Efeitos da hipertensão arterial sistêmica sobre a variabilidade intrínseca cardíaca e o papel modulador do treinamento físico aeróbio
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-24092025-091512/ |
Resumo: | Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é determinada por processos fisiológicos com distintas frequências de ocorrência. Dentre eles, destacam-se os componentes autonômicos simpático e parassimpático. No entanto, o coração também apresenta uma variabilidade da frequência cardíaca intrínseca (VFCi) que pode influenciar a VFC e a modulação autonômica sobre o coração. Nesse caso, nós suspeitamos que doenças cardiovasculares, a exemplo da hipertensão, mas também o treinamento físico aeróbio possa modificar a VFCi. Objetivos: Avaliar se há diferenças na VFCi entre ratos normotensos e espontaneamente hipertensos (SHR; spontaneously hypertensive rats), e a relação com a modulação autonômica da VFC. Adicionalmente, investigaremos se o treinamento físico aeróbio influencia a VFCi e se há uma relação com a frequência cardíaca (FC) de marcapasso. Métodos: 48 ratos com 18 semanas, foram distribuídos em dois grupos: grupo de ratos normotensos (n=24) e grupo de SHR (n=24). Cada grupo foi subdividido em 2 grupos menores; grupo de ratos não treinados; e grupo de ratos treinados durante 12 semanas por meio da natação em sessões diárias de 45 min. A análise da VFC foi realizada por meio do registro dos intervalos dos batimentos cardíacos com os animais acordados, antes e após o duplo bloqueio autonômico cardíaco com atropina e propranolol. Por sua vez, a análise da VFCi foi realizada utilizando os registros dos intervalos de pulso obtidos com a técnica de Langendorff em coração isolado. A metodologia de análise da variabilidade envolveu métodos lineares e não lineares. RESULTADOS: Os resultados demonstram que, mesmo na ausência da modulação autonômica, o coração isolado apresenta uma importante flutuação entre os batimentos cardíacos. Nesse caso, o grupo hipertenso apresentou valores reduzidos nas oscilações correspondentes à modulação vagal, envolvendo os índices de HF em valores absolutos (análise espectral), 2V% (análise simbólica) e SD1 (Gráfico de Poincaré), sugerindo uma menor variabilidade na regulação intrínseca do ritmo cardíaco nessa faixa de frequência (0,75-2,5Hz). Por fim, o treinamento físico não influenciou significativamente as oscilações intrínsecas cardíacas. CONCLUSÃO: O coração isolado apresenta uma expressiva VFC. Nesse sentido, a exposição prolongada às alterações decorrentes da HAS parece condicionar a frequência cardíaca intrínseca do coração isolado a padrões associados à modulação simpática. |
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Efeitos da hipertensão arterial sistêmica sobre a variabilidade intrínseca cardíaca e o papel modulador do treinamento físico aeróbioEffects of systemic arterial hypertension on intrinsic cardiac variability and the modulating role of aerobic physical trainingAerobic physical exerciseCardiac autonomic modulationExercício físico aeróbioHipertensãoHypertensionIntrinsic heart variabilityModulação autonômica cardíacaVariabilidade cardíaca intrínsecaIntrodução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é determinada por processos fisiológicos com distintas frequências de ocorrência. Dentre eles, destacam-se os componentes autonômicos simpático e parassimpático. No entanto, o coração também apresenta uma variabilidade da frequência cardíaca intrínseca (VFCi) que pode influenciar a VFC e a modulação autonômica sobre o coração. Nesse caso, nós suspeitamos que doenças cardiovasculares, a exemplo da hipertensão, mas também o treinamento físico aeróbio possa modificar a VFCi. Objetivos: Avaliar se há diferenças na VFCi entre ratos normotensos e espontaneamente hipertensos (SHR; spontaneously hypertensive rats), e a relação com a modulação autonômica da VFC. Adicionalmente, investigaremos se o treinamento físico aeróbio influencia a VFCi e se há uma relação com a frequência cardíaca (FC) de marcapasso. Métodos: 48 ratos com 18 semanas, foram distribuídos em dois grupos: grupo de ratos normotensos (n=24) e grupo de SHR (n=24). Cada grupo foi subdividido em 2 grupos menores; grupo de ratos não treinados; e grupo de ratos treinados durante 12 semanas por meio da natação em sessões diárias de 45 min. A análise da VFC foi realizada por meio do registro dos intervalos dos batimentos cardíacos com os animais acordados, antes e após o duplo bloqueio autonômico cardíaco com atropina e propranolol. Por sua vez, a análise da VFCi foi realizada utilizando os registros dos intervalos de pulso obtidos com a técnica de Langendorff em coração isolado. A metodologia de análise da variabilidade envolveu métodos lineares e não lineares. RESULTADOS: Os resultados demonstram que, mesmo na ausência da modulação autonômica, o coração isolado apresenta uma importante flutuação entre os batimentos cardíacos. Nesse caso, o grupo hipertenso apresentou valores reduzidos nas oscilações correspondentes à modulação vagal, envolvendo os índices de HF em valores absolutos (análise espectral), 2V% (análise simbólica) e SD1 (Gráfico de Poincaré), sugerindo uma menor variabilidade na regulação intrínseca do ritmo cardíaco nessa faixa de frequência (0,75-2,5Hz). Por fim, o treinamento físico não influenciou significativamente as oscilações intrínsecas cardíacas. CONCLUSÃO: O coração isolado apresenta uma expressiva VFC. Nesse sentido, a exposição prolongada às alterações decorrentes da HAS parece condicionar a frequência cardíaca intrínseca do coração isolado a padrões associados à modulação simpática.Introduction: Heart rate variability (HRV) is determined by physiological processes with different frequencies of occurrence. Among them, the sympathetic and parasympathetic autonomic components stand out. However, the heart also has intrinsic cardiac variability (iHRV) that can influence HRV and autonomic modulation on the heart. In this case, we suspect that cardiovascular diseases, such as hypertension, but also aerobic physical training, can modify the iHRV. Objectives: To investigate whether there are differences in the iHRV between normotensive and spontaneously hypertensive rats (SHR; spontaneously hypertensive rats), and the relationship with the autonomic modulation of HRV. Additionally, we will investigate whether aerobic physical training influences the iCV and whether there is a relationship with pacemaker heart rate. Methods: 48 rats aged 18 weeks were distributed into two groups: normotensive rat group (n=24) and SHR group (n=24). Each group was subdivided into 2 smaller groups; group of untrained rats; and a group of rats trained for 12 weeks by swimming in daily 45-min sessions. HRV analysis was performed by recording heartbeat intervals with the animals awake, before and after double cardiac autonomic blockade with atropine and propranolol. In turn, the iHRV analysis was performed using pulse interval recordings obtained with the Langendorff technique in an isolated heart. The variability analysis methodology involves linear and non-linear methods. RESULTS: The results demonstrate that, even in the absence of autonomic modulation, the heart maintains a fluctuation in heart rate. Furthermore, the hypertensive group presented reduced values in HF oscillations in absolute values (spectral analysis), 2V% (symbolic analysis) and SD1 (Poincaré plot), suggesting a lower variability in the intrinsic regulation of heart rate. However, physical training did not significantly influence the intrinsic cardiac oscillations. CONCLUSION: The isolated heart presents a significant variability in heart rate. In this sense, prolonged exposure to changes resulting from hypertension seems to condition the intrinsic heart rate to patterns associated with sympathetic modulation, even in the absence of external influences.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSouza, Hugo Celso Dutra deMelo, Kelly Yoshida de2025-07-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-24092025-091512/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-05T16:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-24092025-091512Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-05T16:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é determinada por processos fisiológicos com distintas frequências de ocorrência. Dentre eles, destacam-se os componentes autonômicos simpático e parassimpático. No entanto, o coração também apresenta uma variabilidade da frequência cardíaca intrínseca (VFCi) que pode influenciar a VFC e a modulação autonômica sobre o coração. Nesse caso, nós suspeitamos que doenças cardiovasculares, a exemplo da hipertensão, mas também o treinamento físico aeróbio possa modificar a VFCi. Objetivos: Avaliar se há diferenças na VFCi entre ratos normotensos e espontaneamente hipertensos (SHR; spontaneously hypertensive rats), e a relação com a modulação autonômica da VFC. Adicionalmente, investigaremos se o treinamento físico aeróbio influencia a VFCi e se há uma relação com a frequência cardíaca (FC) de marcapasso. Métodos: 48 ratos com 18 semanas, foram distribuídos em dois grupos: grupo de ratos normotensos (n=24) e grupo de SHR (n=24). Cada grupo foi subdividido em 2 grupos menores; grupo de ratos não treinados; e grupo de ratos treinados durante 12 semanas por meio da natação em sessões diárias de 45 min. A análise da VFC foi realizada por meio do registro dos intervalos dos batimentos cardíacos com os animais acordados, antes e após o duplo bloqueio autonômico cardíaco com atropina e propranolol. Por sua vez, a análise da VFCi foi realizada utilizando os registros dos intervalos de pulso obtidos com a técnica de Langendorff em coração isolado. A metodologia de análise da variabilidade envolveu métodos lineares e não lineares. RESULTADOS: Os resultados demonstram que, mesmo na ausência da modulação autonômica, o coração isolado apresenta uma importante flutuação entre os batimentos cardíacos. Nesse caso, o grupo hipertenso apresentou valores reduzidos nas oscilações correspondentes à modulação vagal, envolvendo os índices de HF em valores absolutos (análise espectral), 2V% (análise simbólica) e SD1 (Gráfico de Poincaré), sugerindo uma menor variabilidade na regulação intrínseca do ritmo cardíaco nessa faixa de frequência (0,75-2,5Hz). Por fim, o treinamento físico não influenciou significativamente as oscilações intrínsecas cardíacas. CONCLUSÃO: O coração isolado apresenta uma expressiva VFC. Nesse sentido, a exposição prolongada às alterações decorrentes da HAS parece condicionar a frequência cardíaca intrínseca do coração isolado a padrões associados à modulação simpática. |
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