Mal-estar na sociedade de risco: um debate interdisciplinar sobre sustentabilidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Araujo, Adriano Kasiorowski de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6140/tde-26082019-125455/
Resumo: Partindo da percepção de uma proliferação do uso da palavra sustentabilidade e uma série de variações que direcionam para a noção de Desenvolvimento Sustentável estabelecida pelo ONU em 1987, este trabalho procura analisar os documentos provenientes dessa institução, especificamente a Conferência de Estocolmo de 1972; o Relatório de Brundtland - Nosso Futuro Comum; a Eco92 de 1992; a Rio+10 de 2002; a Rio+20 de 2012; os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de 2000; e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) de 2015. Dentro de abordagem metodológica psicanaliticamente orientada em que participam os momentos transferência-construção-ensaio, a tese toma o relatório Nosso Futuro Comum como ponto de partida para pensar o mal-estar na sociedade de risco, cujos pressupostos teóricos iniciais são o mal-estar da psicanálise e as definições da teoria social de risco de Ulrich Beck. O caminho metológico permitiu a construção do contexto que remete às Guerras Mundiais como importantes eventos que tornariam possível a institucionalização do conceito de Desenvolvimento Sustentável. Além das condições para seu nascimento, a tese se debruça também para uma análise dos efeitos de sua aplicação. Esse percurso permitiu compreender a influência de um mundo assombrado por um catastrofismo que começa a ser transformado nas décadas de 1970 e 1980, vindo a se consolidar em uma perspectiva gerencial em 1990, movimento que pode ser depreendido dos documentos analisados. O trabalho evidencia o conflito colocado entre a finitude e o ilimitado presentes na crise ambiental e como o discurso econômico, prevalente em nossa sociedade, mostra-se incapaz de lidar com os problemas atuais e do tempo por vir. A análise sugere a necessidade de pensar não somente em uma sociedade de riscos, mas também em uma sociedade de refúgios.
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