O modelo egológico no documentário brasileiro: a individualização pela rentabilidade cênica em Estamira e A pessoa é para o que nasce

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Santos, Cleber Eduardo Miranda dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-31082015-120250/
Resumo: Essa dissertação tem por objetivo colocar em perspectiva crítica e histórica o fenômeno da individualização de personagens no documentário contemporâneo, muitos elevados a título dos filmes, e o critério de seleção desses personagens por valores como carisma, talento e rentabilidade cênica, em sintonia com a noção de performance em sentido amplo (inclusive empresarial). Os filmes centrais para essa discussão são Estamira (2006), de Marcos Prado, e A pessoa é para o que nasce (2006), de Roberto Berlinner, ambos protagonizados por mulheres em situação de déficit social e orgânico, mas inseridas em uma dinâmica de superávit cênico e produtivo, como auto-empreendedoras que trabalham para ter imagem. Nesses dois documentários, e em alguns outros, impõese um \"modelo egológico\", centrado nos indivíduos, sem muitas implicações sociais. A pesquisa não lida apenas com uma circunscrição do documentário nos anos 2000, operando ainda um breve panorama histórico do documentário brasileiro posterior a Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho, além de analisar uma mudança de estratégias de enfoque na comparação com a linhagem moderna dos anos 1960, conectada ao Cinema Novo, quando o \"outro de classe\" era abordado em uma perspectiva política e social, com o posicionamento dos filmes por meio de um locutor associado a um saber, procedimento classificado por Jean-Claude Bernardet como modelo sociológico.
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