Zonas climáticas locais: impacto da sazonalidade e vegetação no clima urbano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Jocy Kelly Santana de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-05032026-110900/
Resumo: Diante do avanço da urbanização e das alterações nas condições climáticas urbanas, as cidades têm se tornado mais vulneráveis aos desastres ambientais. Isso ocorre em circunstância da mudança do uso e ocupação do solo, responsável por promover a substituição da cobertura vegetal por superfícies mais quentes. Portanto, o objetivo desse trabalho é caracterizar as variações das condições climáticas em cidades brasileiras com diferentes tipos de vegetação, gradientes climáticos e de morfologias urbana, considerando dois períodos sazonais (seco e chuvoso). Para obter as informações climáticas das áreas urbanas, coletou-se imagens do satélite Landsat 8, visando a realização de índices espectrais, o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), o Índice de Umidade por Diferença Normalizada (NDMI), bem como a Temperatura da Superfície Terrestre (LST) nas cidades de Barueri, Bauru, São Carlos e Ubatuba. Para classificar o padrão de uso e ocupação do solo, as Zonas Climáticas Locais (LCZs) foram obtidas pela plataforma online LCZ Generator no portal WUDAPT. A partir dessas informações, foram realizadas correlações de Spearmam, análises de significância com o teste de Wilcoxon e dendrogramas, para visualizar a respostas do clima urbano em diferentes regiões e tipos de vegetação. Como resultado, foi encontrado que do período chuvoso para o seco, o clima urbano das cidades variaram significativamente, assim como os efeitos da sazonalidade foram mais intensos em regiões com vegetação típica de Savana quando se comparada à Floresta ombrófila densa. Além disso, as correlações de Spearman foram mais acentuadas no período chuvoso, na maioria das cidades e das LCZs. Por último, as LCZs de maior cobertura arbórea se destacaram como áreas de grande potencial em mitigar a temperatura no ambiente urbano, em contraponto com as classes com áreas mais construídas e menos vegetadas. Conclui-se então, que a vegetação influenciou na variabilidade do clima em Zonas Climáticas Locais, e que é de grande relevância se considerar as tipologias vegetais e os gradientes ambientais locais, nas quais as cidades estão inseridas, a fim de compreender melhor as respostas climáticas e suas variações no ambiente urbano, uma vez que, o que determina o clima e a sua variação, é uma relação dinâmica e complexa entre vários fatores.
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Para obter as informações climáticas das áreas urbanas, coletou-se imagens do satélite Landsat 8, visando a realização de índices espectrais, o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), o Índice de Umidade por Diferença Normalizada (NDMI), bem como a Temperatura da Superfície Terrestre (LST) nas cidades de Barueri, Bauru, São Carlos e Ubatuba. Para classificar o padrão de uso e ocupação do solo, as Zonas Climáticas Locais (LCZs) foram obtidas pela plataforma online LCZ Generator no portal WUDAPT. A partir dessas informações, foram realizadas correlações de Spearmam, análises de significância com o teste de Wilcoxon e dendrogramas, para visualizar a respostas do clima urbano em diferentes regiões e tipos de vegetação. Como resultado, foi encontrado que do período chuvoso para o seco, o clima urbano das cidades variaram significativamente, assim como os efeitos da sazonalidade foram mais intensos em regiões com vegetação típica de Savana quando se comparada à Floresta ombrófila densa. Além disso, as correlações de Spearman foram mais acentuadas no período chuvoso, na maioria das cidades e das LCZs. Por último, as LCZs de maior cobertura arbórea se destacaram como áreas de grande potencial em mitigar a temperatura no ambiente urbano, em contraponto com as classes com áreas mais construídas e menos vegetadas. Conclui-se então, que a vegetação influenciou na variabilidade do clima em Zonas Climáticas Locais, e que é de grande relevância se considerar as tipologias vegetais e os gradientes ambientais locais, nas quais as cidades estão inseridas, a fim de compreender melhor as respostas climáticas e suas variações no ambiente urbano, uma vez que, o que determina o clima e a sua variação, é uma relação dinâmica e complexa entre vários fatores.Given the advance of urbanization and changes in urban climatic conditions, cities have become more vulnerable to environmental disasters. This occurs due to changes in land use and occupation, responsible for promoting the replacement of vegetation cover with warmer surfaces. Therefore, the objective of this study is to characterize the variations in climatic conditions in Brazilian cities with different types of vegetation, climatic gradients, and urban morphologies, considering two seasonal periods (dry and rainy). To obtain climatic information from urban areas, Landsat 8 satellite images were collected to calculate spectral indices, the Normalized Difference Vegetation Index (NDVI), the Normalized Difference Moisture Index (NDMI), as well as Land Surface Temperature (LST) in the cities of Barueri, Bauru, São Carlos, and Ubatuba. To classify the land use and occupation patterns, Local Climate Zones (LCZs) were obtained from the online LCZ Generator platform on the WUDAPT portal. Based on this information, Spearman correlations, significance analyses with the Wilcoxon test, and dendrograms were performed to visualize the responses of the urban climate in different regions and types of vegetation. As a result, it was found that from the rainy to the dry season, the urban climate of the cities varied significantly, and the effects of seasonality were more intense in regions with typical savanna vegetation when compared to dense rainforest. Furthermore, Spearman correlations were more pronounced during the rainy season in most cities and LCZs. Finally, LCZs with greater tree cover stood out as areas with great potential to mitigating temperature in the urban environment, in contrast to classes with more built-up and less vegetated. It can therefore be concluded that vegetation influenced climate variability in Local Climate Zones, and that it is highly relevant to consider the vegetation types and local environmental gradients in which cities are located in order to better understand climate responses and their variations in the urban environment, since what determines the climate and its variation is a dynamic and complex relationship between several factors.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva Filho, Demóstenes Ferreira daSouza, Jocy Kelly Santana de2025-11-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-05032026-110900/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-09T18:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-05032026-110900Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-09T18:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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