Coinfectados HIV/SARS-CoV-2 no Brasil - 2020
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-10102024-152730/ |
Resumo: | A pandemia de covid-19 causou acentuada apreensão sobre os perigos do adoecimento pela doença nas pessoas vivendo com HIV (PVHIV). Evidências mostraram que pacientes com imunodeficiência, incluindo PVHIV, apresentavam maior risco para complicações e óbito. Nesse sentido, o propósito desta pesquisa foi avaliar o impacto da covid-19 em PVHIV no primeiro ano da pandemia no Brasil, objetivando identificar, entre as PVHIV, quem contraiu covid-19; descrever o perfil clínico e epidemiológico dessas pessoas; identificarfatores de risco para gravidade e óbito por covid-19; e reconhecer as diferenças da covid-19 entre os grupos de adultos ≥ 50 anos HIV positivos e negativos. Para tanto, foram desenvolvidos três estudos analíticos e transversais a partir de bases de dados nacionais do governo brasileiro dos casos de HIV e covid-19. Na identificação de pessoas com coinfecção, foram empregados métodos de relacionamento de bases. Realizaram-se análises estatísticas de associação para verificar os fatores de risco para covid-19 grave e morte. Foram calculadas taxas de incidência de covid-19 em adultos 50 anos com e sem HIV. Os dados de cerca de 10 milhões de registros de pacientes com covid-19, relacionados aos dados de aproximadamente 1,2 milhões de PVHIV, resultaram em cerca de 50 mil PVHIV com covid-19 até abril de 2021, sendo que73% desenvolveram covid-19 em 2020 e, destes, 12% eram casos críticos. Do total de casos de coinfecção HIV e covid-19, 68% eram homens, 56% não brancos e 2% morreram. Tosse (53%) e febre (45%) foram os sintomas mais observados, e a dispneiafoi mais prevalente entre aquelesque faleceram.A internaçãoUTI (OR=9,9; IC95%=8,1;12,0); o uso ventilação mecânica (OR=5,9; IC95%=4,7;7,4); a contagem de células T-CD4+ menor que duzentos (OR=2,2; IC95%=1,6;3,7); o registro do diagnóstico de HIV juntamente com o de covid-19 (OR=2,5; IC95%=1,5;3,0) e a constatação alguma comorbidade não relacionada ao HIV foram os principais fatores relacionados à mortalidade por covid- 19. Entre os mais de 420 mil adultos ≥ 50 anos com covid-19, 0,5% eram HIV positivos. A incidência de covid-19 em adultos ≥ 50 anos sem HIV foi de 78 por 10 mil habitantes e de 90 naqueles com HIV. Todos os sintomas foram mais prevalentes em PVHIV idosas, enquanto a carga de comorbidade e óbito foram mais frequentes naqueles sem HIV. Esses resultados apontam que são vários os fatores de risco para gravidade e morte por covid-19 entre as PVHIV, especialmente os relacionados à imunodeficiência pelo HIV, como a baixa contagem de células T-CD4+. A elevada incidência de casos e sintomatologia por covid-19 nos adultos ≥ 50 anos vivendo com HIV em relação àqueles soronegativos apoia a conexão entre HIV e gravidade da doença pelo novo coronavírus. Esta pesquisa fortalece substancialmente a importância de manter e aprimorar políticas públicas destinadas ao diagnóstico e ao tratamento precoce do HIV. |
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Coinfectados HIV/SARS-CoV-2 no Brasil - 2020HIV/SARS-CoV-2 coinfected people in Brazil 2020COVID-19Covid-19Fatores de riscoHIVHIVRisk factorsA pandemia de covid-19 causou acentuada apreensão sobre os perigos do adoecimento pela doença nas pessoas vivendo com HIV (PVHIV). Evidências mostraram que pacientes com imunodeficiência, incluindo PVHIV, apresentavam maior risco para complicações e óbito. Nesse sentido, o propósito desta pesquisa foi avaliar o impacto da covid-19 em PVHIV no primeiro ano da pandemia no Brasil, objetivando identificar, entre as PVHIV, quem contraiu covid-19; descrever o perfil clínico e epidemiológico dessas pessoas; identificarfatores de risco para gravidade e óbito por covid-19; e reconhecer as diferenças da covid-19 entre os grupos de adultos ≥ 50 anos HIV positivos e negativos. Para tanto, foram desenvolvidos três estudos analíticos e transversais a partir de bases de dados nacionais do governo brasileiro dos casos de HIV e covid-19. Na identificação de pessoas com coinfecção, foram empregados métodos de relacionamento de bases. Realizaram-se análises estatísticas de associação para verificar os fatores de risco para covid-19 grave e morte. Foram calculadas taxas de incidência de covid-19 em adultos 50 anos com e sem HIV. Os dados de cerca de 10 milhões de registros de pacientes com covid-19, relacionados aos dados de aproximadamente 1,2 milhões de PVHIV, resultaram em cerca de 50 mil PVHIV com covid-19 até abril de 2021, sendo que73% desenvolveram covid-19 em 2020 e, destes, 12% eram casos críticos. Do total de casos de coinfecção HIV e covid-19, 68% eram homens, 56% não brancos e 2% morreram. Tosse (53%) e febre (45%) foram os sintomas mais observados, e a dispneiafoi mais prevalente entre aquelesque faleceram.A internaçãoUTI (OR=9,9; IC95%=8,1;12,0); o uso ventilação mecânica (OR=5,9; IC95%=4,7;7,4); a contagem de células T-CD4+ menor que duzentos (OR=2,2; IC95%=1,6;3,7); o registro do diagnóstico de HIV juntamente com o de covid-19 (OR=2,5; IC95%=1,5;3,0) e a constatação alguma comorbidade não relacionada ao HIV foram os principais fatores relacionados à mortalidade por covid- 19. Entre os mais de 420 mil adultos ≥ 50 anos com covid-19, 0,5% eram HIV positivos. A incidência de covid-19 em adultos ≥ 50 anos sem HIV foi de 78 por 10 mil habitantes e de 90 naqueles com HIV. Todos os sintomas foram mais prevalentes em PVHIV idosas, enquanto a carga de comorbidade e óbito foram mais frequentes naqueles sem HIV. Esses resultados apontam que são vários os fatores de risco para gravidade e morte por covid-19 entre as PVHIV, especialmente os relacionados à imunodeficiência pelo HIV, como a baixa contagem de células T-CD4+. A elevada incidência de casos e sintomatologia por covid-19 nos adultos ≥ 50 anos vivendo com HIV em relação àqueles soronegativos apoia a conexão entre HIV e gravidade da doença pelo novo coronavírus. Esta pesquisa fortalece substancialmente a importância de manter e aprimorar políticas públicas destinadas ao diagnóstico e ao tratamento precoce do HIV.The COVID-19 pandemic has caused considerable apprehension about the dangers of the disease in people livingwith HIV(PLHIV). Evidencehas shown that patients with immunodeficiency, including PLHIV, were at higherrisk for complications and death from COVID-19. In this context, thepurpose of this research was to evaluatethe impact of COVID-19 in the first year of the pandemic on PLHIV in Brazil, aiming to identify among PLHIV those who contracted COVID-19; describe the clinical and epidemiological profile of these individuals; identify risk factors for severity and death from COVID-19; and identify the differences in COVID-19 outcomes between elderly HIV-positive and HIV-negative groups. To this end, three analytical cross-sectional studies were developed using national data from the Brazilian government on HIV and COVID-19 cases. Methods of database linkage were employed to identify coinfected individuals.Statistical association analyses were performed to verify the risk factors for severe COVID-19 and death. Incidence rates of COVID-19 in elderly individuals with and without HIV were calculated. The data from approximately ten million COVID-19 patientrecords linkedto the data of approximately 1.2 million PLHIVresulted in around 50,000 PLHIV with COVID-19 by April 2021, with 73% developing COVID-19 in 2020; of these, 12% were critical cases. Of total cases of HIV and COVID-19 coinfection, 68% were men, 56% were non-white, and 2% died. Cough (53%) and fever (45%) were the most observed symptoms, and dyspnea was more prevalent among those whodied. Hospitalization in the ICU (OR=9.9; 95%CI=8.1;12.0); the use of mechanical ventilation (OR=5.9; 95%CI=4.7;7.4); a CD4 count of less than two hundred (OR=2.2; 95%CI=1.6;3.7); the register of HIV diagnosis along with that of COVID-19 (OR=2.5; 95%CI=1.5;3.0) and the presenceof at least one non-HIVrelated comorbidity were the main factors related to COVID-19 mortality. Among the more than 420,000 elderly people with COVID-19, 0.5% were HIV positive. The incidence of COVID-19 in elderly individuals without HIV was 78 per 10,000 inhabitants and 90 in those with HIV. All symptoms were more prevalent in elderly PLHIV, while the burden of comorbidity and death were more frequent in those without HIV. These results indicate that there are several risk factors for severity and death from COVID-19 among PLHIV, especially those related to HIV-induced immunodeficiency, such as low CD4 count. The high incidence of cases and symptomatology from COVID-19 in elderly PLHIV compared to seronegative individuals supports the connection between HIV and the severity of the disease caused by the novel coronavirus. This research substantially reinforces the importance of maintaining and improving public policies aimed at early diagnosis and treatment of HIV.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAmaku, MarcosPinto, Flavia Kelli Alvarenga2024-08-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-10102024-152730/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-24T20:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-10102024-152730Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-24T20:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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