<i>Corporate Venture Capital</i>: como gerar valor além do investimento financeiro
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-06052026-112723/ |
Resumo: | O presente estudo investiga a dinâmica dos fundos de <i>Corporate Venture Capital</i> (CVC) no Brasil, sob a ótica da criação de valor não financeiro (também conhecido como <i>Smart Money</i>, dinheiro inteligente, no português). O objetivo central desta pesquisa é analisar as percepções das <i>startups</i> investidas quanto aos benefícios não financeiros extraídos dessa relação, visando propor recomendações para a estruturação de programas de CVC que maximizem a geração de valor para ambas as partes. Para endereçar a lacuna teórica sobre a eficácia desses benefícios no ecossistema brasileiro, o trabalho adota uma abordagem qualitativa de caráter exploratório, fundamentada em uma revisão sistemática da literatura e em entrevistas em profundidade com 16 fundadores de <i>startups</i> investidos por capital corporativo. Os resultados apontam, mesmo que inicialmente, um possível amadurecimento na jornada dos CVCs estudados ao longo do tempo de investimento, demonstrando que corporações seguem evoluindo em sua entrega de benefícios e no relacionamento com as investidas, ainda que esse valor seja considerado assimétrico e predominantemente reativo. Durante a pesquisa, identificou-se um hiato importante entre a proposta de valor anunciada no pré-investimento e a integração operacional efetiva no pós-aporte. Embora benefícios intangíveis, como a legitimidade de marca e o endosso corporativo, sejam amplamente usufruídos, a conversão do investimento em sinergias comerciais e acessos técnicos é frequentemente obstruída pela rigidez burocrática das corporações-mãe. A análise indica, em certa medida, que a eficácia da inovação aberta via CVC pode sofrer influência com relação à autonomia estrutural do fundo, ao capital político dos gestores para mediar o relacionamento e à institucionalização de incentivos (KPIs) atrelados ao desempenho das investidas para as unidades de negócio. Como contribuição prática e acadêmica, o estudo analisa o momento atual da oferta de benefícios não financeiros, propõe uma série de recomendações práticas e um <i>framework</i> (artefato, em português) para a concepção de programas de CVC que transcenda o modelo estritamente financeiro, sugerindo a sistematização de benefícios por meio de processos formais de integração. O estudo reforça que programas de investimento corporativos no Brasil podem beneficiar-se da evolução de uma gestão assistemática para um modelo de governança estratégico-operacional, capaz de mitigar conflitos de interesse, aumentar a eficácia no relacionamento e gerar maior valor agregado ao assegurar o alinhamento de metas e interesses entre o fundo, a corporação e a startup. Ainda que não seja possível afirmar que a mudança para uma governança estratégico-operacional por si só aumente a eficácia de um programa, este estudo sugere e busca trazer luz aos benefícios não financeiros como complementos extremamente importantes ao valor financeiro investido, reforçando o vínculo entre o investidor e investida, e trazendo maiores possibilidades de crescimento ao portfólio de startups da corporação. |
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<i>Corporate Venture Capital</i>: como gerar valor além do investimento financeiroCorporate Venture Capital: how to create value beyond financial investmentGeração de valorCorporate Venture CapitalSmart moneyCorporate venturingCVCInovação abertaSmart moneyOpen innovationCorporate Venture CapitalCVCCorporate venturingValue creationO presente estudo investiga a dinâmica dos fundos de <i>Corporate Venture Capital</i> (CVC) no Brasil, sob a ótica da criação de valor não financeiro (também conhecido como <i>Smart Money</i>, dinheiro inteligente, no português). O objetivo central desta pesquisa é analisar as percepções das <i>startups</i> investidas quanto aos benefícios não financeiros extraídos dessa relação, visando propor recomendações para a estruturação de programas de CVC que maximizem a geração de valor para ambas as partes. Para endereçar a lacuna teórica sobre a eficácia desses benefícios no ecossistema brasileiro, o trabalho adota uma abordagem qualitativa de caráter exploratório, fundamentada em uma revisão sistemática da literatura e em entrevistas em profundidade com 16 fundadores de <i>startups</i> investidos por capital corporativo. Os resultados apontam, mesmo que inicialmente, um possível amadurecimento na jornada dos CVCs estudados ao longo do tempo de investimento, demonstrando que corporações seguem evoluindo em sua entrega de benefícios e no relacionamento com as investidas, ainda que esse valor seja considerado assimétrico e predominantemente reativo. Durante a pesquisa, identificou-se um hiato importante entre a proposta de valor anunciada no pré-investimento e a integração operacional efetiva no pós-aporte. Embora benefícios intangíveis, como a legitimidade de marca e o endosso corporativo, sejam amplamente usufruídos, a conversão do investimento em sinergias comerciais e acessos técnicos é frequentemente obstruída pela rigidez burocrática das corporações-mãe. A análise indica, em certa medida, que a eficácia da inovação aberta via CVC pode sofrer influência com relação à autonomia estrutural do fundo, ao capital político dos gestores para mediar o relacionamento e à institucionalização de incentivos (KPIs) atrelados ao desempenho das investidas para as unidades de negócio. Como contribuição prática e acadêmica, o estudo analisa o momento atual da oferta de benefícios não financeiros, propõe uma série de recomendações práticas e um <i>framework</i> (artefato, em português) para a concepção de programas de CVC que transcenda o modelo estritamente financeiro, sugerindo a sistematização de benefícios por meio de processos formais de integração. O estudo reforça que programas de investimento corporativos no Brasil podem beneficiar-se da evolução de uma gestão assistemática para um modelo de governança estratégico-operacional, capaz de mitigar conflitos de interesse, aumentar a eficácia no relacionamento e gerar maior valor agregado ao assegurar o alinhamento de metas e interesses entre o fundo, a corporação e a startup. Ainda que não seja possível afirmar que a mudança para uma governança estratégico-operacional por si só aumente a eficácia de um programa, este estudo sugere e busca trazer luz aos benefícios não financeiros como complementos extremamente importantes ao valor financeiro investido, reforçando o vínculo entre o investidor e investida, e trazendo maiores possibilidades de crescimento ao portfólio de startups da corporação.This study investigates the dynamics of Corporate Venture Capital (CVC) funds in Brazil, from the perspective of non-financial value creation (also known as Smart Money). The central objective of this research is to analyze the perceptions of invested startups regarding the nonfinancial benefits derived from this relationship, aiming to provide recommendations for structuring CVC programs that maximize value generation for both parties. To address the theoretical gap regarding the effectiveness of these benefits in the Brazilian ecosystem, the work adopts a qualitative exploratory approach, based on a systematic literature review and in-depth interviews with 16 founders of startups invested in by corporate capital. The results indicate,albeit preliminarily, a possible maturation in the journey of the studied CVCs over the investment period, demonstrating that corporations continue to evolve in their delivery of benefits and in their relationships with portfolio companieseven if this value is considered asymmetric and predominantly reactive. During the research, a significant gap was identified between the value proposition announced at the pre-investment negotiation and the effective operational integration post-investment. Although intangible benefits, such as brand legitimacy and corporate endorsement, are widely enjoyed, the conversion of investment into commercial synergies and technical access is often hampered by the bureaucratic rigidity of parent corporations. The analysis indicates, to some extent, that the efficacy of open innovation via CVC may be influenced by the fund\'s structural autonomy, the political capital of managers in mediating the relationship, and the institutionalization of incentives (KPIs) linked to the performance of investee companies for business units. As a practical and academic contribution, the study analyzes the current state of non-financial benefit offerings and proposes a series of practical recommendations and a framework for designing CVC programs that transcend the strictly financial model, suggesting the systematization of benefits through formal integration processes. The study reinforces that corporate investment programs in Brazil can benefit from evolving from unsystematic management to a strategic-operational governance model. This model is capable of mitigating conflicts of interest, increasing relationship effectiveness, and generating greater added value by ensuring the alignment of goals and interests between the fund, the corporation, and the startup. While it cannot be definitively stated that the shift to strategic-operational governance alone increases program efficacy, this study suggests and seeks to highlight non-financial benefits as crucial complements to invested financial capital, strengthening the bond between investor and investee and providing greater growth possibilities for the corporate portfolio companies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Economia, Administração e ContabilidadePedroso, Marcelo CaldeiraMorandini, Carolina2026-04-132026-05-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-06052026-112723/doi:10.11606/D.12.2026.tde-06052026-112723Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-05-06T19:41:03Zoai:teses.usp.br:tde-06052026-112723Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-06T19:41:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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