Da história natural à história humana: o conceito de espécie na filosofia crítica kantiana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Erbella, Bruno Oberlander
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-13032025-133944/
Resumo: A presente dissertação tem como tema a relação analógica entre a História Natural e História humana na passagem realizada por Kant entre a natureza como sistema teleológico e a espécie humana como teleologicamente orientada, ambos sob o uso faculdade de julgar teleológica. Nesse sentido, o fio condutor é o conceito de finalidade (Zweckmässigkeit), o qual toma diversas formas ao longo da Crítica da Faculdade de Julgar (1790). O desenvolvimento da dissertação tem em vista a explicação da articulação dessas formas e, dentre elas, especialmente, das finalidades interna e externa, o que ocorre na Doutrina do método da faculdade de julgar teleológica. Além dos capítulos da terceira crítica onde são conceituadas tais finalidades, investigou-se a origem dos temas que envolvem a teleologia em alguns opúsculos escritos na década de 1780. Nestes, o uso de princípios teleológicos em questões naturalistas – Determinação do conceito de raça humana (1785) – e historiográficas (Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita (1784); Começo conjectural da história humana (1786) – estabelecem as semelhanças e diferenças desses campos análogos e indicam sua pertinência na constituição das finalidades da terceira crítica. A influência de Jean-Jacques Rousseau, fundamental para a constituição da filosofia kantiana da história, também foi objeto de investigação, já que é em debate com o filósofo genebrino que Kant introduz os elementos antropológicos constituintes de sua concepção historicista da humanidade. Como conclusão, a dissertação demonstra como são articulados, ao final da Crítica da faculdade de julgar, as concepções naturalista, antropológica e moral da espécie numa estrutura histórica teleologicamente orientada
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