O papel da ambiguidade construtiva e das interfaces gerenciais no processo de adaptação à transformação digital em uma empresa estabelecida no setor bancário
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-25032026-105324/ |
Resumo: | O setor bancário brasileiro foi por muitos anos caracterizado pela falta de competição e de inovação. No entanto, com o avanço da transformação digital no Brasil, surgiram novas possibilidades de oferta e modelos de negócios inovadores, com novas propostas de valor e custos significativamente menores, reduzindo as barreiras de entrada neste mercado. Em reação, as lideranças estratégicas das empresas incumbentes perceberam a necessidade de se adaptar às mudanças de mercado e, por isso, criaram estruturas para testarem modelos de negócios aplicando novas tecnologias digitais. O caráter experimental, complexo e incerto dessas unidades faz com que esse ambiente se beneficie do uso de ambiguidade construtiva, a partir de acordos com mais de uma interpretação possível. A partir disso, os participantes conseguem adaptar seus processos mais rapidamente às mudanças sem precisarem renegociar combinados. Contudo, para fazer um uso adequado da ambiguidade, os líderes das organizações precisam utilizar interações internas e externas para defendê-las. Esses pontos de interação entre líderes fazem parte do papel estratégico das lideranças e são fundamentais para que a ambiguidade não se torne destrutiva. No caso da organização estudada, essas mesmas interações levaram a empresa-mãe a tomar uma decisão pouco comum na literatura. A empresa integrou os funcionários e os clientes que até então estavam em uma marca independente à marca principal da empresa. Com isso, a empresa focou seus recursos para acelerar a transformação digital do aplicativo principal e da organização como um todo, aproveitando os aprendizados obtidos no período de atuação autônoma. A partir de um estudo qualitativo, por meio de entrevistas semiestruturadas aos participantes do caso e observação direta da pesquisadora, este projeto busca entender como líderes estratégicos utilizam ambiguidade construtiva e interfaces gerenciais no processo de adaptação às mudanças de mercado decorrentes da transformação digital. Ao final, contribuiu-se com a literatura de ambiguidade construtiva e de interfaces gerenciais no contexto de transformação digital e disrupção, a partir da análise de um caso de absorção da unidade de negócios digitais pela empresa-mãe, contexto pouco abordado na literatura existente, que gerou um framework de gestão da ambiguidade para transformação digital. |
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O papel da ambiguidade construtiva e das interfaces gerenciais no processo de adaptação à transformação digital em uma empresa estabelecida no setor bancárioThe role of constructive ambiguity and managerial interfaces in the process of adaptation to digital transformation in an established company in the banking sectorAmbiguidade construtivaConstructive ambiguityDigital transformationDisrupçãoDisruptionInterfaces gerenciaisLiderança estratégicaManagerial interfacesStrategic leadershipTransformação digitalO setor bancário brasileiro foi por muitos anos caracterizado pela falta de competição e de inovação. No entanto, com o avanço da transformação digital no Brasil, surgiram novas possibilidades de oferta e modelos de negócios inovadores, com novas propostas de valor e custos significativamente menores, reduzindo as barreiras de entrada neste mercado. Em reação, as lideranças estratégicas das empresas incumbentes perceberam a necessidade de se adaptar às mudanças de mercado e, por isso, criaram estruturas para testarem modelos de negócios aplicando novas tecnologias digitais. O caráter experimental, complexo e incerto dessas unidades faz com que esse ambiente se beneficie do uso de ambiguidade construtiva, a partir de acordos com mais de uma interpretação possível. A partir disso, os participantes conseguem adaptar seus processos mais rapidamente às mudanças sem precisarem renegociar combinados. Contudo, para fazer um uso adequado da ambiguidade, os líderes das organizações precisam utilizar interações internas e externas para defendê-las. Esses pontos de interação entre líderes fazem parte do papel estratégico das lideranças e são fundamentais para que a ambiguidade não se torne destrutiva. No caso da organização estudada, essas mesmas interações levaram a empresa-mãe a tomar uma decisão pouco comum na literatura. A empresa integrou os funcionários e os clientes que até então estavam em uma marca independente à marca principal da empresa. Com isso, a empresa focou seus recursos para acelerar a transformação digital do aplicativo principal e da organização como um todo, aproveitando os aprendizados obtidos no período de atuação autônoma. A partir de um estudo qualitativo, por meio de entrevistas semiestruturadas aos participantes do caso e observação direta da pesquisadora, este projeto busca entender como líderes estratégicos utilizam ambiguidade construtiva e interfaces gerenciais no processo de adaptação às mudanças de mercado decorrentes da transformação digital. Ao final, contribuiu-se com a literatura de ambiguidade construtiva e de interfaces gerenciais no contexto de transformação digital e disrupção, a partir da análise de um caso de absorção da unidade de negócios digitais pela empresa-mãe, contexto pouco abordado na literatura existente, que gerou um framework de gestão da ambiguidade para transformação digital.The Brazilian banking sector was characterized for many years by a lack of competition and innovation. However, with the advancement of digital transformation in Brazil, new offering possibilities and innovative business models emerged, featuring new value propositions and significantly lower costs, reducing the barriers to entry in this market. In response, the strategic leaders of incumbent companies recognized the need to adapt to market changes and thus created structures to test business models applying new digital technologies. The experimental, complex, and uncertain nature of these units benefits from the use of constructive ambiguity, based on agreements with more than one possible interpretation. Through this, participants can adapt their processes more quickly to changes without needing to renegotiate agreements. However, to properly use ambiguity, organizational leaders must engage in internal and external interactions to support it. These points of interaction among leaders are part of the strategic leadership role and are essential to prevent ambiguity from becoming destructive. In the case of the studied organization, these interactions led the parent company to make a decision that is uncommon in the literature. The company integrated employees and customers who were previously part of an independent brand into the companys main brand. As a result, the company focused its resources on accelerating the digital transformation of the main app and the organization as a whole, leveraging the learnings obtained during the autonomous operation period. Through a qualitative study involving semi-structured interviews with case participants and direct observation by the researcher, this project aims to understand how strategic leaders use constructive ambiguity and managerial interfaces in the process of adapting to market changes driven by digital transformation. Finally, it contributes to the literature on constructive ambiguity and managerial interfaces in the context of digital transformation and disruption, through the analysis of a case involving the absorption of a digital business unit by the parent company, an underexplored context that generated a management framework for ambiguity in digital transformation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGomes, Leonardo Augusto de VasconcelosCosta, Maria Teresa Menezes2026-03-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-25032026-105324/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-26T14:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-105324Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-26T14:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O setor bancário brasileiro foi por muitos anos caracterizado pela falta de competição e de inovação. No entanto, com o avanço da transformação digital no Brasil, surgiram novas possibilidades de oferta e modelos de negócios inovadores, com novas propostas de valor e custos significativamente menores, reduzindo as barreiras de entrada neste mercado. Em reação, as lideranças estratégicas das empresas incumbentes perceberam a necessidade de se adaptar às mudanças de mercado e, por isso, criaram estruturas para testarem modelos de negócios aplicando novas tecnologias digitais. O caráter experimental, complexo e incerto dessas unidades faz com que esse ambiente se beneficie do uso de ambiguidade construtiva, a partir de acordos com mais de uma interpretação possível. A partir disso, os participantes conseguem adaptar seus processos mais rapidamente às mudanças sem precisarem renegociar combinados. Contudo, para fazer um uso adequado da ambiguidade, os líderes das organizações precisam utilizar interações internas e externas para defendê-las. Esses pontos de interação entre líderes fazem parte do papel estratégico das lideranças e são fundamentais para que a ambiguidade não se torne destrutiva. No caso da organização estudada, essas mesmas interações levaram a empresa-mãe a tomar uma decisão pouco comum na literatura. A empresa integrou os funcionários e os clientes que até então estavam em uma marca independente à marca principal da empresa. Com isso, a empresa focou seus recursos para acelerar a transformação digital do aplicativo principal e da organização como um todo, aproveitando os aprendizados obtidos no período de atuação autônoma. A partir de um estudo qualitativo, por meio de entrevistas semiestruturadas aos participantes do caso e observação direta da pesquisadora, este projeto busca entender como líderes estratégicos utilizam ambiguidade construtiva e interfaces gerenciais no processo de adaptação às mudanças de mercado decorrentes da transformação digital. Ao final, contribuiu-se com a literatura de ambiguidade construtiva e de interfaces gerenciais no contexto de transformação digital e disrupção, a partir da análise de um caso de absorção da unidade de negócios digitais pela empresa-mãe, contexto pouco abordado na literatura existente, que gerou um framework de gestão da ambiguidade para transformação digital. |
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