Avaliação da efetividade de intervenções de atividade física em adultos saudáveis usuários do Sistema Único de Saúde em uma região de baixo nível socioeconômico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Ribeiro, Evelyn Helena Corgosinho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-14122015-115203/
Resumo: Introdução: Os baixos níveis de atividade física no lazer e como forma de deslocamento da população adulta brasileira indicam que é premente a necessidade de estudos de avaliação de intervenções que incentivem a adoção da prática regular de atividade física nesses domínios. No Brasil, a atenção básica, devido à sua ampla cobertura de atendimento populacional, apresenta-se como um contexto promissor para o desenvolvimento de ações de atividade física em larga escala. Objetivo: Avaliar e comparar o efeito de intervenções nos níveis de atividade física de adultos saudáveis, usuários do Sistema Único de Saúde e atendidos pela Estratégia Saúde da Família no distrito de Ermelino Matarazzo, região de baixo nível socioeconômico da cidade de São Paulo, SP. Métodos: 157 adultos ( 18 anos de idade) foram alocados em dois grupos de intervenções e um controle: 1) Prática de exercícios físicos supervisionados (n = 54): constou de três sessões semanais, em grupos, de exercícios cardiorrespiratórios, de força e de flexibilidade, orientados por um profissional de Educação Física; 2) Educação em saúde (n = 54): constou de sessões de discussões presenciais em grupos, orientações individuais por telefone, uso de material educativo impresso, envio mensagens semanais de incentivo e vivências buscando o desenvolvimento da autonomia para a prática de atividade física; 3) Controle (n = 49): não recebeu intervenção. O estudo teve duração de 18 meses, divididos em 12 meses de intervenções e seis meses de acompanhamento pós-intervenção. A atividade física foi avaliada por questionários no início, seis, 12 e 18 meses de estudo (expressa em médias de escores anuais e minutos semanais, por grupo) e por acelerometria nos 12 e 18 meses (expressa em médias de minutos diários, por grupo). Os dados foram analisados pelo princípio de intenção de tratar e por meio de equações de estimativas generalizadas. O nível de significância adotado foi de 5 por cento . Resultados: Ambos os grupos de intervenção foram efetivos para aumentar a atividade física no lazer e como deslocamento. Nos 12 meses, o grupo de exercícios físicos supervisionados apresentou maior média de minutos semanais de atividade física de lazer e deslocamento comparada ao grupo controle (diferença média = 72 minutos por semana; IC95 por cento = 5 a 138 minutos por semana) e de escore anual de exercícios físicos comparada às médias dos grupos de educação em saúde (diferença média = 0,5; IC95 por cento = 0,2 a 0,9) e controle (diferença média = 0,7; IC95 por cento = 0,3 a 1,0). Nos seis meses pós-intervenção, o grupo exercício físico supervisionado apresentou maior média do escore anual de exercícios físicos comparada ao grupo controle (diferença média = 0,3; IC95 por cento = 0 a 0,6). No entanto, nos seis meses pós-intervenção, o grupo de exercícios físicos supervisionados reduziu a prática semanal de atividade física de deslocamento (diferença média = -56 minutos por semana; IC95 por cento = -102 a -9 minutos por semana) e o escore anual de exercícios físicos (diferença média = -0,3; IC95 por cento = -0,5 a -0,1), enquanto o grupo de educação em saúde aumentou o escore anual de exercícios físicos (diferença média = 0,2; IC95 por cento = 0,1 a 0,4) e manteve as atividades de deslocamento. Não houve diferenças entre os grupos com relação aos minutos diários de atividade física moderada a vigorosa mensurados por acelerometria nos 12 e nos 18 meses. Conclusão: Ambas as intervenções foram efetivas no aumento da prática de atividade física de lazer e deslocamento no período de 12 meses. Contudo, nos seis meses pós-intervenção, houve redução no nível de atividade física no grupo de exercícios físicos supervisionados e aumento no grupo de educação em saúde, mostrando que esta intervenção foi efetiva quando comparada às classes de exercícios físicos para aumentar e manter os níveis de atividade física de adultos saudáveis que vivem em regiões de baixo nível socioeconômico e são atendidos na atenção básica.
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spelling Avaliação da efetividade de intervenções de atividade física em adultos saudáveis usuários do Sistema Único de Saúde em uma região de baixo nível socioeconômicoEffectiveness evaluation of physical activity interventions for healthy adult users of the Unified Health System in a low socioeconomic area.Atenção PrimáriaAtividade MotoraEstudos de AvaliaçãoEstudos de IntervençãoEvaluation StudiesHealth PromotionIntervention StudiesMotor ActivityPrimary CarePromoção da SaúdeIntrodução: Os baixos níveis de atividade física no lazer e como forma de deslocamento da população adulta brasileira indicam que é premente a necessidade de estudos de avaliação de intervenções que incentivem a adoção da prática regular de atividade física nesses domínios. No Brasil, a atenção básica, devido à sua ampla cobertura de atendimento populacional, apresenta-se como um contexto promissor para o desenvolvimento de ações de atividade física em larga escala. Objetivo: Avaliar e comparar o efeito de intervenções nos níveis de atividade física de adultos saudáveis, usuários do Sistema Único de Saúde e atendidos pela Estratégia Saúde da Família no distrito de Ermelino Matarazzo, região de baixo nível socioeconômico da cidade de São Paulo, SP. Métodos: 157 adultos ( 18 anos de idade) foram alocados em dois grupos de intervenções e um controle: 1) Prática de exercícios físicos supervisionados (n = 54): constou de três sessões semanais, em grupos, de exercícios cardiorrespiratórios, de força e de flexibilidade, orientados por um profissional de Educação Física; 2) Educação em saúde (n = 54): constou de sessões de discussões presenciais em grupos, orientações individuais por telefone, uso de material educativo impresso, envio mensagens semanais de incentivo e vivências buscando o desenvolvimento da autonomia para a prática de atividade física; 3) Controle (n = 49): não recebeu intervenção. O estudo teve duração de 18 meses, divididos em 12 meses de intervenções e seis meses de acompanhamento pós-intervenção. A atividade física foi avaliada por questionários no início, seis, 12 e 18 meses de estudo (expressa em médias de escores anuais e minutos semanais, por grupo) e por acelerometria nos 12 e 18 meses (expressa em médias de minutos diários, por grupo). Os dados foram analisados pelo princípio de intenção de tratar e por meio de equações de estimativas generalizadas. O nível de significância adotado foi de 5 por cento . Resultados: Ambos os grupos de intervenção foram efetivos para aumentar a atividade física no lazer e como deslocamento. Nos 12 meses, o grupo de exercícios físicos supervisionados apresentou maior média de minutos semanais de atividade física de lazer e deslocamento comparada ao grupo controle (diferença média = 72 minutos por semana; IC95 por cento = 5 a 138 minutos por semana) e de escore anual de exercícios físicos comparada às médias dos grupos de educação em saúde (diferença média = 0,5; IC95 por cento = 0,2 a 0,9) e controle (diferença média = 0,7; IC95 por cento = 0,3 a 1,0). Nos seis meses pós-intervenção, o grupo exercício físico supervisionado apresentou maior média do escore anual de exercícios físicos comparada ao grupo controle (diferença média = 0,3; IC95 por cento = 0 a 0,6). No entanto, nos seis meses pós-intervenção, o grupo de exercícios físicos supervisionados reduziu a prática semanal de atividade física de deslocamento (diferença média = -56 minutos por semana; IC95 por cento = -102 a -9 minutos por semana) e o escore anual de exercícios físicos (diferença média = -0,3; IC95 por cento = -0,5 a -0,1), enquanto o grupo de educação em saúde aumentou o escore anual de exercícios físicos (diferença média = 0,2; IC95 por cento = 0,1 a 0,4) e manteve as atividades de deslocamento. Não houve diferenças entre os grupos com relação aos minutos diários de atividade física moderada a vigorosa mensurados por acelerometria nos 12 e nos 18 meses. Conclusão: Ambas as intervenções foram efetivas no aumento da prática de atividade física de lazer e deslocamento no período de 12 meses. Contudo, nos seis meses pós-intervenção, houve redução no nível de atividade física no grupo de exercícios físicos supervisionados e aumento no grupo de educação em saúde, mostrando que esta intervenção foi efetiva quando comparada às classes de exercícios físicos para aumentar e manter os níveis de atividade física de adultos saudáveis que vivem em regiões de baixo nível socioeconômico e são atendidos na atenção básica.Introduction: Low levels of leisure-time and transport-related physical activity among the Brazilian adult population indicate that evaluating interventions that encourage the adoption of physical activity practice in these domains is pressing. In Brazil, the primary healthcare, due its broad population attendance coverage, seems a promising setting to develop largescale physical activity actions. Objective: To evaluate and compare the effect of interventions on physical activity levels of healthy adults, users of the Unified Health System and attended by the Health Family Strategy in the district of Ermelino Matarazzo, a low socioeconomic area in the city of São Paulo, SP. Methods: 157 adults ( 18 years old) were allocated into two intervention and one control groups: 1) Supervised exercise (n = 54): three weekly cardiorespiratory, strength and stretching exercise sessions, in groups, oriented by a Physical Education professional; 2) Health education (n = 54): face-to-face group discussion sessions, individual telephone orientations, printed educational materials, weekly encouraging messages and activities in order to develop autonomy to physical activity practice; 3) Control (n = 49): did not receive any intervention. The study lasted 18 months, divided into 12 months of intervention and six months of post-intervention follow-up. Physical activity was assessed by questionnaires at the beginning, 6, 12 and 18 months of study (mean annual scores and minutes per week, by group) and by accelerometry at 12 and 18 months (mean minutes per day, by group). Data were analyzed using intention-to-treat principle and generalized estimating equations. Significant level of 5 per cent was adopted. Results: Both intervention groups were effective increasing leisure-time and transport-related physical activity. At 12 months, the supervised exercise group achieved higher means of weekly minutes in leisure-time and transport-related physical activity than the control group (mean difference = 72 minutes per week; CI95 per cent = 5 to 138 minutes per week) and annual exercise score than the health education (mean difference = 0.5; CI95 per cent = 0.2 to 0.9) and control (mean difference = 0.7; CI95 per cent = 0.3 to 1.0) groups. At six-month follow-up, the supervised exercise group attained higher mean annual exercise score than the control group (mean difference = 0.3; CI95 per cent = 0 to 0.6). However, during the six-month follow-up, the supervised exercise group reduced the weekly transport-related physical activity (mean difference = -56 minutes per week; CI95 per cent = -102 to -9 minutes per week) and the annual exercise score (mean difference = -0.3; CI95 per cent = -0.5 to -0.1), while the health education group increased the annual exercise score (mean difference = 0.2; CI95 per cent = 0 1 to 0.4) and maintained the transport-related physical activity. There were no difference between groups regarding moderate-to-vigorous physical activity daily minutes measured by accelerometry at 12 and 18 months. Conclusion: Both interventions were effective to increase leisure-time and transport-related physical activity in a 12-months period. Nevertheless, over the six-month follow-up, physical activity level reduced in the supervised exercise group and increased in the health education one, showing that this intervention was effective when compared to exercise classes to increase and maintain physical activity level of healthy adults living in low socioeconomic regions and attended by the primary healthcare.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFlorindo, Alex AntonioRibeiro, Evelyn Helena Corgosinho2015-03-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-14122015-115203/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2017-09-04T21:06:17Zoai:teses.usp.br:tde-14122015-115203Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212017-09-04T21:06:17Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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