A prática da open innovation como potencializadora dos resultados de startups deep techs no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Rodolfo Ribeiro da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-11092025-154255/
Resumo: As startups deep techs desempenham um papel fundamental na inovação tecnológica ao desenvolver soluções baseadas em avanços científicos, mas enfrentam desafios significativos para alcançar escalabilidade e viabilidade financeira. No Brasil, essas startups lidam com barreiras estruturais, como acesso restrito a financiamento, infraestrutura tecnológica limitada e dificuldades na validação de mercado. Nesse contexto, as relações de Open Innovation (OI) com grandes empresas surgem como uma estratégia potencialmente benéfica para superar essas barreiras, fornecendo acesso a redes estratégicas, expertise e oportunidades de mercado. No entanto, a literatura ainda carece de evidências empíricas que diferenciem o impacto da OI em startups deep techs em comparação com startups tradicionais. Diante desse cenário, a questão central desta tese é: Quais relações de open innovation com grandes empresas influenciam os resultados das startups deep techs em comparação às startups tradicionais? O objetivo geral da pesquisa foi identificar a influência das relações de OI com grandes empresas nos resultados das startups deep techs. Para isso, foram conduzidos dois estudos empíricos. O Estudo 1 analisou como diferentes tipos de relações de OI impactam o desenvolvimento de capacidades relacionais em startups deep techs e tradicionais. O Estudo 2 investigou de que maneira os recursos relacionais adquiridos por meio da OI impactam o desempenho financeiro dessas startups, considerando a geração de receitas e a captação de investimentos de venture capital. A pesquisa utilizou uma abordagem quantitativa, baseada em dados do Ranking 100 Open Startups, que categoriza e mede a intensidade das relações de OI entre startups e grandes empresas. Foram aplicadas técnicas de modelagem estatística para testar as hipóteses formuladas nos dois estudos, permitindo avaliar os impactos diferenciados da OI nos dois tipos de startups. Os resultados do Estudo 1 indicaram que startups deep techs apresentam maior engajamento de mercado e dependem mais do acesso a recursos intelectuais e humanos do que startups tradicionais. Também foi identificado que o suporte para desenvolvimento e comercialização é um fator crítico para essas startups, enquanto mecanismos de suporte e incentivos financeiros não demonstraram impactos diferenciados. Já o Estudo 2 evidenciou que startups deep techs que constroem redes estratégicas sólidas conseguem captar mais investimentos de venture capital, reforçando o papel dos recursos relacionais na atração de capital. No entanto, para startups tradicionais, a incidência de relações de OI teve impacto positivo apenas na geração de receitas, sem efeito significativo na captação de investimentos. Com base nesses achados, conclui-se que as relações de OI impactam startups deep techs e tradicionais de maneiras distintas. Enquanto startups tradicionais podem obter benefícios imediatos em termos de receita, startups deep techs dependem mais intensamente dessas relações para acessar mercados, captar investimentos e superar desafios estruturais. Esses resultados reforçam a necessidade de estratégias diferenciadas de inovação aberta para cada tipo de startup e sugerem implicações tanto para gestores quanto para formuladores de políticas públicas. Estudos futuros podem explorar o impacto das relações de OI ao longo do tempo e considerar métricas adicionais de desempenho, como internacionalização e registros de patentes.
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Nesse contexto, as relações de Open Innovation (OI) com grandes empresas surgem como uma estratégia potencialmente benéfica para superar essas barreiras, fornecendo acesso a redes estratégicas, expertise e oportunidades de mercado. No entanto, a literatura ainda carece de evidências empíricas que diferenciem o impacto da OI em startups deep techs em comparação com startups tradicionais. Diante desse cenário, a questão central desta tese é: Quais relações de open innovation com grandes empresas influenciam os resultados das startups deep techs em comparação às startups tradicionais? O objetivo geral da pesquisa foi identificar a influência das relações de OI com grandes empresas nos resultados das startups deep techs. Para isso, foram conduzidos dois estudos empíricos. O Estudo 1 analisou como diferentes tipos de relações de OI impactam o desenvolvimento de capacidades relacionais em startups deep techs e tradicionais. O Estudo 2 investigou de que maneira os recursos relacionais adquiridos por meio da OI impactam o desempenho financeiro dessas startups, considerando a geração de receitas e a captação de investimentos de venture capital. A pesquisa utilizou uma abordagem quantitativa, baseada em dados do Ranking 100 Open Startups, que categoriza e mede a intensidade das relações de OI entre startups e grandes empresas. Foram aplicadas técnicas de modelagem estatística para testar as hipóteses formuladas nos dois estudos, permitindo avaliar os impactos diferenciados da OI nos dois tipos de startups. Os resultados do Estudo 1 indicaram que startups deep techs apresentam maior engajamento de mercado e dependem mais do acesso a recursos intelectuais e humanos do que startups tradicionais. Também foi identificado que o suporte para desenvolvimento e comercialização é um fator crítico para essas startups, enquanto mecanismos de suporte e incentivos financeiros não demonstraram impactos diferenciados. Já o Estudo 2 evidenciou que startups deep techs que constroem redes estratégicas sólidas conseguem captar mais investimentos de venture capital, reforçando o papel dos recursos relacionais na atração de capital. No entanto, para startups tradicionais, a incidência de relações de OI teve impacto positivo apenas na geração de receitas, sem efeito significativo na captação de investimentos. Com base nesses achados, conclui-se que as relações de OI impactam startups deep techs e tradicionais de maneiras distintas. Enquanto startups tradicionais podem obter benefícios imediatos em termos de receita, startups deep techs dependem mais intensamente dessas relações para acessar mercados, captar investimentos e superar desafios estruturais. Esses resultados reforçam a necessidade de estratégias diferenciadas de inovação aberta para cada tipo de startup e sugerem implicações tanto para gestores quanto para formuladores de políticas públicas. Estudos futuros podem explorar o impacto das relações de OI ao longo do tempo e considerar métricas adicionais de desempenho, como internacionalização e registros de patentes.Deep tech startups play a fundamental role in technological innovation by developing solutions based on scientific advances, but they face significant challenges in achieving scalability and financial viability. In Brazil, these startups deal with structural barriers such as restricted access to funding, limited technological infrastructure, and difficulties in market validation. In this context, Open Innovation (OI) relationships with large companies emerge as a potentially beneficial strategy to overcome these barriers by providing access to strategic networks, expertise, and market opportunities. However, the literature still lacks empirical evidence differentiating the impact of OI on deep tech startups compared to traditional startups. Given this scenario, the central research question of this thesis is: Which Open Innovation relationships with large companies influence the outcomes of deep tech startups compared to traditional startups? The general objective of this research was to identify the influence of OI relationships with large companies on the outcomes of deep tech startups. To achieve this, two empirical studies were conducted. Study 1 analyzed how different types of OI relationships impact the development of relational capabilities in deep tech and traditional startups. Study 2 investigated how the relational resources acquired through OI impact the financial performance of these startups, focusing on revenue generation and venture capital fundraising. The research adopted a quantitative approach, using data from the 100 Open Startups Ranking, which categorizes and measures the intensity of OI relationships between startups and large companies. Statistical modeling techniques were applied to test the hypotheses formulated in both studies, allowing for an assessment of the differentiated impacts of OI on the two types of startups. The results of Study 1 indicated that deep tech startups show greater market engagement and rely more on intellectual and human resources than traditional startups. It was also found that support for development and commercialization is a critical factor for these startups, while support mechanisms and financial incentives did not show differentiated impacts. Study 2 revealed that deep tech startups that build strong strategic networks manage to attract more venture capital investments, reinforcing the role of relational resources in securing funding. However, for traditional startups, OI relationships positively influenced revenue generation but had no significant effect on venture capital fundraising. Based on these findings, it is concluded that OI relationships impact deep tech and traditional startups in different ways. While traditional startups benefit immediately in terms of revenue, deep tech startups rely more heavily on these relationships to access markets, attract investments, and overcome structural challenges. These results highlight the need for differentiated Open Innovation strategies for each type of startup and suggest implications for both managers and policymakers. Future research could explore the long-term impact of OI relationships and consider additional performance metrics, such as internationalization and patent registrations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBorini, Felipe MendesSilva, Rodolfo Ribeiro da2025-06-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-11092025-154255/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-23T19:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-11092025-154255Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-23T19:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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