Estudo clínico, histopatológico e imuno-histoquímico das histiocitoses com acometimento cutâneo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-30032026-111811/ |
Resumo: | Introdução: As histiocitoses são doenças raras caracterizadas pelo acúmulo de macrófagos e células dendríticas em diferentes tecidos. Geralmente apresentam um infiltrado inflamatório intenso, responsável por lesões órgão-específicas e manifestações clínicas. A classificação de 1987 dividiu-as em três grupos histiocitose de células de Langerhans (HCL), histiocitose não Langerhans (HNCL) e histiocitoses malignas e permanece amplamente utilizada. Em 2016, uma revisão baseada em dados moleculares reorganizou-as em cinco grupos: L (Langerhans), C (cutânea e mucocutânea), R (doença de Rosai-Dorfman e outras não cutâneas, não Langerhans), M (maligna) e H (linfohistiocitoses hemofagocíticas). A HCL é o subtipo mais frequente, e a descoberta de mutações recorrentes no gene BRAF, posteriormente também identificadas na Doença de Erdheim-Chester, trouxe novas perspectivas terapêuticas. Objetivos: Descrever as características clínicas, demográficas e histopatológicas de pacientes brasileiros com histiocitoses cutâneas e avaliar marcadores imuno-histoquímicos e moleculares para melhor caracterização dos subtipos. Métodos: Estudo retrospectivo de todos os casos confirmados por biópsia entre 1987 e 2024 em centro de referência terciário. Foram analisados dados clínicos, histopatológicos, imuno-histoquímicos e status da mutação BRAF. Resultados: Foram incluídos 111 pacientes: 69,4% (77/111) classificados como HNCL, 29,7% (33/111) como HCL e 0,9% (1/111) como histiocitose maligna. Houve predominância do sexo feminino (59,5%; 66/111) em relação ao masculino (40,5%; 45/111). A mediana de idade ao diagnóstico foi de 45 anos. Durante o seguimento, 21,5% dos pacientes alcançaram remissão completa. A apresentação clínica mais frequente foi pápulas (45,9%), seguida de placas (12,6%), máculas (5,4%) e nódulos (5,4%). A positividade para CD1a foi observada em 72,5% dos casos de HCL e em 20,3% dos casos de HNCL. O S100 foi positivo em 77,5% dos casos de HCL e em 75,0% dos casos de doença de Rosai-Dorfman. O CD207 apresentou positividade em 62,5% dos casos de HCL, confirmando sua especificidade. Em relação ao BRAF, 9,9% dos pacientes foram positivos, 89,2% negativos e 0,9% inconclusivos. Conclusão: Este é o maior estudo de coorte de histiocitoses cutâneas realizado no Brasil até o momento. Os achados corroboram dados internacionais e reforçam que, além do reconhecimento clínico, a caracterização histopatológica, imuno-histoquímica e molecular é essencial para o diagnóstico preciso e a subclassificação das histiocitoses, especialmente no contexto de mutações clinicamente relevantes como a BRAF V600E. |
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Estudo clínico, histopatológico e imuno-histoquímico das histiocitoses com acometimento cutâneoClinical, histopathological and immunohistochemical study of histiocytosis with cutaneous involvementBRAF proteinClassificaçãoClassificationERK pathwayHistiócitosHistiocitose de células de LangerhansHistiocitosesHistiocytesHistiocytosisLangerhans cell histiocytosisProteína BRAFTargeted therapyTerapia alvoVia ERKIntrodução: As histiocitoses são doenças raras caracterizadas pelo acúmulo de macrófagos e células dendríticas em diferentes tecidos. Geralmente apresentam um infiltrado inflamatório intenso, responsável por lesões órgão-específicas e manifestações clínicas. A classificação de 1987 dividiu-as em três grupos histiocitose de células de Langerhans (HCL), histiocitose não Langerhans (HNCL) e histiocitoses malignas e permanece amplamente utilizada. Em 2016, uma revisão baseada em dados moleculares reorganizou-as em cinco grupos: L (Langerhans), C (cutânea e mucocutânea), R (doença de Rosai-Dorfman e outras não cutâneas, não Langerhans), M (maligna) e H (linfohistiocitoses hemofagocíticas). A HCL é o subtipo mais frequente, e a descoberta de mutações recorrentes no gene BRAF, posteriormente também identificadas na Doença de Erdheim-Chester, trouxe novas perspectivas terapêuticas. Objetivos: Descrever as características clínicas, demográficas e histopatológicas de pacientes brasileiros com histiocitoses cutâneas e avaliar marcadores imuno-histoquímicos e moleculares para melhor caracterização dos subtipos. Métodos: Estudo retrospectivo de todos os casos confirmados por biópsia entre 1987 e 2024 em centro de referência terciário. Foram analisados dados clínicos, histopatológicos, imuno-histoquímicos e status da mutação BRAF. Resultados: Foram incluídos 111 pacientes: 69,4% (77/111) classificados como HNCL, 29,7% (33/111) como HCL e 0,9% (1/111) como histiocitose maligna. Houve predominância do sexo feminino (59,5%; 66/111) em relação ao masculino (40,5%; 45/111). A mediana de idade ao diagnóstico foi de 45 anos. Durante o seguimento, 21,5% dos pacientes alcançaram remissão completa. A apresentação clínica mais frequente foi pápulas (45,9%), seguida de placas (12,6%), máculas (5,4%) e nódulos (5,4%). A positividade para CD1a foi observada em 72,5% dos casos de HCL e em 20,3% dos casos de HNCL. O S100 foi positivo em 77,5% dos casos de HCL e em 75,0% dos casos de doença de Rosai-Dorfman. O CD207 apresentou positividade em 62,5% dos casos de HCL, confirmando sua especificidade. Em relação ao BRAF, 9,9% dos pacientes foram positivos, 89,2% negativos e 0,9% inconclusivos. Conclusão: Este é o maior estudo de coorte de histiocitoses cutâneas realizado no Brasil até o momento. Os achados corroboram dados internacionais e reforçam que, além do reconhecimento clínico, a caracterização histopatológica, imuno-histoquímica e molecular é essencial para o diagnóstico preciso e a subclassificação das histiocitoses, especialmente no contexto de mutações clinicamente relevantes como a BRAF V600E.Background: Histiocytoses are rare disorders characterized by the accumulation of macrophages and dendritic cells in different tissues. They typically exhibit an intense cellular infiltrate responsible for organ-specific lesions and clinical manifestations. The 1987 classification stratified them into three groupsLangerhans cell histiocytosis (LCH), non-Langerhans cell histiocytosis (NLCH), and malignant histiocytosesand remains widely used. In 2016, a revised classification, incorporating molecular data, organized histiocytoses into five groups: L (Langerhans), C (cutaneous and mucocutaneous), R (Rosai-Dorfman disease and other non-cutaneous, non Langerhans), M (malignant), and H (hemophagocytic lymphohistiocytoses). LCH is the most common subtype, and the discovery of recurrent BRAF mutations, later also identified in Erdheim-Chester disease, has raised novel therapeutic perspectives. Objectives: To describe the clinical, demographic, and histopathological features of Brazilian patients with cutaneous histiocytoses and to assess immunohistochemical and molecular markers for subtype characterization. Methods: We conducted a retrospective analysis of all biopsy-confirmed cases of histiocytoses with cutaneous involvement diagnosed between 1987 and 2024 in a tertiary referral center. Clinical data, histopathology, immunohistochemistry, and BRAF mutation status were evaluated. Results: A total of 111 patients were included: 69.4% (77/111) were NLCH, 29.7% (33/111) LCH, and 0.9% (1/111) malignant histiocytosis. Females accounted for 59.5% (66/111) and males for 40.5% (45/111). The median age at diagnosis was 45 years. During follow-up, 21.5% achieved complete remission. The most common clinical presentation was papules (45.9%), followed by plaques (12.6%), macules (5.4%), and nodules (5.4%). CD1a positivity was observed in 72.5% of LCH and 20.3% of NLCH, supporting its role in differential diagnosis. S100 expression was detected in 77.5% of LCH and 75.0% of Rosai-Dorfman disease. CD207 was positive in 62.5% of LCH cases, reaffirming its specificity. Regarding BRAF status, 9.9% were positive, 89.2% negative, and 0.9% inconclusive. Conclusion: This represents the largest Brazilian cohort of cutaneous histiocytoses reported to date. Our findings are consistent with international data and emphasize that, beyond clinical recognition, histopathological, immunohistochemical, and molecular analyses remain essential for accurate diagnosis and subclassification, particularly in the context of clinically relevant mutations such as BRAF V600E.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLins, Jade Cury Martins AsforaTormena, Camila Cristina2025-12-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-30032026-111811/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-30T14:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-30032026-111811Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-30T14:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: As histiocitoses são doenças raras caracterizadas pelo acúmulo de macrófagos e células dendríticas em diferentes tecidos. Geralmente apresentam um infiltrado inflamatório intenso, responsável por lesões órgão-específicas e manifestações clínicas. A classificação de 1987 dividiu-as em três grupos histiocitose de células de Langerhans (HCL), histiocitose não Langerhans (HNCL) e histiocitoses malignas e permanece amplamente utilizada. Em 2016, uma revisão baseada em dados moleculares reorganizou-as em cinco grupos: L (Langerhans), C (cutânea e mucocutânea), R (doença de Rosai-Dorfman e outras não cutâneas, não Langerhans), M (maligna) e H (linfohistiocitoses hemofagocíticas). A HCL é o subtipo mais frequente, e a descoberta de mutações recorrentes no gene BRAF, posteriormente também identificadas na Doença de Erdheim-Chester, trouxe novas perspectivas terapêuticas. Objetivos: Descrever as características clínicas, demográficas e histopatológicas de pacientes brasileiros com histiocitoses cutâneas e avaliar marcadores imuno-histoquímicos e moleculares para melhor caracterização dos subtipos. Métodos: Estudo retrospectivo de todos os casos confirmados por biópsia entre 1987 e 2024 em centro de referência terciário. Foram analisados dados clínicos, histopatológicos, imuno-histoquímicos e status da mutação BRAF. Resultados: Foram incluídos 111 pacientes: 69,4% (77/111) classificados como HNCL, 29,7% (33/111) como HCL e 0,9% (1/111) como histiocitose maligna. Houve predominância do sexo feminino (59,5%; 66/111) em relação ao masculino (40,5%; 45/111). A mediana de idade ao diagnóstico foi de 45 anos. Durante o seguimento, 21,5% dos pacientes alcançaram remissão completa. A apresentação clínica mais frequente foi pápulas (45,9%), seguida de placas (12,6%), máculas (5,4%) e nódulos (5,4%). A positividade para CD1a foi observada em 72,5% dos casos de HCL e em 20,3% dos casos de HNCL. O S100 foi positivo em 77,5% dos casos de HCL e em 75,0% dos casos de doença de Rosai-Dorfman. O CD207 apresentou positividade em 62,5% dos casos de HCL, confirmando sua especificidade. Em relação ao BRAF, 9,9% dos pacientes foram positivos, 89,2% negativos e 0,9% inconclusivos. Conclusão: Este é o maior estudo de coorte de histiocitoses cutâneas realizado no Brasil até o momento. Os achados corroboram dados internacionais e reforçam que, além do reconhecimento clínico, a caracterização histopatológica, imuno-histoquímica e molecular é essencial para o diagnóstico preciso e a subclassificação das histiocitoses, especialmente no contexto de mutações clinicamente relevantes como a BRAF V600E. |
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