VOCÊ TEM FOME DE QUE? Dimensões da paisagem no campo da agrofloresta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Sousa, Adriana Ferreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-07102025-161704/
Resumo: Este trabalho investiga as formas de produção e vivência da paisagem em uma experiência de agricultura urbana, construída em bairro distante do centro, na zona leste do município de São José dos Campos, região do Vale do Paraíba, São Paulo. Ali há presença de diversos cursos dágua, afluentes do Rio Paraíba do Sul. Um deles é o Rio Alambari que, assim como suas margens, sofreu significativa degradação nesse processo de urbanização. A conjunção de diferentes atores dá origem ao trabalho de recuperação de um pequeno trecho da mata ciliar, em que, havendo o mote inicial do usufruto para cultivo agrícola nessa Área de Preservação Permanente, um acordo com a prefeitura resultou na autorização de uma agrofloresta, que se faria ferramenta para essa recuperação. No caso, a floresta é prioritária à prática da agricultura, o que define especificidades quanto ao manejo. Nesse contexto, enxerga-se um fenômeno que é o movimento simultaneamente imbricado no cotidiano e transformador de uma dada realidade. Para compreendê-lo, elege-se o método da pesquisa qualitativa fenomenológica, com imersões em campo e entrevistas, entrecruzadas pela bibliografia selecionada cotejada e auxiliadas pela pesquisa documental. Na polissemia que engendra o termo paisagem, o trabalho se baseia nos conceitos em que ela é tida como relação entre homem e meio, nas vivências de intervenção e de imersão corpórea. Isso passa pela crítica do pensamento dual moderno, assim como o faz a metodologia eleita. Considera-se que a experiência estudada é pequena, mas potente ao demonstrar a possibilidade concreta da reconstrução da mata pelo envolvimento dos cidadãos com a paisagem.
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