Estudo cinético da deslignificação acetona-água do Eucalyptus urograndis
| Ano de defesa: | 1996 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-07102025-115655/ |
Resumo: | Os processos organossolve de polpação têm sido considerados como alternativas promissoras para a produção de polpas químicas. Estes processos são menos poluentes que os processos tradicionais e permitem a recuperação de ligninas e polissacarídeos a partir dos materiais lignocelulósicos para posterior utilização. A cinética de deslignificação acetona-água de Eucalyptus urograndis (um híbrido de Eucalyptus urophylla com Eucalyptus grandis) foi estudada no intervalo de temperatura de 145°C - 195°C. As cinéticas de polpação, deslignificação e remoção de polissacarídeos foram determinadas a partir dos rendimentos de polpa e conteúdos de lignina residual. A melhor razão acetona-água encontrada para produzir polpas com menores teores de lignina foi 1:1 v:v. O comportamento cinético da deslignificação foi analisado através de dois procedimentos. No primeiro, as constantes de velocidade foram obtidas a partir de um tratamento gráfico entre o logaritmo natural do conteúdo de lignina residual versus tempo. A fase de deslignificação principal foi observada para todas as temperaturas estudadas e a fase residual apenas para as temperaturas situadas no intervalo de 165°C - 195°C. As constantes de velocidade obtidas no primeiro tratamento foram utilizadas como valores iniciais para um tratamento não linear, que consiste na soma de três exponenciais relacionadas com as fases inicial, principal e residual do processo de deslignificação. A partir deste tratamento, a fase inicial pode ser observada para as temperaturas de 145°C, 155°C e 165°C. As fases principal e residual foram observadas como descrito no primeiro procedimento. A cinética de remoção de polissacarídeos foi estudada como uma soma de duas exponenciais, relacionadas com uma etapa de hidrólise lenta e uma etapa de hidrólise rápida. A 195°C foi observada a ocorrência de degradação de celulose. As energias de ativação para a deslignificação obtidas neste trabalho foram comparadas com dados da literatura para degradação de ligninas e compostos modelo de ligninas. Através desta comparação, pode-se concluir que parte das ligações α-O-4 são rompidas durante a fase inicial do processo, e as demais ligações α-O-4 e as ligações β-O-4 são rompidas na fase principal. O valor obtido para a energia de ativação correspondente à fase residual não é compatível porque a extensão da reação nesta fase não fornece dados cinéticos confiáveis. A seletividade da deslignificação acetona-água foi discutida através da razão lignina / polissacarídeos removidos. Pode-se concluir que o processo ocorre com alta seletividade no início, decrescendo durante o processo de polpação. A seletividade acumulada ao final do processo foi de 1,5. A seletividade instantânea mostrou dois máximos, relacionados com velocidades elevadas de remoção de lignina e baixas velocidades de remoção de polissacarídeos. Acetona-água pode ser considerada uma mistura solvente promissora para a deslignificação de materiais lignocelulósicos devido ao seu elevado grau de deslignificação e reduzida degradação de polissacarídeos, além do baixo custo da mistura solvente. |
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Estudo cinético da deslignificação acetona-água do Eucalyptus urograndisKinetic study of acetonewater delignification of Eucalyptus urograndisEucalyptus urograndisEucalyptus urograndisacetona-águaacetone-watercinéticadelignificationdeslignificaçãokineticspolpaçãopulpingOs processos organossolve de polpação têm sido considerados como alternativas promissoras para a produção de polpas químicas. Estes processos são menos poluentes que os processos tradicionais e permitem a recuperação de ligninas e polissacarídeos a partir dos materiais lignocelulósicos para posterior utilização. A cinética de deslignificação acetona-água de Eucalyptus urograndis (um híbrido de Eucalyptus urophylla com Eucalyptus grandis) foi estudada no intervalo de temperatura de 145°C - 195°C. As cinéticas de polpação, deslignificação e remoção de polissacarídeos foram determinadas a partir dos rendimentos de polpa e conteúdos de lignina residual. A melhor razão acetona-água encontrada para produzir polpas com menores teores de lignina foi 1:1 v:v. O comportamento cinético da deslignificação foi analisado através de dois procedimentos. No primeiro, as constantes de velocidade foram obtidas a partir de um tratamento gráfico entre o logaritmo natural do conteúdo de lignina residual versus tempo. A fase de deslignificação principal foi observada para todas as temperaturas estudadas e a fase residual apenas para as temperaturas situadas no intervalo de 165°C - 195°C. As constantes de velocidade obtidas no primeiro tratamento foram utilizadas como valores iniciais para um tratamento não linear, que consiste na soma de três exponenciais relacionadas com as fases inicial, principal e residual do processo de deslignificação. A partir deste tratamento, a fase inicial pode ser observada para as temperaturas de 145°C, 155°C e 165°C. As fases principal e residual foram observadas como descrito no primeiro procedimento. A cinética de remoção de polissacarídeos foi estudada como uma soma de duas exponenciais, relacionadas com uma etapa de hidrólise lenta e uma etapa de hidrólise rápida. A 195°C foi observada a ocorrência de degradação de celulose. As energias de ativação para a deslignificação obtidas neste trabalho foram comparadas com dados da literatura para degradação de ligninas e compostos modelo de ligninas. Através desta comparação, pode-se concluir que parte das ligações α-O-4 são rompidas durante a fase inicial do processo, e as demais ligações α-O-4 e as ligações β-O-4 são rompidas na fase principal. O valor obtido para a energia de ativação correspondente à fase residual não é compatível porque a extensão da reação nesta fase não fornece dados cinéticos confiáveis. A seletividade da deslignificação acetona-água foi discutida através da razão lignina / polissacarídeos removidos. Pode-se concluir que o processo ocorre com alta seletividade no início, decrescendo durante o processo de polpação. A seletividade acumulada ao final do processo foi de 1,5. A seletividade instantânea mostrou dois máximos, relacionados com velocidades elevadas de remoção de lignina e baixas velocidades de remoção de polissacarídeos. Acetona-água pode ser considerada uma mistura solvente promissora para a deslignificação de materiais lignocelulósicos devido ao seu elevado grau de deslignificação e reduzida degradação de polissacarídeos, além do baixo custo da mistura solvente.Organosolv pulping processes have been proposed as promising alternatives for chemical pulp production. These processes are less polluting than traditional ones and allow the recovery of lignins and polyoses from lignocellulosic materials for further utilization. The acetonewater delignification kinetics of Eucalyptus urograndis (a hybrid of Eucalyptus urophylla and Eucalyptus grandis) was studied in the temperature range of 145°C - 195°C. Pulping, delignification, and polysaccharide removal kinetics were determined from pulp yields and residual lignin measurements. The best acetonewater ratio to produce pulps with low residual lignin content was found to be 1:1 v:v. The kinetics of delignification were analyzed using two procedures. First, the delignification rate constants were estimated from linear fitting of the natural logarithm of residual lignin versus cooking time. The bulk delignification phase was observed for all studied temperatures, and the residual delignification phase only for temperatures in the range of 165°C - 195°C. The rate constants obtained from the linear fitting were used as initial values in a non-linear fitting using a sum of three exponentials, corresponding to the initial, bulk, and residual phases of delignification. From this analysis, the initial phase was observed at 145°C, 155°C, and 165°C. The bulk and residual phases were observed as described in the first procedure. Polysaccharide extraction kinetics were treated as a sum of two exponentials, corresponding to fast and slow hydrolysis of polyoses. At 195°C, some cellulose degradation was observed. The delignification activation energies obtained in this work were compared with literature data concerning the degradation of lignins and lignin model compounds. It was concluded that part of the α-O-4 linkages are cleaved during the initial phase, while the remaining α-O-4 and β-O-4 linkages are cleaved in the bulk phase. The activation energy obtained for the residual phase remains inconsistent with values reported for lignin model hydrolysis, likely due to insufficient reaction extent for reliable kinetic analysis. The selectivity of the acetonewater delignification was discussed through the ratio of lignin to polysaccharides removal. The process occurs with high selectivity at the beginning and decreases along the pulping process. The overall selectivity at the end of the process was 1.5. The instantaneous selectivity exhibited two maxima, corresponding to high lignin and low polysaccharide removal rates. Acetonewater can be considered a very promising organosolv solvent mixture for the delignification of lignocellulosic materials due to its high degree of delignification, low polysaccharide degradation, and low cost of the solvent mixture.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCurvelo, Antonio Aprigio da SilvaPerez, Denilson da Silva1996-08-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-07102025-115655/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-08T11:34:02Zoai:teses.usp.br:tde-07102025-115655Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-08T11:34:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Os processos organossolve de polpação têm sido considerados como alternativas promissoras para a produção de polpas químicas. Estes processos são menos poluentes que os processos tradicionais e permitem a recuperação de ligninas e polissacarídeos a partir dos materiais lignocelulósicos para posterior utilização. A cinética de deslignificação acetona-água de Eucalyptus urograndis (um híbrido de Eucalyptus urophylla com Eucalyptus grandis) foi estudada no intervalo de temperatura de 145°C - 195°C. As cinéticas de polpação, deslignificação e remoção de polissacarídeos foram determinadas a partir dos rendimentos de polpa e conteúdos de lignina residual. A melhor razão acetona-água encontrada para produzir polpas com menores teores de lignina foi 1:1 v:v. O comportamento cinético da deslignificação foi analisado através de dois procedimentos. No primeiro, as constantes de velocidade foram obtidas a partir de um tratamento gráfico entre o logaritmo natural do conteúdo de lignina residual versus tempo. A fase de deslignificação principal foi observada para todas as temperaturas estudadas e a fase residual apenas para as temperaturas situadas no intervalo de 165°C - 195°C. As constantes de velocidade obtidas no primeiro tratamento foram utilizadas como valores iniciais para um tratamento não linear, que consiste na soma de três exponenciais relacionadas com as fases inicial, principal e residual do processo de deslignificação. A partir deste tratamento, a fase inicial pode ser observada para as temperaturas de 145°C, 155°C e 165°C. As fases principal e residual foram observadas como descrito no primeiro procedimento. A cinética de remoção de polissacarídeos foi estudada como uma soma de duas exponenciais, relacionadas com uma etapa de hidrólise lenta e uma etapa de hidrólise rápida. A 195°C foi observada a ocorrência de degradação de celulose. As energias de ativação para a deslignificação obtidas neste trabalho foram comparadas com dados da literatura para degradação de ligninas e compostos modelo de ligninas. Através desta comparação, pode-se concluir que parte das ligações α-O-4 são rompidas durante a fase inicial do processo, e as demais ligações α-O-4 e as ligações β-O-4 são rompidas na fase principal. O valor obtido para a energia de ativação correspondente à fase residual não é compatível porque a extensão da reação nesta fase não fornece dados cinéticos confiáveis. A seletividade da deslignificação acetona-água foi discutida através da razão lignina / polissacarídeos removidos. Pode-se concluir que o processo ocorre com alta seletividade no início, decrescendo durante o processo de polpação. A seletividade acumulada ao final do processo foi de 1,5. A seletividade instantânea mostrou dois máximos, relacionados com velocidades elevadas de remoção de lignina e baixas velocidades de remoção de polissacarídeos. Acetona-água pode ser considerada uma mistura solvente promissora para a deslignificação de materiais lignocelulósicos devido ao seu elevado grau de deslignificação e reduzida degradação de polissacarídeos, além do baixo custo da mistura solvente. |
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