A segurança de dados no contexto da telessaúde: uma revisão de escopo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61133/tde-03122025-164731/ |
Resumo: | O objetivo deste trabalho foi mapear as evidências científicas sobre a segurança de dados em Telessaúde. No Brasil, a Telessaúde surgiu como resposta às desigualdades de acesso aos serviços de saúde, com avanços normativos iniciados em 2006. No entanto, só se consolidou como prática assistencial após a autorização emergencial durante a pandemia de COVID-19. Apesar de sua implementação crescente, persistem lacunas regulatórias, sobretudo no que se refere à proteção de dados sensíveis. Esta revisão analisa como os profissionais de saúde têm lidado com essa questão em atendimentos remotos. Foram incluídos estudos que abordassem, de forma central, a percepção ou atuação de profissionais da saúde (População) em relação à segurança de dados (Conceito), no contexto da Telessaúde (Contexto), com textos completos publicados entre 2016 e 2025, em português, inglês ou espanhol. Foram excluídos estudos com foco exclusivamente técnico, menções superficiais ao tema, folhetos, vídeos e materiais sem validação científica. A busca foi realizada em outubro de 2024 e atualizada em junho de 2025, nas bases PubMed, Embase e BVS/LILACS, utilizando descritores DeCS/MeSH combinados por operadores booleanos. O protocolo de busca foi previamente registrado na plataforma Open Science Framework (OSF), sob o domínio: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/YXR5U. A triagem e análise foram conduzidas por dois revisores independentes, com resolução de divergências por um terceiro revisor; os dados foram organizados em planilha Excel®, e o processo de seleção está descrito no fluxograma PRISMA 2020. Foram identificados 566 estudos, dos quais apenas 6 atenderam aos critérios de elegibilidade e compuseram a amostra final. Essa escassez de estudos indica uma lacuna crítica na literatura. Os artigos selecionados abordaram a segurança de dados por meio de revisões, estudos de caso e análises críticas, revelando a baixa participação ativa dos profissionais da saúde na discussão sobre proteção da informação. Os resultados apontam para a necessidade urgente de formação específica, diretrizes clínicas e políticas institucionais que integrem a proteção de dados à prática assistencial, além do incentivo à produção científica que dê voz aos profissionais e proponha estratégias éticas e eficazes para sua atuação no ambiente digital. |
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Foram incluídos estudos que abordassem, de forma central, a percepção ou atuação de profissionais da saúde (População) em relação à segurança de dados (Conceito), no contexto da Telessaúde (Contexto), com textos completos publicados entre 2016 e 2025, em português, inglês ou espanhol. Foram excluídos estudos com foco exclusivamente técnico, menções superficiais ao tema, folhetos, vídeos e materiais sem validação científica. A busca foi realizada em outubro de 2024 e atualizada em junho de 2025, nas bases PubMed, Embase e BVS/LILACS, utilizando descritores DeCS/MeSH combinados por operadores booleanos. O protocolo de busca foi previamente registrado na plataforma Open Science Framework (OSF), sob o domínio: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/YXR5U. A triagem e análise foram conduzidas por dois revisores independentes, com resolução de divergências por um terceiro revisor; os dados foram organizados em planilha Excel®, e o processo de seleção está descrito no fluxograma PRISMA 2020. Foram identificados 566 estudos, dos quais apenas 6 atenderam aos critérios de elegibilidade e compuseram a amostra final. Essa escassez de estudos indica uma lacuna crítica na literatura. Os artigos selecionados abordaram a segurança de dados por meio de revisões, estudos de caso e análises críticas, revelando a baixa participação ativa dos profissionais da saúde na discussão sobre proteção da informação. Os resultados apontam para a necessidade urgente de formação específica, diretrizes clínicas e políticas institucionais que integrem a proteção de dados à prática assistencial, além do incentivo à produção científica que dê voz aos profissionais e proponha estratégias éticas e eficazes para sua atuação no ambiente digital.This study aimed to map the scientific evidence on data security in Telehealth. In Brazil, Telehealth emerged as a response to inequalities in access to healthcare services, with regulatory advances beginning in 2006. However, it was only consolidated as an assistive practice following the emergency authorization during the COVID-19 pandemic. Despite its growing implementation, regulatory gaps persist, especially concerning the protection of sensitive data. This scoping review analyzes how healthcare professionals have addressed data security issues in remote care settings. Studies were included if they primarily addressed the perceptions or actions of healthcare professionals (Population) regarding data security (Concept) in the context of Telehealth (Context), with full texts published between 2016 and 2025, in Portuguese, English, or Spanish. Excluded were studies with an exclusively technical focus, superficial mentions of the topic, brochures, videos, and non-peer-reviewed materials. The search was conducted in October 2024 and updated in June 2025 in PubMed, Embase, and BVS/LILACS, using DeCS/MeSH descriptors combined with Boolean operators. The search protocol was previously registered on the Open Science Framework (OSF) under the domain: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/YXR5U. Screening and analysis were performed independently by two reviewers, with discrepancies resolved by a third reviewer; data were organized using Excel®, and the selection process followed the PRISMA 2020 flow diagram. A total of 566 studies were identified, of which only six met the eligibility criteria and comprised the final sample. This scarcity of studies reveals a critical gap in the literature. The selected articles addressed data security through reviews, case studies, and critical analyses, revealing the limited active participation of healthcare professionals in discussions on information protection. The findings highlight the urgent need for targeted training, clinical guidelines, and institutional policies that integrate data protection into care practices, as well as the promotion of research that amplifies professional voices and proposes ethical and effective strategies for digital healthcare environments.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCruvinel, Agnes de Fatima PereiraAngelo Junior, José Donizete2025-09-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61133/tde-03122025-164731/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-11T11:55:20Zoai:teses.usp.br:tde-03122025-164731Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-11T11:55:20Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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