Avaliação longitudinal das lesões traumáticas da região distal da medula (cone medular) e da cauda equina - aspectos neurológicos, urológicos e funcionais
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-09092024-095354/ |
Resumo: | As lesões traumáticas cauda equina/cone medular resultam em síndromes neurológicas complexas que comprometem a motricidade, a sensibilidade e a função autonômica dos membros inferiores e da pelve. Alguns pacientes evoluem com recuperação parcial da funcionalidade dos membros inferiores e alcançam a deambulação independente. Neste trabalho, 55 pacientes (46 homens, 18-53 anos) com lesão traumática da cauda equina/cone medular foram avaliados em duas ocasiões - antes do programa de reabilitação (entre 2 e 3 meses após o trauma) e após um período de pelo menos 2 anos após a lesão. Uma avaliação longitudinal do exame neurológico, neurofisiológico e funcional foi realizada em todos os pacientes e em 36 deles foi avaliada a evolução da função urológica. Análises univariadas e multivariadas das medidas repetidas foram realizadas levando em consideração os parâmetros iniciais. Dos 55 pacientes, 24 (43,6%) apresentaram lesão incompleta; dos 36 com avaliação urológica sequencial, 15 (41,7%) apresentaram lesão incompleta. As etiologias foram ferimentos de arma de fogo (63,6%), acidentes automobilísticos (20%) e quedas (16,4%). Não houve diferença entre os dados demográficos dos pacientes nos grupos (lesão completa X incompleta). Pacientes com lesão incompleta apresentaram uma melhor recuperação motora e funcional, caracterizada por incremento da força muscular e maior possibilidade de deambulação independente (5 pacientes com lesão completa e 20 com incompleta atingiram a deambulação independente). Os fatores que mais influenciaram nesta recuperação foram a extensão da lesão e o grau de força muscular inicial. No primeiro estudo urodinâmico, 17 (47,2%) apresentaram hiperatividade detrusora e 19 (52,8%) hipoatividade ou arreflexia detrusora. Após a regularização do cateterismo vesical e da prescrição de antimuscarínicos, pacientes com hiperatividade detrusora apresentaram melhora na capacidade cistométrica e na pressão detrusora e 18 atingiram a continência. O prognóstico para recuperação neurológica e funcional das lesões traumáticas da cauda equina/cone medular parece estar associado principalmente à extensão da lesão e à recuperação motora precoce. A funcionalidade da bexiga neurogênica pode ser melhorada com orientações de cateterismo intermitente e controle medicamentoso. |
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Avaliação longitudinal das lesões traumáticas da região distal da medula (cone medular) e da cauda equina - aspectos neurológicos, urológicos e funcionaisLongitudinal follow-up of traumatic cauda equina/conus medullaris injuries - neurological, urological and functional outcomesBexiga neurogênicaCauda equinaCauda equinaCone medularConus medullarisLesão medular traumáticaNeurogenic bladderReabilitaçãoRehabilitationTraumatic spinal cord injuryAs lesões traumáticas cauda equina/cone medular resultam em síndromes neurológicas complexas que comprometem a motricidade, a sensibilidade e a função autonômica dos membros inferiores e da pelve. Alguns pacientes evoluem com recuperação parcial da funcionalidade dos membros inferiores e alcançam a deambulação independente. Neste trabalho, 55 pacientes (46 homens, 18-53 anos) com lesão traumática da cauda equina/cone medular foram avaliados em duas ocasiões - antes do programa de reabilitação (entre 2 e 3 meses após o trauma) e após um período de pelo menos 2 anos após a lesão. Uma avaliação longitudinal do exame neurológico, neurofisiológico e funcional foi realizada em todos os pacientes e em 36 deles foi avaliada a evolução da função urológica. Análises univariadas e multivariadas das medidas repetidas foram realizadas levando em consideração os parâmetros iniciais. Dos 55 pacientes, 24 (43,6%) apresentaram lesão incompleta; dos 36 com avaliação urológica sequencial, 15 (41,7%) apresentaram lesão incompleta. As etiologias foram ferimentos de arma de fogo (63,6%), acidentes automobilísticos (20%) e quedas (16,4%). Não houve diferença entre os dados demográficos dos pacientes nos grupos (lesão completa X incompleta). Pacientes com lesão incompleta apresentaram uma melhor recuperação motora e funcional, caracterizada por incremento da força muscular e maior possibilidade de deambulação independente (5 pacientes com lesão completa e 20 com incompleta atingiram a deambulação independente). Os fatores que mais influenciaram nesta recuperação foram a extensão da lesão e o grau de força muscular inicial. No primeiro estudo urodinâmico, 17 (47,2%) apresentaram hiperatividade detrusora e 19 (52,8%) hipoatividade ou arreflexia detrusora. Após a regularização do cateterismo vesical e da prescrição de antimuscarínicos, pacientes com hiperatividade detrusora apresentaram melhora na capacidade cistométrica e na pressão detrusora e 18 atingiram a continência. O prognóstico para recuperação neurológica e funcional das lesões traumáticas da cauda equina/cone medular parece estar associado principalmente à extensão da lesão e à recuperação motora precoce. A funcionalidade da bexiga neurogênica pode ser melhorada com orientações de cateterismo intermitente e controle medicamentoso.Traumatic cauda equina and conus medullaris injuries lead to complex neurological syndromes that can compromise mobility, sensory and autonomic functions of the lower limbs and pelvis. Some patients attain partial recovery of the lower limb function and can even accomplish independent ambulation. ln the present work, 55 patients (46 men, 18- 53 years) with traumatic cauda equina/conus medullaris injuries were submitted to a thoroughly evaluation in two distinct occasions - before the rehabilitation program (around 2-3 months after the injury) and after a long follow-up of at least 2 years after the event. ln all of them, a longitudinal evaluation of neurological, functional and neurophysiological function was performed and in 36, a longitudinal analysis of urological function was done. Univariate and multivariate repeated-measures analysis of pertinent parameters was performed considering the initial values. From 55 patients, 24 (43,6%) presented with an incomplete injury and from the 36 with repeated urological evaluations 15 (41,7%) had an incomplete injury. The most frequent etiology was firearm injuries (63,6%), followed by motor vehicle accidents (20%) and falls (16,4%). There were no differences in demographic data between the groups (complete X incomplete injuries). Patients with incomplete injuries had a better prognosis for motor and functional recovery, that was related to increased muscle power, and also had higher possibilities of independent ambulation (5 patients with complete e 20 with incomplete injuries accomplished independent ambulation). Motor function recovery was influenced by injury extension and muscle power at first evaluation. At the first urodynamic evaluation, (17) 47,2% presented with detrusor overactivity and 19 (52,8%) with detrusor hypoactivity or arreflexia. After a period of intermittent catheterization and anti-muscarinic prescription, those with detrusor overactivity improved cystometric capacity and 18 achieved continence. The prognosis for neurological and functional recovery in traumatic cauda equina and conus medullaris injuries seems to be related to injury extension and also to the initial improvement of motor function. lmprovement of neurogenic bladder can be achieved by the correct performance of intermittent catheterization and anti-muscarinic prescription.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJúnior, Wilson MarquesAlcântara, Mônica de Carvalho2017-11-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-09092024-095354/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-09-09T13:54:02Zoai:teses.usp.br:tde-09092024-095354Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-09-09T13:54:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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