Entre habilidades e desigualdades: impasses das competências socioemocionais na explicação do desempenho dos estudantes brasileiros
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-13032026-111739/ |
Resumo: | As competências socioemocionais vêm ganhando espaço nas políticas públicas educacionais como supostas ferramentas capazes de melhorar o desempenho acadêmico e reduzir desigualdades. No entanto, ainda são escassas as evidências empíricas que comprovem sua eficácia nesse sentido. Esta pesquisa teve como objetivo investigar se tais competências podem atenuar os efeitos das desigualdades socioeconômicas sobre o desempenho em matemática de estudantes brasileiros. Com base em uma abordagem quantitativa, foram utilizados dados do PISA 2022, com uma amostra de 10.798 alunos do primeiro ano do ensino médio. A análise foi dividida em dois momentos: um diagnóstico da distribuição das competências entre os diferentes quartis socioeconômicos e a estimação de modelos lineares hierárquicos para examinar sua relação com o desempenho acadêmico. Os resultados revelaram que a maioria das competências se distribui de maneira desigual, favorecendo estudantes de maior nível socioeconômico. Ainda assim, a análise de densidade mostrou que alunos de contextos mais desfavorecidos também podem apresentar altos níveis em algumas dessas habilidades. Nos modelos hierárquicos, apenas três variáveis – autoeficácia, ansiedade e curiosidade – demonstraram efeitos significativos, mas insuficientes para reduzir as desigualdades de desempenho. A principal contribuição do estudo está na crítica à noção de \"competência\" enquanto atributo individual desvinculado do contexto. Os achados indicam que tais habilidades são também atravessadas por desigualdades estruturais e não devem ser tratadas como soluções compensatórias. A partir da sociologia da educação, propõe-se compreender essas dimensões como aspectos psicossociais relacionados ao processo de aprendizagem, ressaltando que abordagens simplificadoras podem reforçar discursos meritocráticos e invisibilizar os reais determinantes do fracasso escolar |
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Entre habilidades e desigualdades: impasses das competências socioemocionais na explicação do desempenho dos estudantes brasileirosBetween skills and inequalities: deadlocks of socioemotional competencies in explaining brazilian students\' academic performanceCompetência socioemocionalDesigualdadeEducação integral, PISAEficácia escolarHolistic educationInequalityPISASchool effectivenessSocioemotional competenceAs competências socioemocionais vêm ganhando espaço nas políticas públicas educacionais como supostas ferramentas capazes de melhorar o desempenho acadêmico e reduzir desigualdades. No entanto, ainda são escassas as evidências empíricas que comprovem sua eficácia nesse sentido. Esta pesquisa teve como objetivo investigar se tais competências podem atenuar os efeitos das desigualdades socioeconômicas sobre o desempenho em matemática de estudantes brasileiros. Com base em uma abordagem quantitativa, foram utilizados dados do PISA 2022, com uma amostra de 10.798 alunos do primeiro ano do ensino médio. A análise foi dividida em dois momentos: um diagnóstico da distribuição das competências entre os diferentes quartis socioeconômicos e a estimação de modelos lineares hierárquicos para examinar sua relação com o desempenho acadêmico. Os resultados revelaram que a maioria das competências se distribui de maneira desigual, favorecendo estudantes de maior nível socioeconômico. Ainda assim, a análise de densidade mostrou que alunos de contextos mais desfavorecidos também podem apresentar altos níveis em algumas dessas habilidades. Nos modelos hierárquicos, apenas três variáveis – autoeficácia, ansiedade e curiosidade – demonstraram efeitos significativos, mas insuficientes para reduzir as desigualdades de desempenho. A principal contribuição do estudo está na crítica à noção de \"competência\" enquanto atributo individual desvinculado do contexto. Os achados indicam que tais habilidades são também atravessadas por desigualdades estruturais e não devem ser tratadas como soluções compensatórias. A partir da sociologia da educação, propõe-se compreender essas dimensões como aspectos psicossociais relacionados ao processo de aprendizagem, ressaltando que abordagens simplificadoras podem reforçar discursos meritocráticos e invisibilizar os reais determinantes do fracasso escolarSocio-emotional competencies have gained increasing prominence in educational policies as potential tools to improve academic performance and reduce inequality. However, empirical evidence confirming their effectiveness in this regard remains limited. This study aimed to investigate whether these competencies can mitigate the effects of socioeconomic disparities on the mathematics performance of Brazilian students. Using a quantitative approach, data from the 2022 cycle of the Programme for International Student Assessment (PISA) were analyzed, comprising a sample of 10,798 first-year high school students. The analysis was structured in two stages: first, an assessment of how socio-emotional competencies are distributed across different socioeconomic quartiles; second, hierarchical linear modeling was applied to estimate their influence on academic achievement. The results revealed that most of these competencies are unevenly distributed, favoring students from higher socioeconomic backgrounds. Nevertheless, density analysis indicated that students from less privileged backgrounds also exhibit high levels of certain competencies. In the hierarchical models, only three variables – mathematics self-efficacy, anxiety, and curiosity – showed statistically significant effects, but these were insufficient to reduce the impact of socioeconomic status on performance. As a contribution, this study proposes a critical perspective on the concept of socio-emotional \"competence,\" suggesting these factors be redefined as psychosocial dimensions of the learning process, rather than compensatory mechanisms. The findings highlight the importance of considering structural determinants when analyzing educational outcomesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBrito, Murillo Marschner Alves deMoura, Karina Ribeiro de2025-08-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-13032026-111739/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-13T16:21:01Zoai:teses.usp.br:tde-13032026-111739Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-13T16:21:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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