. A pesquisa visa investigar empiricamente os mecanismos jurídicos, sociais e econômicos de duas moedas paralelas: a Mumbuca (Maricá/RJ) e os ativos monetários virtuais (criptomoedas). Este estudo propõe uma alternativa à abordagem funcional da moeda por meio de uma releitura de sua história jurídica e da análise interdisciplinar das principais teorias monetárias. Para isso, interpreta-se as práticas monetárias atuais como fatos monetários, situados fora do contexto monetário estatal, à luz dos mecanismos privados de governança. A tese deste trabalho é a de que o direito é uma ferramenta reguladora, constitutiva e ratificativa de práticas monetárias, cujo exercício ocorre por meio de três tipos de normas: consensuais, impositivas e instrumentais. Este estudo sustenta também que as regras de direito podem conferir ao fato monetário uma qualidade jurídica, embora haja outros critérios de validade presentes na relação monetária (i.e., temporal, territorial, econômica e social). Os argumentos desta pesquisa são: (i) moedas estatais e paralelas podem estar em conflito ou coexistência organizada; (ii) moedas tendem a variar em relação à sua capacidade de liquidez e proteção jurídica; (iii) o Estado pode ceder espaço a práticas monetárias paralelas por meio de um mecanismo de barganha institucional; (iv) a moeda é uma instituição social que depende de ações sociais reflexivas e, por esse motivo, é passível de ser gerida por regras consensuais (autorregulatórias), de direito público interno (impositiva) e, sobretudo, de direito privado (instrumental); e (v) com fundamento nos argumentos (i) a (iv), este trabalho entende que as moedas podem ser criadas sem Estado, mas sua manutenção e seu crescimento parecem depender da existência um arcabouço jurídico-institucional minimamente sustentado por organismos estatais. Esta pesquisa apresenta as possibilidades jurídicas de como ocorre a sustentação e a manutenção das referidas práticas monetárias.The objective of this dissertation is to analyze the process of creation and support of non-state monetary practices. The research aims to investigate empirically the legal, social and economic mechanisms of two parallel currencies: the Mumbuca (Maricá/RJ) and the virtual monetary assets (cryptocurrencies). Cryptocurrencies are treated as a single instrument in this work, despite their particular distinctions and characteristics. This study proposes an alternative to the functional approach of money through a re-reading of its legal history and an interdisciplinary analysis of the main monetary theories. To this end, current monetary practices are interpreted as monetary facts, which are located outside the national financial regulation perimeter, in light of private governance mechanisms. The argument is that laws are a regulatory, constitutive and ratifying tool of monetary practices, which rule occurs through three types of norms: consensual, mandatory and instrumental. This study also sustains that the rules of law can give the monetary fact a legal quality, although there are other validity criteria present in the monetary relation (i.e., temporal, territorial, economic and social). The arguments of this research are: (i) state money and parallel currencies may be in conflict or in organized coexistence; (ii) currencies tend to vary in relation to their capacity for liquidity and legal protection; (iii) the state may give way to parallel monetary practices through an institutional bargaining mechanism; (iv) money is a social institution that depends on reflexive social actions and, for this reason, it can be managed by consensual rules (self-regulation), by internal public law (imposition) and, above all, by private law (instrument); and (v) based on the arguments (i) to (iv), this work understands that currencies can be created without the State, but their maintenance and growth seem to depend on the existence of a legal-institutional framework, minimally supported by state institutions. This research presents the legal possibilities of how to sustain and maintain these monetary practices.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDuran, Camila VillardSteinberg, Daniel Fideles2021-04-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-23092022-083036/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-30T21:29:02Zoai:teses.usp.br:tde-23092022-083036Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-30T21:29:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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