Um estudo-piloto para conduzir as Diretrizes de Primeiros-Socorros em Saúde Mental (MHFA) no Brasil
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-06102025-135901/ |
Resumo: | Os transtornos mentais têm aumentado significativamente ao longo dos anos, configurando-se como um grave problema de saúde pública mundial. As deficiências globais em alfabetização em saúde mental impactam diretamente a relação entre saúde mental e doença mental. O desconhecimento acerca de estratégias de prevenção e a incapacidade de reconhecer sinais precoces dificultam intervenções oportunas, aumentando o risco de agravamento de transtornos mentais. Além disso, a falta de habilidades em primeiros-socorros em saúde mental compromete a capacidade de familiares, amigos e colegas em oferecer suporte inicial a pessoas em sofrimento, contribuindo para a piora das condições psicológicas. Esses fatores ressaltam a importância de intervenções educativas e práticas, como a psicoeducação e os programas de Primeiros-socorros em Saúde Mental (MHFA), que não apenas promovem a conscientização, mas também capacitam indivíduos e comunidades a agirem de maneira proativa e solidária em prol do bem-estar psicológico coletivo. Para explorar essa abordagem, realizou-se um estudo-piloto no Brasil, conduzindo as diretrizes de primeiros-socorros em saúde mental. Os objetivos incluíram: (1) avaliar a viabilidade de implementação das diretrizes do MHFA no fornecimento de informações sobre saúde mental; (2) investigar a compreensão do conteúdo e a aceitação do curso; e (3) identificar se as informações adquiridas impactam na diminuição do estigma relacionado às doenças mentais. Foram utilizados um questionário sociodemográfico e duas escalas de alfabetização e de estigma aplicadas em três momentos (T1, T2 e T3) com 124 participantes. Para comparação e melhor controle dos resultados, foi incluído um grupo-controle na pesquisa. Os resultados demonstraram que a intervenção foi bem aceita pelos participantes e viável para aplicação em diferentes contextos. A implementação do curso sugeriu um aumento no nível da alfabetização em saúde mental, na amostra estudada, evidenciando maior compreensão do tema e contribuindo para a redução do estigma relacionado às doenças mentais. Embora a intervenção tenha mostrado resultados semelhantes ao grupo-controle no aspecto de alfabetização em saúde mental e diminuição do estigma, compreendeu-se que as diretrizes são igualmente eficazes, indicando ser uma estratégia promissora para a promoção da saúde mental e para a inclusão de pessoas com transtornos mentais em diversos contextos. O estudo reforça a importância de programas de educação continuada em saúde mental direcionados à população geral, com foco na desmistificação das doenças mentais e na criação de ambientes mais acolhedores e inclusivos. |
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Um estudo-piloto para conduzir as Diretrizes de Primeiros-Socorros em Saúde Mental (MHFA) no BrasilA pilot study to conduct Mental Health First Aid (MHFA) Guidelines in BrazilAlfabetizaçãoEstigma socialFirst aidIntervenção psicossocialLiteracyMental healthPrimeiros-socorrosPrimeiros-socorros psicológicosPsychological first aidPsychosocial interventionSaúde mentalSocial stigmaOs transtornos mentais têm aumentado significativamente ao longo dos anos, configurando-se como um grave problema de saúde pública mundial. As deficiências globais em alfabetização em saúde mental impactam diretamente a relação entre saúde mental e doença mental. O desconhecimento acerca de estratégias de prevenção e a incapacidade de reconhecer sinais precoces dificultam intervenções oportunas, aumentando o risco de agravamento de transtornos mentais. Além disso, a falta de habilidades em primeiros-socorros em saúde mental compromete a capacidade de familiares, amigos e colegas em oferecer suporte inicial a pessoas em sofrimento, contribuindo para a piora das condições psicológicas. Esses fatores ressaltam a importância de intervenções educativas e práticas, como a psicoeducação e os programas de Primeiros-socorros em Saúde Mental (MHFA), que não apenas promovem a conscientização, mas também capacitam indivíduos e comunidades a agirem de maneira proativa e solidária em prol do bem-estar psicológico coletivo. Para explorar essa abordagem, realizou-se um estudo-piloto no Brasil, conduzindo as diretrizes de primeiros-socorros em saúde mental. Os objetivos incluíram: (1) avaliar a viabilidade de implementação das diretrizes do MHFA no fornecimento de informações sobre saúde mental; (2) investigar a compreensão do conteúdo e a aceitação do curso; e (3) identificar se as informações adquiridas impactam na diminuição do estigma relacionado às doenças mentais. Foram utilizados um questionário sociodemográfico e duas escalas de alfabetização e de estigma aplicadas em três momentos (T1, T2 e T3) com 124 participantes. Para comparação e melhor controle dos resultados, foi incluído um grupo-controle na pesquisa. Os resultados demonstraram que a intervenção foi bem aceita pelos participantes e viável para aplicação em diferentes contextos. A implementação do curso sugeriu um aumento no nível da alfabetização em saúde mental, na amostra estudada, evidenciando maior compreensão do tema e contribuindo para a redução do estigma relacionado às doenças mentais. Embora a intervenção tenha mostrado resultados semelhantes ao grupo-controle no aspecto de alfabetização em saúde mental e diminuição do estigma, compreendeu-se que as diretrizes são igualmente eficazes, indicando ser uma estratégia promissora para a promoção da saúde mental e para a inclusão de pessoas com transtornos mentais em diversos contextos. O estudo reforça a importância de programas de educação continuada em saúde mental direcionados à população geral, com foco na desmistificação das doenças mentais e na criação de ambientes mais acolhedores e inclusivos.Mental disorders have increased significantly over the years, becoming a serious public health problem worldwide. Global deficiencies in mental health literacy directly impact the relationship between mental health and mental illness. Lack of knowledge about prevention strategies and the inability to recognize early signs hinder timely interventions, increasing the risk of mental disorders worsening. In addition, a lack of mental health first aid skills compromises the ability of family members, friends and colleagues to offer initial support to people in distress, contributing to the worsening of psychological conditions. These factors highlight the importance of educational and practical interventions, such as psychoeducation and Mental Health First Aid (MHFA) programs, which not only promote awareness, but also empower individuals and communities to act in a proactive and supportive manner for collective psychological well-being. To explore this approach, a pilot study was carried out in Brazil, conducting mental health first aid guidelines. The objectives included: (1) assessing the feasibility of implementing the MHFA guidelines in the provision of information on mental health; (2) investigating the understanding of the content and acceptance of the course; and (3) identifying whether the information acquired has an impact on reducing the stigma related to mental illness. We used a sociodemographic questionnaire and two scales - literacy and stigma - applied at three points in time (T1, T2 and T3) with 124 participants. For comparison and better control of the results, a control group was included in the study. The results showed that the intervention was well accepted by the participants and could be applied in different contexts. The implementation of the course suggested an increase in the level of mental health literacy in the sample studied, showing a greater understanding of the subject and contributing to a reduction in the stigma related to mental illness. Although the intervention showed similar results to the control group in terms of mental health literacy and reduced stigma, the guidelines were found to be equally effective, indicating that they are a promising strategy for promoting mental health and the inclusion of people with mental disorders in various contexts. The study reinforces the importance of continuing education programs in mental health aimed at the general population, with a focus on demystifying mental illness and creating more welcoming and inclusive environments.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLoch, Alexandre AndradeRossler, WulfMendes, Kathlen Nataly2025-04-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-06102025-135901/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-06T17:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-06102025-135901Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-06T17:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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