Caracterização óptica da melanina: estudo em microscopia óptica de fluorescência comparando a melanina sintética e a biológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Giancarlo de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76133/tde-27082025-083537/
Resumo: O termo melanina refere-se a um grupo de pigmentos presentes em diversos organismos, conhecidos principalmente por sua função protetora contra a radiação ultravioleta (UV). A melanina é um biopolímero heterogêneo formado pela oxidação e polimerização da tirosina, normalmente categorizado entre eumelanina e feomelanina. Este trabalho teve como objetivo caracterizar e comparar propriedades ópticas, emissões espectrais e temporais, e morfologia de partículas de melanina produzidas sinteticamente, por células de melanoma murino B16F10 e pelo fungo R.oryzae, avaliando também efeitos de solventes e estados de agregação. Utilizouse microscopia de fluorescência com excitação por dois fótons (800 nm) em amostras extraídas de células B16F10, colônias de R. oryzae (24 h e 48 h) e melanina sintética em solução alcalina (pH 13), DMSO e emulsão lipídica. A melanina das B16F10 apresentou distribuição heterogênea, emissão ampla (500675 nm, pico em 575 nm), decaimentos ultrarrápidos e baixa eficiência quântica (< 5%), distinta da autofluorescência celular (pico em 475 nm). Em R. oryzae, a maturação das hifas resultou em deslocamento espectral para o vermelho (425 500 nm para 500700 nm), tempos de vida muito curtos (&tau;1&asymp;0,1 ns) e queda de eficiência (15,26% para 3,01%). A melanina sintética em meio alcalino reproduziu o perfil das B16F10; em DMSO, mostrou leve deslocamento e componente mais longo (&tau;2&asymp;2,6 ns; 4,17%); na emulsão lipídica, a fase micelar apresentou espectro mais estreito (490575 nm), decaimento predominante longo (&tau;2&asymp;3,22 ns) e alta eficiência (19,10%), sugerindo maior separação e estabilização das partículas. Estudos de agregação via efeito Marangoni revelaram deslocamento progressivo do espectro para maiores comprimentos de onda com o aumento do empacotamento. Esses resultados corroboram dados da literatura sobre melanina agregada e evidenciam regimes ópticos distintos, destacando a influência das condições ambientais e de agregação na modulação das propriedades da melanina.
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Este trabalho teve como objetivo caracterizar e comparar propriedades ópticas, emissões espectrais e temporais, e morfologia de partículas de melanina produzidas sinteticamente, por células de melanoma murino B16F10 e pelo fungo R.oryzae, avaliando também efeitos de solventes e estados de agregação. Utilizouse microscopia de fluorescência com excitação por dois fótons (800 nm) em amostras extraídas de células B16F10, colônias de R. oryzae (24 h e 48 h) e melanina sintética em solução alcalina (pH 13), DMSO e emulsão lipídica. A melanina das B16F10 apresentou distribuição heterogênea, emissão ampla (500675 nm, pico em 575 nm), decaimentos ultrarrápidos e baixa eficiência quântica (< 5%), distinta da autofluorescência celular (pico em 475 nm). Em R. oryzae, a maturação das hifas resultou em deslocamento espectral para o vermelho (425 500 nm para 500700 nm), tempos de vida muito curtos (&tau;1&asymp;0,1 ns) e queda de eficiência (15,26% para 3,01%). A melanina sintética em meio alcalino reproduziu o perfil das B16F10; em DMSO, mostrou leve deslocamento e componente mais longo (&tau;2&asymp;2,6 ns; 4,17%); na emulsão lipídica, a fase micelar apresentou espectro mais estreito (490575 nm), decaimento predominante longo (&tau;2&asymp;3,22 ns) e alta eficiência (19,10%), sugerindo maior separação e estabilização das partículas. Estudos de agregação via efeito Marangoni revelaram deslocamento progressivo do espectro para maiores comprimentos de onda com o aumento do empacotamento. Esses resultados corroboram dados da literatura sobre melanina agregada e evidenciam regimes ópticos distintos, destacando a influência das condições ambientais e de agregação na modulação das propriedades da melanina.The term melanin refers to a group of pigments found in various organisms, primarily known for their protective role against ultraviolet (UV) radiation. Melanin is a heterogeneous biopolymer formed through the oxidation and polymerization of tyrosine, typically categorized into eumelanin and pheomelanin. This study aimed to characterize and compare the optical properties, spectral and temporal emissions, and particle morphology of melanin produced synthetically, by murine melanoma B16F10 cells, and by the fungus R. oryzae, also evaluating the effects of solvents and aggregation states. Two-photon fluorescence microscopy (800 nm excitation) was used to examine samples extracted from B16F10 cells, R. oryzae colonies (24 h and 48 h), and synthetic melanin in alkaline solution (pH 13), DMSO, and a lipid emulsion. Melanin from B16F10 cells exhibited a heterogeneous distribution, broad emission (500 675 nm, peak at 575 nm), ultrafast decay dynamics, and low quantum efficiency (< 5%), distinct from cellular autofluorescence (peak at 475 nm). In R. oryzae, hyphal maturation resulted in a red spectral shift (from 425500 nm to 500700 nm), extremely short lifetimes (&tau;1&asymp;0,1 ns), and a drop in efficiency (from 15.26% to 3.01%). Synthetic melanin in alkaline medium reproduced the profile observed in B16F10; in DMSO, it showed a slight red shift and a longer decay component (&tau;2&asymp;2,6 ns; 4,17%); in the lipid emulsion, the micellar phase exhibited a narrower spectrum (490575 nm), predominantly long decay (&tau;2&asymp;3,22 ns), and high efficiency (19.10%), suggesting greater particle separation and stabilization. Aggregation studies using the Marangoni effect revealed a progressive red shift in the spectrum with increased packing. These results support literature data on aggregated melanin and highlight distinct optical regimes, emphasizing the influence of environmental and aggregation conditions on the modulation of melanin properties.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKurachi, CristinaSouza, Giancarlo de2025-06-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76133/tde-27082025-083537/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-08T15:56:05Zoai:teses.usp.br:tde-27082025-083537Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-08T15:56:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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