Paraíso infernal: figurações do fracasso em Glauber Rocha e Rogério Sganzerla
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-31032025-121940/ |
Resumo: | A pesquisa investigará a manifestação do sentimento de crise diante da inversão de perspectiva gerada pelo golpe de 1964 na cinematografia de Glauber Rocha e Rogério Sganzerla. Mais precisamente, em três filmes: Terra em Transe (1967), O Bandido da Luz Vermelha (1968) e Câncer (1972). Para tal, adotaremos uma estrutura em duas partes. Na primeira, nos dedicaremos ao clássico de 1967, buscando, através do confronto com Cidadão Kane (1942), estabelecer um paralelo dos espaços míticos de Xanadu e Eldorado para compreender, respectivamente, a crise do império e da colônia. A aproximação com o filme de Welles servirá também para compreender a identificação do narrador com a figura do oprimido em Terra em Transe. Na segunda parte, será a vez de analisarmos dois filmes que, de maneiras diferentes, encenam um outro lado de Terra em Transe. Filmes que, em oposição à figura do intelectual próximo das elites, concedem o protagonismo à figura marginal. Em vez dos palácios, adentram um espaço urbano pouco nobre. Em O Bandido da Luz Vermelha, analisaremos a forma como o filme trabalha com o kitsch e procura encontrar possibilidades revolucionárias na ressignificação dos elementos da cultura de massa. Em Câncer, veremos uma visão mais pessimista em relação à figura dos marginalizados. Dentro desse espaço de desilusão, haverá uma discussão acerca da arte de vanguarda e os riscos de uma reapropriação conservadora dessas manifestações pela indústria cultural. |
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