Distribuição geográfica da esquistossomose mansonica no Brasil: revisão bibliográfica
| Ano de defesa: | 1970 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/0/tde-20260407-102338/ |
Resumo: | A época de aparecimento da doença, segundo COELHO (7) (1969), talvez tenha sido o Egito de onde originou-se a parasitose em uma época muito anterior à era cristã, tendo daí se espalhado pelo continente Africano, seguindo o curso dos grandes rios daquela região. Encontrando a infecção condições favoráveis a sua transmissão na África, Central ao Sul de Saara esta parasitose alastrou-se pelo referido continente, onde atualmente está disseminada em quase todas as áreas onde se encontrem moluscos transmissores potenciais da infecção. Na opinião de quase todos os autores a esquistossomose mansônica teve sua origem na África, sendo trazida para América Tropical onde já existia o molusco transmissor dessa parasitose, durante o tráfico dos escravos negros. Segundo PRATA (33) (1969), somente a esquistossomose mansônica existe na América e acredita-se sem nenhuma comprovação que ela tenha vindo da África. Além destes continentes, ela é encontrada no Oriente Próximo. No Brasil a doença é considerada endêmica e apresenta alta incidência em vários estados do país. A esquistossomose mansônica, apresenta uma distribuição geográfica atingindo quase todos os estados do Brasil e mostrando tendência a propagar-se cada vez mais, embora que, ultimamente de modo lento. A região nordestina e os estados de Sergipe, Bahia e Minas Gerais, sobressaem-se como as maiores áreas endêmicas em todo o Brasil. A introdução e estabelecimento desta helmintose, está na dependência de planorbídeos hospedeiros intermediários de espécies vetoras no meio ambiente. De maneira que, em decorrência das migrações de pessoas infestadas eliminando ovos de verme parasita, possibilita a infestação de planorbídeos transmissores, havendo como consequência o aparecimento da doença. As pessoas migrantes, provenientes em sua maioria de estados nordestinos que constituem áreas de maior endemicidade da doença, em busca de melhores condições de vida, migram para os estados, principalmente do sul do Brasil, onde a esquistossomose mansônica é constituída por casos isolados. E a chegada dessas correntes migratórias contínuas possibilitam a transmissão da doença, o aparecimento de focos constituindo problema de Saúde Pública o que antes não existia. |
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