O sujeito psicótico na escola com suas artes e bricolagens
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-23012026-102508/ |
Resumo: | Acerca da questão da inclusão escolar de estudantes psicóticos, a presente tese interroga a função do ensino de Artes como possível dispositivo educacional discursivo para abarcar a palavra interdita do louco visto como alteridade radical pelo discurso pedagógico , assim como potente para favorecer a estabilização psíquica do sujeito psicótico e a construção de suplências simbólicas para laços sociais. Trata-se de uma pesquisa construída a partir da articulação entre os campos da Psicanálise, da Educação e da Arte, em que se relaciona alguns conceitos freudo-lacanianos e princípios da Arte-Educação com recortes de narrativas de arte-educadores. Visa-se problematizar a ideia de déficit associada à criança louca, ao ressaltar-se o sujeito como criador linguageiro, inventor de realidades e enodamentos (real-simbólico-imaginário), através de saber-fazer singular com significantes por conta de sua condição psíquica (foraclusão). Compreende-se como seu maior desafio inventar algo como autor de uma obra que requer reconhecimento no campo do Outro. Dentro do âmbito de uma pesquisa qualitativa, investigamos, por meio de rodas de conversa e entrevistas semiestruturadas com docentes, quais os valores éticos e estéticos do ensino de Artes que possam caracterizar esse dispositivo como favorável à inclusão escolar. A partir de cenários diversos, a pesquisa identificou o dispositivo tanto como favorável quanto contendo impasses para tal inclusão, sobretudo em consequência dos atravessamentos discursivos entre escola, patologização e neoliberalismo. Posto isso, concluiu-se que, para se considerar o ensino de Artes potente à inclusão de sujeitos psicóticos, deve-se levar em conta não só a sua dimensão estética (educar através da sensibilidade) e política (transformativa) nas escolas, como também prever o indecidível do caso a caso e o (des)encontro entre as singularidades professor e aluno, em seus ofícios, tropeços e posicionamentos desejantes. |
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