Espaço-tempo e ancestralidade na educação ameríndia: desdobramentos de Paulo Freire na província de Chimborazo, Equador.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Morales, Patricia Perez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-13062008-153058/
Resumo: O objeto deste trabalho é a reflexão sobre as noções de Espaço-tempo e Ancestralidade na Educação Ameríndia: desdobramentos de Paulo Freire na província de Chimborazo, Equador, como proposta para compreender os processos educativos não escolarizados desenvolvidos ao interior dos povos de matriz ameríndia, especificamente os grupos de língua kichwa da Província de Chimborazo e como neste diálogo educativo as noções de espaço-tempo e ancestralidade são fundamentais para compreender a educação como processo coletivo, cultural e simbólico. Se procura caracterizar também como é apropriado o diálogo educativo entre os educadores Paulo Freire (Brasil) e Leonidas Proaño (Equador), pelas comunidades Kichwa através da figura arquetipal e cosmológica da árvore. Entre os objetivos centrais deste trabalho está apresentar a educação ameríndia como uma dimensão educativa cotidiana na realidade destas comunidades que se enraíza e fundamenta na relação com os ancestrais, na relação com a natureza, na cultura andina, na coletividade e na vivência simbólica, mantendo uma lógica, uma estrutura e uma proposta própria, que não está nem pensada, nem estruturada com os parâmetros e padrões filosóficos e lógicos da cultura ocidental de matriz européia. Para tanto,os referenciais teórico-metodológicos para esta investigação estão embasados na própria filosofia ameríndia (ainda que não reconhecida como tal por parte de estudiosos ocidentais e exemplificada em Leopoldo Zea, José María Arguedas, Estermann e outros) e a tradição ocidental mais próxima para este diálogo que é, principalmente, a fenomenologia existencial (M. Merleau-Ponty e Gastón Bachelard) e a mitohermenêutica (Ortiz-Osés e Ferreira Santos), que auxiliam a compreender melhor o existir ameríndio.
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