Bordados de memória e resistência: vozes do movimento estudantil da Terapia Ocupacional na Universidade de São Paulo (1968-1982)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-24062025-103749/ |
Resumo: | O movimento estudantil representou um importante foco de resistência contra as arbitrariedades cometidas durante a ditadura civil-militar brasileira, sendo sua atuação fundamental no processo de redemocratização do país. À luz da narrativa de 15 mulheres, estudantes universitárias, dos estados de São Paulo, Bahia e Pernambuco, dos cursos de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina e Terapia Ocupacional, o presente estudo se dedicou à compreensão do movimento estudantil da Terapia Ocupacional, no âmbito da Universidade de São Paulo, entre os anos de 1968 e 1982. Em nosso estudo, o conjunto das narrativas nos mostra que o silêncio não se apresentou como um grito inaudível, uma voz abafada ou um dado a ser analisado. Contrariando nossas expectativas iniciais em relação ao silenciamento que poderiam impetrar a si próprias, as colaboradoras têm muito a dizer e nos dizem. Ao se incumbirem da função de narradoras de uma Terapia Ocupacional engendrada e gestada no período de luta pela redemocratização, suas memórias revelam o rompimento com a lógica formativa e assistencial acachapante dos sujeitos-alvo de suas ações profissionais e, sobretudo, propõem uma experiência com o passado que, no contexto brasileiro, apresenta-nos uma memória que é o exercício da própria democracia |
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Bordados de memória e resistência: vozes do movimento estudantil da Terapia Ocupacional na Universidade de São Paulo (1968-1982)Embroidery of memory and resistance: voices from the Occupational Therapy student movement at the University of São Paulo (1968-1982)DemocraciaDemocracyDictatorshipDitaduraHistória OralMovimento estudantilOccupational TherapyOral HistoryStudent MovementTerapia OcupacionalO movimento estudantil representou um importante foco de resistência contra as arbitrariedades cometidas durante a ditadura civil-militar brasileira, sendo sua atuação fundamental no processo de redemocratização do país. À luz da narrativa de 15 mulheres, estudantes universitárias, dos estados de São Paulo, Bahia e Pernambuco, dos cursos de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina e Terapia Ocupacional, o presente estudo se dedicou à compreensão do movimento estudantil da Terapia Ocupacional, no âmbito da Universidade de São Paulo, entre os anos de 1968 e 1982. Em nosso estudo, o conjunto das narrativas nos mostra que o silêncio não se apresentou como um grito inaudível, uma voz abafada ou um dado a ser analisado. Contrariando nossas expectativas iniciais em relação ao silenciamento que poderiam impetrar a si próprias, as colaboradoras têm muito a dizer e nos dizem. Ao se incumbirem da função de narradoras de uma Terapia Ocupacional engendrada e gestada no período de luta pela redemocratização, suas memórias revelam o rompimento com a lógica formativa e assistencial acachapante dos sujeitos-alvo de suas ações profissionais e, sobretudo, propõem uma experiência com o passado que, no contexto brasileiro, apresenta-nos uma memória que é o exercício da própria democraciaThe student movement represented an important focus of resistance against the arbitrary acts committed during Brazil\'s civil-military dictatorship, and its activities were fundamental to the country\'s process of democratization. The present study was dedicated to understand the Occupational Therapy student movement at the University of São Paulo between 1968 and 1982, through the narrative of 15 women university students from the states of São Paulo, Bahia and Pernambuco, from the courses of Physiotherapy, Speech-Language Pathology, Medicine and Occupational Therapy. In our study, the narratives as a whole show us that silence did not appear as an inaudible cry, a muffled voice or a fact to be analyzed. Contrary to our initial expectations regarding the silence that they might impose on themselves, the collaborators have a lot to say and they tell us. By assuming the role of narrators of an Occupational Therapy conceived and nurtured in the period of struggle for democratization, their memories reveal the break with the training and assistance logic that was devastating to the target subjects of their professional actions and, above all, they propose an experience with the past which, in the Brazilian context, presents us with a memory that is the exercise of democracy itselfBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRocha, Eucenir FrediniMelo, Daniela Oliveira de Carvalho Verissimo e2025-01-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-24062025-103749/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-24T13:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-24062025-103749Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-24T13:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O movimento estudantil representou um importante foco de resistência contra as arbitrariedades cometidas durante a ditadura civil-militar brasileira, sendo sua atuação fundamental no processo de redemocratização do país. À luz da narrativa de 15 mulheres, estudantes universitárias, dos estados de São Paulo, Bahia e Pernambuco, dos cursos de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina e Terapia Ocupacional, o presente estudo se dedicou à compreensão do movimento estudantil da Terapia Ocupacional, no âmbito da Universidade de São Paulo, entre os anos de 1968 e 1982. Em nosso estudo, o conjunto das narrativas nos mostra que o silêncio não se apresentou como um grito inaudível, uma voz abafada ou um dado a ser analisado. Contrariando nossas expectativas iniciais em relação ao silenciamento que poderiam impetrar a si próprias, as colaboradoras têm muito a dizer e nos dizem. Ao se incumbirem da função de narradoras de uma Terapia Ocupacional engendrada e gestada no período de luta pela redemocratização, suas memórias revelam o rompimento com a lógica formativa e assistencial acachapante dos sujeitos-alvo de suas ações profissionais e, sobretudo, propõem uma experiência com o passado que, no contexto brasileiro, apresenta-nos uma memória que é o exercício da própria democracia |
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