Formas imprevisíveis: escritas latino-americanas e outros discursos e linguagens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Adriana Bezerra da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8145/tde-20122024-102919/
Resumo: Alguns textos literários latino-americanos têm se aproximado de outras linguagens e discursos para sublinhar a dificuldade da expressão por meio da palavra escrita. Alguns deles, quando se aproximam de linguagens não textuais como, por exemplo, as artes visuais, fazem-no sem levar essa linguagem outra para sua composição. Ou seja, diferentemente do que ocorre com certa literatura híbrida composta por linguagens verbais e não verbais, ainda que remetam a essas outras linguagens, é a partir do próprio texto que elas são evocadas. Esse gesto reforça ainda mais o desejo desses textos de serem outra coisa que não eles mesmos. Nota-se esse fenômeno em textos conhecidos por revolucionar certa tradição literária, como é o caso de Cartucho (1931), de Nellie Campobello, e de outros que acentuam uma tendência vanguardista que se consolida na literatura desde as vanguardas históricas, como Nadie nada nunca (1980), de Juan José Saer. Alguns textos mais contemporâneos mesclam a narrativa literária a outros gêneros e se deparam com as infinitas possibilidades da escrita, ao mesmo tempo em que sublinham as limitações do código verbal. É o que ocorre em El fantasma de las cosas (2010), de Marta Aponte Alsina e em Por breve herida (2016), de Margo Glantz. Em ambos, há uma aproximação dos procedimentos das artes visuais para destacar um fantasma/vampiro simbólico que ronda a expressão verbal. Em Adeus, cavalo (2017), de Nuno Ramos, por fim, vê-se se desenhar o gesto de despedida dessa escrita que já se percebe como não suficiente. Contudo, o gesto permanece inscrito no texto, mesmo que em meio ao caos assumido por uma narrativa confusa que ainda mescla ficção e realidade. Nota-se, portanto, que esses textos são compostos por meio de \"formas imprevisíveis\", expressão cunhada por Saer, para extrapolar as fronteiras expressivas da escrita sem que necessariamente prescindam dela
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