Consequências do SARS-CoV-2 sobre o controle autonômico cardiovascular em pacientes hipertensos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-05052025-135058/ |
Resumo: | Introdução: A COVID-19 é uma doença de manifestação predominantemente respiratória, que pode cursar com o envolvimento persistente de outros sistemas. Assim, se faz necessária a investigação de aspectos menos evidentes, que podem estar prejudicados. Nesse sentido, prejuízos autonômicos são importantes preditores de risco cardiovascular, podendo ser ainda mais significativos em pessoas hipertensas, que frequentemente apresentam déficits na modulação autonômica cardiovascular. Portanto, investigamos os efeitos tardios da COVID-19 sobre a modulação autonômica da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da pressão arterial (VPA) e sensibilidade barorreflexa (SBR) em hipertensos. Métodos: 87 homens (35-55 anos de idade) foram divididos em dois grupos: hipertensos avaliados antes da pandemia de COVID-19 (Grupo HAS, N=40), e hipertensos acometidos pela forma leve da COVID-19 mais de 6 meses antes da avaliação (Grupo HAS-COV, N=47). Foram realizadas avaliações antropométricas, hemodinâmicas, metabólica e registros da frequência cardíaca e pressão arterial para análise do controle autonômico cardiovascular. Resultados: Na avaliação da VFC, o grupo HAS-COV apresentou maiores valores de variância (1995 ± 1634 vs. 1304 ± 829 ms², p=0,031) e oscilações de LF (632 ± 572 vs. 376 ± 270 ms², p=0,012) na análise espectral, de 0V (39 ± 14,2 vs. 30,9 ± 12,8 %, p=0,007) na análise simbólica, de SD2 (40,4 ± 15,3 vs. 32,2 ± 12,4 ms, p=0,006) na análise de Poincaré e de entropia de amostra (1,60 ± 0,25 vs. 1,69 ± 0,26, p=0,049). Na análise da SBR, o grupo HAS-COV apresentou menor índice barorreflexo (0,38 ± 0,13 vs. 0,51 ± 0,14, p<0,001) e maiores ganhos (9,03 ± 4,63 vs. 6,62 ± 2,43 ms/mmHg, p=0,005). Conclusão: Os resultados apontam para o aumento da SBR e da modulação simpática da VFC em longo prazo em homens hipertensos acometidos pela COVID-19. |
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Consequências do SARS-CoV-2 sobre o controle autonômico cardiovascular em pacientes hipertensosConsequences of SARS-CoV-2 on cardiovascular autonomic control in hypertensive patientsAutonomic nervous systemCOVID-19COVID-19HipertensãoHypertensionSistema nervoso autonômicoIntrodução: A COVID-19 é uma doença de manifestação predominantemente respiratória, que pode cursar com o envolvimento persistente de outros sistemas. Assim, se faz necessária a investigação de aspectos menos evidentes, que podem estar prejudicados. Nesse sentido, prejuízos autonômicos são importantes preditores de risco cardiovascular, podendo ser ainda mais significativos em pessoas hipertensas, que frequentemente apresentam déficits na modulação autonômica cardiovascular. Portanto, investigamos os efeitos tardios da COVID-19 sobre a modulação autonômica da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da pressão arterial (VPA) e sensibilidade barorreflexa (SBR) em hipertensos. Métodos: 87 homens (35-55 anos de idade) foram divididos em dois grupos: hipertensos avaliados antes da pandemia de COVID-19 (Grupo HAS, N=40), e hipertensos acometidos pela forma leve da COVID-19 mais de 6 meses antes da avaliação (Grupo HAS-COV, N=47). Foram realizadas avaliações antropométricas, hemodinâmicas, metabólica e registros da frequência cardíaca e pressão arterial para análise do controle autonômico cardiovascular. Resultados: Na avaliação da VFC, o grupo HAS-COV apresentou maiores valores de variância (1995 ± 1634 vs. 1304 ± 829 ms², p=0,031) e oscilações de LF (632 ± 572 vs. 376 ± 270 ms², p=0,012) na análise espectral, de 0V (39 ± 14,2 vs. 30,9 ± 12,8 %, p=0,007) na análise simbólica, de SD2 (40,4 ± 15,3 vs. 32,2 ± 12,4 ms, p=0,006) na análise de Poincaré e de entropia de amostra (1,60 ± 0,25 vs. 1,69 ± 0,26, p=0,049). Na análise da SBR, o grupo HAS-COV apresentou menor índice barorreflexo (0,38 ± 0,13 vs. 0,51 ± 0,14, p<0,001) e maiores ganhos (9,03 ± 4,63 vs. 6,62 ± 2,43 ms/mmHg, p=0,005). Conclusão: Os resultados apontam para o aumento da SBR e da modulação simpática da VFC em longo prazo em homens hipertensos acometidos pela COVID-19.Introduction: COVID-19 is primarily a respiratory disease, but it can also persistently affect other systems. Therefore, it is necessary to investigate less evident aspects that may be impaired. In this context, autonomic impairments are important predictors of cardiovascular risk and can be even more significant in hypertensive individuals, who often exhibit deficits in cardiovascular autonomic modulation. Thus, we investigated the late effects of COVID-19 on the autonomic modulation of heart rate variability (HRV), blood pressure variability (BPV), and baroreflex sensitivity (BRS) in hypertensive patients. Methods: 87 men (age 35-55) were divided into two groups: hypertensive patients evaluated before the COVID-19 pandemic (SAH group, N=40), and hypertensive patients who had a mild form of COVID-19 more than 6 months before the evaluation (SAH-COV group, N=47). Anthropometric, hemodynamic, and metabolic assessments were conducted, along with heart rate and blood pressure recordings for the analysis of cardiovascular autonomic control. Results: In the HRV assessment, the SAH-COV group showed higher variance values (1995 ± 1634 vs. 1304±829 ms², p=0,031) and LF oscillations (632 ± 572 vs. 376 ± 270 ms², p=0,012) in spectral analysis, 0V (39 ± 14,2 vs. 30,9 ± 12,8 %, p=0,007) in symbolic analysis, SD2 (40,4 ± 15,3 vs. 32,2 ± 12,4 ms, p=0,006) in Poincaré analysis, and sample entropy (1,60 ± 0,25 vs. 1,69 ± 0,26, p=0,049). In the BRS analysis, the SAH-COV group showed a lower baroreflex index (0,38 ± 0,13 vs. 0,51 ± 0,14, p<0,001) and higher gains (9,03 ± 4,63 vs. 6,62 ± 2,43 ms/mmHg, p=0,005). Conclusion: The results indicate an increase in BRS and sympathetic modulation of HRV in the long term in hypertensive men affected by COVID-19.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSouza, Hugo Celso Dutra deChinellato, Naiara Teixeira2025-01-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-05052025-135058/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-22T17:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-05052025-135058Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-22T17:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A COVID-19 é uma doença de manifestação predominantemente respiratória, que pode cursar com o envolvimento persistente de outros sistemas. Assim, se faz necessária a investigação de aspectos menos evidentes, que podem estar prejudicados. Nesse sentido, prejuízos autonômicos são importantes preditores de risco cardiovascular, podendo ser ainda mais significativos em pessoas hipertensas, que frequentemente apresentam déficits na modulação autonômica cardiovascular. Portanto, investigamos os efeitos tardios da COVID-19 sobre a modulação autonômica da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da pressão arterial (VPA) e sensibilidade barorreflexa (SBR) em hipertensos. Métodos: 87 homens (35-55 anos de idade) foram divididos em dois grupos: hipertensos avaliados antes da pandemia de COVID-19 (Grupo HAS, N=40), e hipertensos acometidos pela forma leve da COVID-19 mais de 6 meses antes da avaliação (Grupo HAS-COV, N=47). Foram realizadas avaliações antropométricas, hemodinâmicas, metabólica e registros da frequência cardíaca e pressão arterial para análise do controle autonômico cardiovascular. Resultados: Na avaliação da VFC, o grupo HAS-COV apresentou maiores valores de variância (1995 ± 1634 vs. 1304 ± 829 ms², p=0,031) e oscilações de LF (632 ± 572 vs. 376 ± 270 ms², p=0,012) na análise espectral, de 0V (39 ± 14,2 vs. 30,9 ± 12,8 %, p=0,007) na análise simbólica, de SD2 (40,4 ± 15,3 vs. 32,2 ± 12,4 ms, p=0,006) na análise de Poincaré e de entropia de amostra (1,60 ± 0,25 vs. 1,69 ± 0,26, p=0,049). Na análise da SBR, o grupo HAS-COV apresentou menor índice barorreflexo (0,38 ± 0,13 vs. 0,51 ± 0,14, p<0,001) e maiores ganhos (9,03 ± 4,63 vs. 6,62 ± 2,43 ms/mmHg, p=0,005). Conclusão: Os resultados apontam para o aumento da SBR e da modulação simpática da VFC em longo prazo em homens hipertensos acometidos pela COVID-19. |
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