A poética cinematográfica de Wes Anderson: da estabilização à intensificação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Quaioti, Henrique Bolzan
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-19022026-114528/
Resumo: Logo no início da carreira, o diretor Wes Anderson estabeleceu uma poética cinematográfica própria. No entanto, há pelo menos uma década, essa poética passou por um processo de intensificação, denominado nesta tese como \"poética andersoniana intensificada\". Investiga-se, portanto, essa intensificação quanto à forma, com foco na atuação, nos diálogos, no storytelling, no design de produção, na composição e na edição. A metodologia adotada se baseia na poética do cinema, proposta por David Bordwell. Os 12 longas-metragens (e um média) dirigidos por Anderson são organizados em dois grandes blocos, com o objetivo de verificar a hipótese da intensificação. O primeiro, correspondente ao período em que Anderson consolida sua poética e define suas marcas formais, inclui obras como Pura Adrenalina (Bottle Rocket, 1996), A vida marinha com Steve Zissou (The Life Aquatic with Steve Zissou, 2004) e Moonrise Kingdom (2012). O segundo bloco contempla o momento em que o diretor passa a experimentar formalmente elementos já reconhecíveis de seu estilo, com títulos como O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014), A crônica francesa (The French Dispatch, 2021) e O esquema fenício (The Phoenician Scheme, 2025). A tese confirma a hipótese de intensificação da poética andersoniana, não como um processo linear de progresso, mas como um percurso marcado por tentativas, rupturas e adaptações no estilo e na narrativa de seus filmes.
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