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Utilidade da tomografia computadorizada cardíaca para a investigação de doença arterial coronariana em pacientes na fase crônica da doença de Chagas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ferreira, Ricardo de Souza Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-13012026-122215/
Resumo: A cardiomiopatia crônica da doença de Chagas (DC) pode mimetizar a doença arterial coronariana (DAC). Embora a tomografia computadorizada (TC) cardíaca ofereça a quantificação do escore de cálcio coronariano (CAC) e a avaliação anatômica direta das artérias coronárias, seu papel no diagnóstico diferencial dessas condições clínicas ainda não está plenamente estabelecido. Assim o objetivo deste estudo foi avaliar a utilidade da TC cardíaca na detecção de DAC em pacientes com DC. Para isso, conduzimos um studo retrospectivo de pacientes com DC submetidos à TC cardíaca por dor torácica ou disfunção sistólica global ou regional do ventrículo esquerdo. DAC obstrutiva foi definida como estenose &ge;50% na ATC. Quando disponível, o cateterismo cardíaco foi utilizado como padrão-ouro. Aplicaram-se três modelos preditivos de DAC: básico (baseado em sintomas, idade e sexo), clínico (fatores de risco cardiovascular adicionados ao modelo básico) e estendido (modelo clínico mais o CAC). Probabilidades pré-teste de DAC foram classificadas como muito baixa (< 5%), baixa (5-15%) e intermediária a alta (>15%). Também foram coletados dados de testes funcionais sob estresse realizados em período de até 12 meses da TC. Foram incluídos 120 participantes (média de 58 ± 12 anos; 52% homens), 54 (45%) referiram dor torácica e 66 (55%) apresentaram disfunção ventricular sem dor. A prevalência de DAC foi de 5% (n = 6). O CAC foi zero UA em 79 (66%), nenhum dos quais teve DAC obstrutiva na TC. O modelo com CAC atingiu área sob a curva ROC de 0,901, significativamente superior ao clínico (0,711; p = 0,03) e ao básico (0,689; p = 0,02), com excelente calibração. O ganho líquido de reclassificação foi de 0,76 vs. o modelo básico e de 0,66 vs. o modelo clínico (p < 0,001). Nas curvas de decisão, o modelo com CAC apresentou benefício líquido positivo em limiares pré-teste de até 15%, indicando potencial para redução de exames adicionais. Em 14 pacientes cintilografia de estresse, 10 apresentaram isquemia, mas nenhum confirmou DAC obstrutiva na TC. Dessa forma, concluímos que, em pacientes com DC e quadro sugestivo de isquemia miocárdica, a prevalência de DAC é baixa. A inclusão do CAC nos modelos preditivos tradicionais aprimora calibração, discriminação e reclassificação de risco, apresentando benefício líquido em limiares pré-teste reduzidos, com potencial para reduzir a realização de exames complementares desnecessários.
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Para isso, conduzimos um studo retrospectivo de pacientes com DC submetidos à TC cardíaca por dor torácica ou disfunção sistólica global ou regional do ventrículo esquerdo. DAC obstrutiva foi definida como estenose &ge;50% na ATC. Quando disponível, o cateterismo cardíaco foi utilizado como padrão-ouro. Aplicaram-se três modelos preditivos de DAC: básico (baseado em sintomas, idade e sexo), clínico (fatores de risco cardiovascular adicionados ao modelo básico) e estendido (modelo clínico mais o CAC). Probabilidades pré-teste de DAC foram classificadas como muito baixa (< 5%), baixa (5-15%) e intermediária a alta (>15%). Também foram coletados dados de testes funcionais sob estresse realizados em período de até 12 meses da TC. Foram incluídos 120 participantes (média de 58 ± 12 anos; 52% homens), 54 (45%) referiram dor torácica e 66 (55%) apresentaram disfunção ventricular sem dor. A prevalência de DAC foi de 5% (n = 6). O CAC foi zero UA em 79 (66%), nenhum dos quais teve DAC obstrutiva na TC. O modelo com CAC atingiu área sob a curva ROC de 0,901, significativamente superior ao clínico (0,711; p = 0,03) e ao básico (0,689; p = 0,02), com excelente calibração. O ganho líquido de reclassificação foi de 0,76 vs. o modelo básico e de 0,66 vs. o modelo clínico (p < 0,001). Nas curvas de decisão, o modelo com CAC apresentou benefício líquido positivo em limiares pré-teste de até 15%, indicando potencial para redução de exames adicionais. Em 14 pacientes cintilografia de estresse, 10 apresentaram isquemia, mas nenhum confirmou DAC obstrutiva na TC. Dessa forma, concluímos que, em pacientes com DC e quadro sugestivo de isquemia miocárdica, a prevalência de DAC é baixa. A inclusão do CAC nos modelos preditivos tradicionais aprimora calibração, discriminação e reclassificação de risco, apresentando benefício líquido em limiares pré-teste reduzidos, com potencial para reduzir a realização de exames complementares desnecessários.Chronic Chagas cardiomyopathy can mimic obstructive coronary artery disease (CAD). Although cardiac computed tomography (CT) allows quantification of coronary artery calcium score (CAC) and direct anatomic assessment of the coronary arteries, its role in the differential diagnosis in this setting has not been established. So, we conducted a study to To assess the utility of cardiac CT in detecting obstructive CAD in patients with chronic Chagas cardiomyopathy. For this purpose, we performed a retrospective study of patients with chronic Chagas cardiomyopathy who underwent cardiac CT for chest pain or left ventricular global or regional systolic dysfunction. Obstructive CAD was defined as &ge;50% luminal stenosis at CT. When available, invasive coronary angiography served as the reference method. Three predictive models were evaluated: basic: symptoms, age and sex; clinical: basic model plus traditional cardiovascular risk factors; extended: clinical model plus CAC. Pre-test probabilities of CAD were categorized as very low (< 5%), low (5-15%) and intermediate-to-high (> 15%). Data on stress functional tests performed within 12 months interval from CT were also collected. Among 120 patients (mean age 58 ± 12 years; 52% male) included, 54 (45%) reported chest pain and 66 (55%) were referred for global or regional ventricular dysfunction without pain. CAD prevalence was 5%. CAC was zero in 79 patients (66%), none of whom had obstructive CAD on CT. The CAC model achieved an area under the ROC curve of 0.901, significantly higher than the clinical (0.711; p=0.03) and basic (0.689; p=0.02) models, with excellent calibration. Net reclassification improvement for the CAC model was 0.76 vs. the basic model and 0.66 vs. the clinical model (p<0.001). In decision-curve analysis, the CAC model maintained a positive net benefit for pre-test probability thresholds up to 15 %, indicating potential reduction in additional testing. Of 14 patients who underwent stress scintigraphy, 10 showed perfusion defects, but none had obstructive CAD on CT. Thus, we conclude that the prevalence of obstructive CAD in patients with chronic Chagas cardiomyopathy and suspected myocardial ischemia is low. Incorporating the CAC into traditional predictive models enhances calibration, discrimination and risk reclassification, and yields net benefit at low pre-test probability thresholds, potentially minimizing unnecessary further testing.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoreira, Henrique TurinFerreira, Ricardo de Souza Alves2025-09-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-13012026-122215/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-29T20:09:03Zoai:teses.usp.br:tde-13012026-122215Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-29T20:09:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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