Análise morfológica pré-operatória de aneurismas da artéria cerebral média: achados intraoperatórios e seus desfechos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Fonseca, Daniel Serfaty
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-30092025-174335/
Resumo: INTRODUÇÃO: O sistema vascular cerebral, incluindo a artéria cerebral média dividida em quatro segmentos (M1, M2, M3 e M4), é crucial para o fornecimento de sangue ao cérebro. Aneurismas na ACM, especialmente no segmento M1, apresentam grandes desafios aos neurocirurgiões devido à falta de circulação colateral, podendo causar infartos graves e morte em casos de hemorragia. A morfologia do segmento M1 e as variações anatômicas tornam complexa a clipagem microcirúrgica e arriscada a embolização endovascular. Apesar de estudos existentes, há uma necessidade de aprofundamento na pesquisa sobre aneurismas da ACM em virtude de sua importância clínica. OBJETIVOS: Neste estudo, buscou-se realizar uma análise morfológica do segmento M1 da artéria cerebral média aplicada à cirurgia de aneurismas. Para tal, realizou-se a proposta de uma nova classificação para aneurismas do segmento M1 que facilite sua localização em angiografias, além de avaliar riscos e características pré, intra e pós-operatórias com base na anatomia do segmento M1 e do aneurisma, e classificar o perfil epidemiológico dos participantes analisados. MATERIAIS E MÉTODOS: O estudo analisou 86 pacientes submetidos à microcirurgia para aneurisma do segmento M1 da artéria cerebral média, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre 2006 e 2018. Foram utilizados exames pré e pósoperatórios, como angiotomografias, angiografias e fotos intraoperatórias para estudar a localização, a morfologia e as características dos aneurismas. O estudo também propôs uma nova classificação dos aneurismas do segmento M1 com base em exames de angiotomografia, angiografia e angiorressonância, considerando incidências pósteroanterior e perfil. RESULTADOS: O estudo analisou 86 participantes (23% homens, 31- 76 anos), com 77% dos aneurismas detectados incidentalmente. A maioria dos aneurismas de M1 (70%) estava na bifurcação M1/M2, e 44% tinham formato reto, com predominância no quadrante ínfero-lateral. A morfologia não mostrou associação estatística com localização, ruptura intraoperatória, tamanho, projeção, comprimento do colo, lobulações, vasoespasmo ou integridade. No entanto, aneurismas curvados demandaram mais clipagem temporária (p = 0,0410) e múltiplos clipes (p = 0,0033), sugerindo desafios técnicos intraoperatórios. Homens e pacientes mais velhos apresentaram mais dificuldade cirúrgica e uso de múltiplos clipes. CONCLUSÕES: A técnica microcirúrgica é considerada a melhor e mais segura para tratar aneurismas da artéria cerebral média, oferecendo uma abordagem precisa que minimiza riscos, embora a técnica endovascular seja viável e recomendável em casos selecionados. O segmento M1 da ACM é imprescindível para a circulação cerebral, com variações morfológicas que influenciam a estratégia cirúrgica. A nova classificação de aneurismas proposta visa otimizar a localização dos aneurismas, melhorando a estratégia cirúrgica e, potencialmente, reduzindo as taxas de morbimortalidade.
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Apesar de estudos existentes, há uma necessidade de aprofundamento na pesquisa sobre aneurismas da ACM em virtude de sua importância clínica. OBJETIVOS: Neste estudo, buscou-se realizar uma análise morfológica do segmento M1 da artéria cerebral média aplicada à cirurgia de aneurismas. Para tal, realizou-se a proposta de uma nova classificação para aneurismas do segmento M1 que facilite sua localização em angiografias, além de avaliar riscos e características pré, intra e pós-operatórias com base na anatomia do segmento M1 e do aneurisma, e classificar o perfil epidemiológico dos participantes analisados. MATERIAIS E MÉTODOS: O estudo analisou 86 pacientes submetidos à microcirurgia para aneurisma do segmento M1 da artéria cerebral média, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre 2006 e 2018. Foram utilizados exames pré e pósoperatórios, como angiotomografias, angiografias e fotos intraoperatórias para estudar a localização, a morfologia e as características dos aneurismas. O estudo também propôs uma nova classificação dos aneurismas do segmento M1 com base em exames de angiotomografia, angiografia e angiorressonância, considerando incidências pósteroanterior e perfil. RESULTADOS: O estudo analisou 86 participantes (23% homens, 31- 76 anos), com 77% dos aneurismas detectados incidentalmente. A maioria dos aneurismas de M1 (70%) estava na bifurcação M1/M2, e 44% tinham formato reto, com predominância no quadrante ínfero-lateral. A morfologia não mostrou associação estatística com localização, ruptura intraoperatória, tamanho, projeção, comprimento do colo, lobulações, vasoespasmo ou integridade. No entanto, aneurismas curvados demandaram mais clipagem temporária (p = 0,0410) e múltiplos clipes (p = 0,0033), sugerindo desafios técnicos intraoperatórios. Homens e pacientes mais velhos apresentaram mais dificuldade cirúrgica e uso de múltiplos clipes. CONCLUSÕES: A técnica microcirúrgica é considerada a melhor e mais segura para tratar aneurismas da artéria cerebral média, oferecendo uma abordagem precisa que minimiza riscos, embora a técnica endovascular seja viável e recomendável em casos selecionados. O segmento M1 da ACM é imprescindível para a circulação cerebral, com variações morfológicas que influenciam a estratégia cirúrgica. A nova classificação de aneurismas proposta visa otimizar a localização dos aneurismas, melhorando a estratégia cirúrgica e, potencialmente, reduzindo as taxas de morbimortalidade.INTRODUCTION: The cerebral vascular system, including the middle cerebral artery (MCA) divided into four segments (M1, M2, M3, and M4), is crucial for supplying blood to the brain. Aneurysms in the MCA, especially in the M1 segment, present significant challenges to neurosurgeons due to the lack of collateral circulation, which can lead to severe infarctions and death in cases of hemorrhage. The morphology of the M1 segment and anatomical variations make microsurgical clipping complex and endovascular embolization risky. Despite existing studies, there is a need for further research on MCA aneurysms due to their substantial clinical importance. OBJECTIVES: In this study, a morphological analysis of the M1 segment of the middle cerebral artery was conducted in the context of aneurysm surgery. A new classification for M1 segment aneurysms was proposed to facilitate their localization in arteriographies, as well as to evaluate preoperative, intraoperative, and postoperative risks and characteristics based on the anatomy of the M1 segment and the aneurysm. The study also aimed to classify the epidemiological profile of the analyzed participants. MATERIALS AND METHODS: The study analyzed 86 patients who underwent microsurgery for aneurysms in the M1 segment of the middle cerebral artery at the Hospital das Clínicas of the Faculty of Medicine of the University of São Paulo, between 2006 and 2018. Preoperative and postoperative examinations, such as CT angiographies, arteriographies, and intraoperative photos, were used to study the location, morphology, and characteristics of the aneurysms. The study also proposed a new classification for M1 segment aneurysms based on CT angiography, angiography, and MRI angiography exams, considering posteroanterior and lateral projections. RESULTS: The study analyzed 86 participants (23% men, aged 3176 years), with 77% of aneurysms detected incidentally. Most M1 aneurysms (70%) were located at the M1/M2 bifurcation, and 44% had a straight shape, with a predominance in the inferolateral quadrant. Morphology showed no statistical association with location, intraoperative rupture, size, projection, neck length, lobulations, vasospasm, or integrity. However, curved aneurysms required more temporary clipping (p = 0.0410) and multiple clips (p = 0.0033), suggesting increased intraoperative technical challenges. Men and older patients experienced greater surgical difficulty and required multiple clips. CONCLUSIONS: Microsurgical clipping is considered the best and safest technique for treating MCA aneurysms, providing a precise approach that minimizes risks, although endovascular treatment remains a viable and recommended option for selected cases. The M1 segment of the MCA is crucial for cerebral circulation, with morphological variations that influence surgical strategy. The new aneurysm classification proposed in this study aims to optimize aneurysm localization, improve surgical strategy, and potentially reduce morbidity and mortality rates.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFigueiredo, Eberval GadelhaFonseca, Daniel Serfaty2025-04-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-30092025-174335/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-01T09:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-30092025-174335Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-01T09:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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