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EU NÃO SOU UMA AMEAÇA! Sexualidade, maternidade e interação com o serviço de saúde, a experiência da mulher vivendo com HIV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lima, Cindy Ferreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-20052025-152245/
Resumo: Introdução: A soropositividade para o HIV apresenta desafios significativos para as mulheres que vivem com o vírus, especialmente quando se considera a interseção com o gênero feminino. Questões complexas emergem, redefinindo a vida e experiências das Mulheres Vivendo com HIV (MVHIV). Durante a trajetória da infecção, temas como sexualidade e maternidade podem gerar estresse e emoções negativas, alimentados pelo medo da transmissão e do julgamento social associado à revelação do diagnóstico. Apesar das políticas públicas destinadas a apoiar as Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), o estigma persiste na sociedade, inclusive nos serviços de saúde, décadas após o início da pandemia. Objetivo: Compreender como as MVHIV significam e experienciam a sexualidade, a maternidade e a interação com os profissionais nos serviços de saúde após a descoberta da infecção. Método: Utilizou-se a Observação Participante e Análise Temática Qualitativa, com o apoio do software Iramuteq. A análise incluiu a Classificação Hierárquica Descendente e Análise Fatorial de Correspondência de entrevistas narrativas de dez MVHIV em idade reprodutiva, assistidas em um SAE da cidade de São Paulo entre fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023. As entrevistas, com duração média de 53 a 70 minutos, foram validadas com as participantes após a transcrição. A pesquisa recebeu aprovação dos comitês de ética da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, nº 3.139.029 e da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, nº 3.081.173. Resultados: Duas categorias principais surgiram: Mudanças de vida após a descoberta da sorologia positiva para o HIV e Interações sociais após a descoberta da sorologia positiva para o HIV, cada uma com cinco subcategorias temáticas. A primeira abordou a autopercepção das mudanças na vida, enquanto a segunda explorou as interações sociais pós-diagnóstico. A falta de diálogo na prática assistencial impactou a qualidade de vida das MVHIV, especialmente nas questões de sexualidade e maternidade, contribuindo para a persistência de tabus tanto entre os profissionais quanto entre as mulheres. A desconstrução do preconceito e estigma relacionados ao HIV demanda a contínua capacitação dos profissionais de saúde, promovendo ambientes acolhedores e assistência empática para proporcionar segurança às PVHIV. Considerações Finais: A convivência com o HIV gera uma série de demandas emocionais, que impactam de modo expressivo a qualidade de vida. A atuação dos profissionais de saúde é crucial na desconstrução de medos e dúvidas das MVHIV sobre a vivência da sexualidade e maternidade. A estigmatização praticada na prática assistencial prejudica a vida das mulheres, reforçando a necessidade de configurar os espaços de assistência como ambientes acolhedores e seguros. O HIV deve ser compreendido como uma infecção crônica tratável, possibilitando alta qualidade de vida com adesão ao tratamento antirretroviral em todas as esferas, incluindo a sexual e reprodutiva.
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Apesar das políticas públicas destinadas a apoiar as Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), o estigma persiste na sociedade, inclusive nos serviços de saúde, décadas após o início da pandemia. Objetivo: Compreender como as MVHIV significam e experienciam a sexualidade, a maternidade e a interação com os profissionais nos serviços de saúde após a descoberta da infecção. Método: Utilizou-se a Observação Participante e Análise Temática Qualitativa, com o apoio do software Iramuteq. A análise incluiu a Classificação Hierárquica Descendente e Análise Fatorial de Correspondência de entrevistas narrativas de dez MVHIV em idade reprodutiva, assistidas em um SAE da cidade de São Paulo entre fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023. As entrevistas, com duração média de 53 a 70 minutos, foram validadas com as participantes após a transcrição. A pesquisa recebeu aprovação dos comitês de ética da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, nº 3.139.029 e da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, nº 3.081.173. Resultados: Duas categorias principais surgiram: Mudanças de vida após a descoberta da sorologia positiva para o HIV e Interações sociais após a descoberta da sorologia positiva para o HIV, cada uma com cinco subcategorias temáticas. A primeira abordou a autopercepção das mudanças na vida, enquanto a segunda explorou as interações sociais pós-diagnóstico. A falta de diálogo na prática assistencial impactou a qualidade de vida das MVHIV, especialmente nas questões de sexualidade e maternidade, contribuindo para a persistência de tabus tanto entre os profissionais quanto entre as mulheres. A desconstrução do preconceito e estigma relacionados ao HIV demanda a contínua capacitação dos profissionais de saúde, promovendo ambientes acolhedores e assistência empática para proporcionar segurança às PVHIV. Considerações Finais: A convivência com o HIV gera uma série de demandas emocionais, que impactam de modo expressivo a qualidade de vida. A atuação dos profissionais de saúde é crucial na desconstrução de medos e dúvidas das MVHIV sobre a vivência da sexualidade e maternidade. A estigmatização praticada na prática assistencial prejudica a vida das mulheres, reforçando a necessidade de configurar os espaços de assistência como ambientes acolhedores e seguros. O HIV deve ser compreendido como uma infecção crônica tratável, possibilitando alta qualidade de vida com adesão ao tratamento antirretroviral em todas as esferas, incluindo a sexual e reprodutiva.Introduction: HIV seropositivity presents significant challenges for women living with the virus, especially considering its intersection with the female gender. Complex issues emerge, redefining the lives and experiences of Women Living with HIV (WLHIV). Throughout the course of infection, topics such as sexuality and motherhood can generate stress and negative emotions, fueled by fear of transmission and social judgment associated with revealing the diagnosis. Despite public policies aimed at supporting People Living with HIV (PLHIV), stigma persists in society, including in healthcare services, decades after the onset of the pandemic. Objective: To understand how WLHIV means and experience sexuality, motherhood and interaction with healthcare professionals in health services after the discovery of the infection. Method: Participant Observation and Qualitative Thematic Analysis were used, with the support of the Iramuteq software. The analysis included Descending Hierarchical Classification and Correspondence Factorial Analysis of narrative interviews with ten reproductive-age WLHIV, assisted in a Specialized Assistance Service (SAE) in São Paulo city from February 2022 to February 2023. The interviews, averaging 53 to 70 minutes in duration, were validated with the participants after transcription. The research received approval from the ethics committees of the São Paulo Municipal Health Department, no. 3,139,029, and from the School of Nursing of the University of São Paulo, no. 3,081,173. Results: Two main categories emerged: \"Life changes after discovery seropositivity for HIV\" and \"Social interactions after the discovery of seropositivity for HIV,\" each with five thematic subcategories. The first addressed self-perceptions of life changes, while the second explored post-diagnosis social interactions. The lack of dialogue in healthcare practices impacted the quality of life for WLHIV, especially in matters of sexuality and motherhood, contributing to the persistence of taboos among both professionals and WLHIV. Deconstructing prejudice and stigma related to HIV requires continuous training of healthcare professionals, promoting welcoming environments and empathetic assistance to provide safety for PLHIV. Conclusion: Living with HIV generates a series of emotional demands, which significantly impact quality of life. The role of healthcare professionals is crucial in dismantling fears and doubts that WLHIV have regarding the experience of sexuality and motherhood. The stigmatization practiced in care practices harms women\'s lives, reinforcing the need to configure care spaces as welcoming and safe environments. HIV must be understood as a treatable chronic infection, enabling a high quality of life with adherence to antiretroviral treatment in all spheres, including sexual and reproductive health.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNarchi, Nadia ZanonLima, Cindy Ferreira2024-04-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-20052025-152245/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-22T12:29:05Zoai:teses.usp.br:tde-20052025-152245Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-22T12:29:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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