Minha mãe não está na foto: investigando a representação hegemônica da mulher ideal e da feminista
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-09012025-143823/ |
Resumo: | Esta é uma investigação radicalmente qualitativa e feminista (e por isso crítica), que entrou em erupção quando, já adulta, olhei para uma foto da minha mãe, que tantas vezes admirei quando criança. Equipada com minha lupa feminista antipatriarcal, ocorreu uma desfamiliarização, na qual, junto com a admiração, vieram questionamentos: onde mais estava registrada aquela mulher? Por que, ao olhar outras fotos, registros, textos, livros e documentos, encontrava representada tantas vezes uma mulher ideal, tão distante da minha mãe? Tão distante de mim, uma mulher feminista? E as imagens que eu via das feministas? Elas me representavam? Realizando esta investigação no campo de estudo Mulheres, Gênero e Feminismos, essas são apenas algumas das tantas perguntas que teceram esta produção feminista de conhecimento sobre as representações imagéticas e textuais constantemente propagadas da mulher ideal e da feminista, as quais nomeei de representações hegemônicas da mulher ideal e da feminista. Como uma artesã cultural e acadêmica, considerei diversas representações das mulheres, misturando nesta trama propagandas, produção científica, notícias de jornal, experiências pessoais e ficção, tendo como eixo teórico e epistemológico a teoria feminista brasileira. Assim, fui desenvolvendo ciclos de análise e interpretação de como foram sendo construídas as representações hegemônicas da mulher ideal e da feminista, principalmente entre as décadas de 1950 e 1980 (mas escutando, com respeito e sem temor, a distância temporal exigida pela investigação). Ao longo deste processo, fui caminhando, tropeçando e, algumas vezes, capotando, enquanto relacionava as representações hegemônicas da mulher ideal e da feminista do passado com nosso comportamento, nossa sociedade, nossas referências e nossos corpos ou ausência deles no presente. Na tentativa de afetar o futuro, venho reagindo às representações hegemônicas feitas de nós, pessoas que politicamente nos autoidentificamos como mulheres, criando representações ficcionais feministas de meninas e mulheres, tornando essa minha reação parte desta pesquisa. Alimentando-me de minhas escritas ficcionais e da escrita de outras autoras da literatura brasileira, dedico-me a refletir e sistematizar meu processo de escrita ficcional feminista e de criação de representações não hegemônicas de nós como uma possibilidade, a minha possibilidade feminista, de combater tantos séculos de apagamentos, representações patriarcais e violentas (desculpem o pleonasmo!) de nós. |
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Minha mãe não está na foto: investigando a representação hegemônica da mulher ideal e da feministaMy mother is not in the photo: investigating the hegemonic representation of the ideal woman and the feministEpistemologias feministasFeministFeminist epistemologiesFeminist fictionFeministaFicção feministaIdeal womanInvestigação Radicalmente Qualitativa FeministaMulher idealRadically Qualitative Feminist InquiryEsta é uma investigação radicalmente qualitativa e feminista (e por isso crítica), que entrou em erupção quando, já adulta, olhei para uma foto da minha mãe, que tantas vezes admirei quando criança. Equipada com minha lupa feminista antipatriarcal, ocorreu uma desfamiliarização, na qual, junto com a admiração, vieram questionamentos: onde mais estava registrada aquela mulher? Por que, ao olhar outras fotos, registros, textos, livros e documentos, encontrava representada tantas vezes uma mulher ideal, tão distante da minha mãe? Tão distante de mim, uma mulher feminista? E as imagens que eu via das feministas? Elas me representavam? Realizando esta investigação no campo de estudo Mulheres, Gênero e Feminismos, essas são apenas algumas das tantas perguntas que teceram esta produção feminista de conhecimento sobre as representações imagéticas e textuais constantemente propagadas da mulher ideal e da feminista, as quais nomeei de representações hegemônicas da mulher ideal e da feminista. Como uma artesã cultural e acadêmica, considerei diversas representações das mulheres, misturando nesta trama propagandas, produção científica, notícias de jornal, experiências pessoais e ficção, tendo como eixo teórico e epistemológico a teoria feminista brasileira. Assim, fui desenvolvendo ciclos de análise e interpretação de como foram sendo construídas as representações hegemônicas da mulher ideal e da feminista, principalmente entre as décadas de 1950 e 1980 (mas escutando, com respeito e sem temor, a distância temporal exigida pela investigação). Ao longo deste processo, fui caminhando, tropeçando e, algumas vezes, capotando, enquanto relacionava as representações hegemônicas da mulher ideal e da feminista do passado com nosso comportamento, nossa sociedade, nossas referências e nossos corpos ou ausência deles no presente. Na tentativa de afetar o futuro, venho reagindo às representações hegemônicas feitas de nós, pessoas que politicamente nos autoidentificamos como mulheres, criando representações ficcionais feministas de meninas e mulheres, tornando essa minha reação parte desta pesquisa. Alimentando-me de minhas escritas ficcionais e da escrita de outras autoras da literatura brasileira, dedico-me a refletir e sistematizar meu processo de escrita ficcional feminista e de criação de representações não hegemônicas de nós como uma possibilidade, a minha possibilidade feminista, de combater tantos séculos de apagamentos, representações patriarcais e violentas (desculpem o pleonasmo!) de nós.This is a radically qualitative and feminist (and therefore critical) investigation, which erupted when, as an adult, I looked at a photo of my mother, that I had so often admired as a child. Equipped with my anti-patriarchal feminist magnifying glass, a defamiliarization occurred, in which, along with the admiration, questions arose: where else was that woman registered? Why, when looking at other photos, records, texts, books and documents, did I find an ideal woman represented so many times, so far from my mother? So far from me, a feminist woman? And the images of feminists? Did they represent me? Carrying out this investigation in the field of Women, Gender and Feminisms studies, these are just some of the many questions that wove this feminist production of knowledge about the imagetic and textual representations constantly propagated of the ideal and feminist woman, which I named hegemonic representations of women ideal and feminist. As a cultural and academic artisan, I considered different representations of women, mixing in this plot advertisements, scientific production, newspaper news, personal experiences and fiction, with Brazilian feminist theory as its theoretical and epistemological axis. Thus, I developed cycles of analysis and interpretation of how hegemonic representations of the ideal woman and feminist were constructed, mainly between the 1950s and 1980s (but listening, respectfully and fearless, to the temporal distance required by the investigation). Throughout this process, I walked, stumbled and, sometimes, overturned, while relating the hegemonic representations of the ideal woman and the feminist of the past with our behavior, our society, our references and our bodies or lack thereof in the present. In an attempt to affect the future, I have been reacting to hegemonic representations made of us, people who politically self-identify as women, by creating feminist fictional representations of girls and women, making this reaction of mine part of this research. Feeding on my fictional writings, and the writing of other authors of Brazilian literature, I dedicate myself to reflecting and systematizing my process of feminist fictional writing and creating non-hegemonic representations of us as a possibility, my feminist possibility, of combat so many centuries of erasure, patriarchal and violent representations (sorry for the pleonasm!) of us.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVelardi, MariliaLongano, Anna Carolina2024-12-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-09012025-143823/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-30T10:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-09012025-143823Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-30T10:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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