Quando escrever o gênero é escrever o estado: a disputa pelo léxico de políticas educacionais para travestis e transexuais
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-25082025-083938/ |
Resumo: | A presente dissertação teve como objetivo investigar a forma como o discurso antigênero disputa o léxico de políticas educacionais para travestis e transexuais em projetos de lei protocolados na Câmara dos Deputados entre 2014 e 2022. Assim como em outras partes do mundo, a inscrição de uma perspectiva de gênero nas políticas públicas brasileiras, especialmente nas educacionais, têm suscitado disputas ligadas aos processos de escrita do Estado. Propostas legislativas, como os projetos de lei, tornaram-se peças centrais na produção e circulação do discurso antigênero, indicando a relevância desses documentos burocráticos como objeto de estudo. Além disso, a dissertação explora um aspecto ainda pouco desenvolvido na literatura brasileira: a maneira como o discurso antigênero se opõe ao reconhecimento do direito à identidade de gênero de travestis e transexuais nas políticas educacionais. Tendo como referencial teórico os estudos de gênero em diálogo com o campo da Educação e inspirando-se, metodologicamente, na perspectiva antropológica da etnografia de textos e documentos, esta pesquisa lança luz sobre como as disputas contemporâneas pelo léxico de políticas educacionais para travestis e transexuais estão inseridas em correlações de forças pela inscrição ou pelo ataque a uma lente de gênero que historiciza os determinismos. Nesse sentido, a disputa sobre qual perspectiva de gênero deve ser escrita e inscrita nas políticas educacionais reflete uma disputa pela construção do próprio Estado. Escrever o gênero é, portanto, escrever o Estado. Frente a essa conjuntura, a dissertação contribui para debates emergentes sobre como a defesa do direito à identidade de gênero se relaciona à democratização da educação brasileira. |
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Quando escrever o gênero é escrever o estado: a disputa pelo léxico de políticas educacionais para travestis e transexuaisWhen writing gender means shaping the State: the dispute over the lexicon of educational policies for travestis and transsexualsAnti-genderAnti-transAntigêneroAntitransDireito à educaçãoGenderGêneroRight to educationTransfeminismTransfeminismoA presente dissertação teve como objetivo investigar a forma como o discurso antigênero disputa o léxico de políticas educacionais para travestis e transexuais em projetos de lei protocolados na Câmara dos Deputados entre 2014 e 2022. Assim como em outras partes do mundo, a inscrição de uma perspectiva de gênero nas políticas públicas brasileiras, especialmente nas educacionais, têm suscitado disputas ligadas aos processos de escrita do Estado. Propostas legislativas, como os projetos de lei, tornaram-se peças centrais na produção e circulação do discurso antigênero, indicando a relevância desses documentos burocráticos como objeto de estudo. Além disso, a dissertação explora um aspecto ainda pouco desenvolvido na literatura brasileira: a maneira como o discurso antigênero se opõe ao reconhecimento do direito à identidade de gênero de travestis e transexuais nas políticas educacionais. Tendo como referencial teórico os estudos de gênero em diálogo com o campo da Educação e inspirando-se, metodologicamente, na perspectiva antropológica da etnografia de textos e documentos, esta pesquisa lança luz sobre como as disputas contemporâneas pelo léxico de políticas educacionais para travestis e transexuais estão inseridas em correlações de forças pela inscrição ou pelo ataque a uma lente de gênero que historiciza os determinismos. Nesse sentido, a disputa sobre qual perspectiva de gênero deve ser escrita e inscrita nas políticas educacionais reflete uma disputa pela construção do próprio Estado. Escrever o gênero é, portanto, escrever o Estado. Frente a essa conjuntura, a dissertação contribui para debates emergentes sobre como a defesa do direito à identidade de gênero se relaciona à democratização da educação brasileira.The present dissertation sought to delve more profoundly into how anti-gender discourse contests the lexicon of educational policies for travestis and transsexuals in bills proposed to the Brazilian Chamber of Deputies between 2014 and 2022. As in other parts of the world, the inscription of a gender perspective in Brazilian public policies, especially in education, has led to disputes related to the processes of writing the state. Legislative proposals, such as bills, have become central to the production and circulation of anti-gender discourse, indicating the relevance of these bureaucratic documents as an object of study. In addition, the dissertation explores an aspect that has not yet been developed in Brazilian academic literature: how anti-gender discourse opposes the recognition of the right of travestis and transsexuals to gender identity in educational policies. By having gender studies as a theoretical reference in dialogue with the field of education and drawing methodological inspiration from the anthropological perspective of the ethnography of texts and documents, this research sheds light on how contemporary disputes over the lexicon of educational policies for travestis and transsexuals are part of correlations of forces for inscribing or attacking a gender lens that historicizes determinisms. In this sense, the dispute over which gender perspective should be incorporated into educational policies reflects a broader dispute over the construction of the state itself. To write gender is, therefore, to write the state. Considering this situation, this dissertation contributes to emerging debates on how the defense of the right to gender identity relates to the democratization of Brazilian education.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVianna, Claudia PereiraPassos, Maria Clara Araújo dos2025-03-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-25082025-083938/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-26T12:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-25082025-083938Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-26T12:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente dissertação teve como objetivo investigar a forma como o discurso antigênero disputa o léxico de políticas educacionais para travestis e transexuais em projetos de lei protocolados na Câmara dos Deputados entre 2014 e 2022. Assim como em outras partes do mundo, a inscrição de uma perspectiva de gênero nas políticas públicas brasileiras, especialmente nas educacionais, têm suscitado disputas ligadas aos processos de escrita do Estado. Propostas legislativas, como os projetos de lei, tornaram-se peças centrais na produção e circulação do discurso antigênero, indicando a relevância desses documentos burocráticos como objeto de estudo. Além disso, a dissertação explora um aspecto ainda pouco desenvolvido na literatura brasileira: a maneira como o discurso antigênero se opõe ao reconhecimento do direito à identidade de gênero de travestis e transexuais nas políticas educacionais. Tendo como referencial teórico os estudos de gênero em diálogo com o campo da Educação e inspirando-se, metodologicamente, na perspectiva antropológica da etnografia de textos e documentos, esta pesquisa lança luz sobre como as disputas contemporâneas pelo léxico de políticas educacionais para travestis e transexuais estão inseridas em correlações de forças pela inscrição ou pelo ataque a uma lente de gênero que historiciza os determinismos. Nesse sentido, a disputa sobre qual perspectiva de gênero deve ser escrita e inscrita nas políticas educacionais reflete uma disputa pela construção do próprio Estado. Escrever o gênero é, portanto, escrever o Estado. Frente a essa conjuntura, a dissertação contribui para debates emergentes sobre como a defesa do direito à identidade de gênero se relaciona à democratização da educação brasileira. |
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