Saberes e fazeres tradicionais para o cuidado com a saúde: um estudo comparado entre comunidades tradicionais do Brasil e da Bolívia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Sales, Adalgisa Dorotéa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/84/84131/tde-03022025-124452/
Resumo: As plantas medicinais, assim como algumas outras formas de cura, são usadas como recurso terapêutico há milênios por nossos ancestrais, e seus conhecimentos são transmitidos por meio da oralidade, gestos e atitudes, validados de geração a geração e repassados de forma solidária. Dentro de uma visão holística, esta pesquisa visa a buscar um estudo aprofundado dos usos, saberes e fazeres tradicionais das ervas medicinais e outros conhecimentos de produção de subsistência, tendo como universo empírico duas comunidades tradicionais: Comunidade Tradicional Quilombo de Cordoaria de Abrantes, Camaçari-Bahia, Brasil, e a Comunidade Tradicional Campesina dos Chiquitanos em Santiago de Chiquitos, Departamento de Santa Cruz, Bolívia, no período de 2010 a 2022. A metodologia aplicada é de abordagem qualitativa e utiliza-se a história oral, como forma de compreender narrativas de pessoas que buscam, em suas memórias, a forma de lidar com as plantas ou outras formas de cura que aprenderam de seus pais, seus avós e com os vizinhos. O objetivo geral é compreender a permanência de medicina tradicional em uma comunidade tradicional quilombola no Brasil e uma comunidade tradicional campesina na Bolívia, cujas práticas resilientes legitimam uma medicina de saberes e fazeres tradicionais, ao tempo em que contribuem para a conservação e preservação da biodiversidade. Faremos um passeio pela história, buscando manter viva a memória, de modo a identificarmos elementos caracterizadores desse potencial de resiliência que estamos escolhendo como veredicto da permanência tanto da medicina tradicional quanto da condição de comunidade tradicional desses dois grupos populacionais, através de seus aspectos culturais, científicos e religiosos
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