Tempo e fragmentação na narrativa: da cena à imagem
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27159/tde-16122025-114433/ |
Resumo: | Este trabalho trata dos atravessamentos do tempo na imagem usando como disparadoras reflexões dos pensadores sobre o teatro Bertolt Brecht (1898 - 1956) e Konstantin Stanislavski (1863 - 1938). Além de se debruçar sobre a acepção de tempo na obra dos dois autores, também investigo as traduções possíveis entre a expressividade e os materiais do ator e do desenhista. A obra do artista sul-africano William Kentridge (1955-) aparece como uma das principais fontes de estudo e diálogo, especialmente por sua natureza narrativa e a maneira como justapõe diferentes temporalidades. Aprofundarei, também, questões estratégicas de artistas de diferentes épocas e contextos ao representar o tempo na imagem. Os desenhos e narrativas que aqui apresento foram produzidos a partir de uma leitura poética do ambiente político brasileiro dos últimos anos, e têm como figura principal a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro; sua posição permite que se contraponha a imagem projetada de feminilidade passiva ao protagonismo que ela exerce ao fabricá-la. Assim, o duplo papel de sujeito e objeto convive com outras oposições estudadas como fragmentação e plenitude, morte e vida. Tais ambigüidades levaram a imagens que priorizavam a mancha, o rastro e a indefinição das figuras, além de colagens que obstruíram os caminhos da história. Estas, em sequência, formam a narrativa sequencial que apresento na conclusão deste processo, como publicação à parte, inspirada pelos procedimentos de sutura e reaproveitamento presentes no romance Frankenstein, de Mary Shelley (1757 - 1851). Afinal, a partir dos escritos do crítico alemão Benjamin Buchloh (1941-) e suas considerações sobre o desenho ao longo do século XX, particularmente sobre o artista estadunidense Raymond Pettibon (1955-), busco investigar como a geração de imagens técnicas, como no caso da cronofotografia ou do ultrassom, influenciam a nossa percepção do tempo. É através deste questionamento final que contextualizo meu trabalho, devedor de Kentridge e Pettibon, como uma reverberação do impacto dessas imagens técnicas na subjetividade e, por consequência, no fazer artístico. |
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