Serviços de mobilidade urbana : incidência do regime concorrencial e política regulatória no direito brasileiro
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2132/tde-28062024-122722/ |
Resumo: | A presente tese se ocupa do estudo da regulação da mobilidade urbana e da incidência do Direito concorrencial sobre os mercados de transportes nas cidades. O foco da análise é o Direito brasileiro, com a apresentação de propostas lege ferenda. O trabalho se descortina com apresentação das principais correntes teóricas do urbanismo contemporâneo, as quais defendem a ordenação das cidades em quadras pequenas, com usos mistos do espaço e fomento aos deslocamentos a pé ou por meio de transportes coletivos. Essa compreensão de municípios integrados abre caminho ao bem-estar dos cidadãos, de modo que a as proposições contidas nesta pesquisa compreendem mobilidade urbana como elemento central de mudança social. A partir de um olhar analítico da experiência europeia, o estudo constatou a necessidade de revisão classificatória do regime jurídico incidente sobre cada modal de mobilidade urbana disciplinado pela Lei Federal no 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Lei de Mobilidade Urbana). Defende-se que a livre-iniciativa e livre concorrência devem estar presentes na maior parte dos serviços de transportes prestados nas cidades, de modo que a titularidade estatal em regime de exclusividade somente pode ser aceita em casos excepcionais, para concretização de Direitos fundamentais que não possam ser protegidos por outras formas. Além disso, propõe-se a revisitação da Lei de Mobilidade Urbana, para atualização de seu conteúdo a um novo paradigma, que insira as atividades de transportes urbanos na lógica de mercado, sem afastá- las de preocupações sociais. Assim, o compartilhamento dos dados colhidos por aplicativos de mobilidade urbana, o experimentalismo regulatório e a abertura de atividades à iniciativa privada ofereceriam a roupagem ao antitruste da mobilidade urbana, ao passo que a integração de modais, a definição de standards nos preços das passagens e o oferecimento de isenção tarifária controlada exemplificam a nova regulação apresentada. |
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Serviços de mobilidade urbana : incidência do regime concorrencial e política regulatória no direito brasileiroUrban Mobility services : incidence of the competition law and regulatory authority in the Brazilian LawCompetitionConcorrênciaFree initiative and free competitionLivre-iniciativa e livre concorrênciaMobilidade urbanaRegulaçãoRegulationUrban mobilityA presente tese se ocupa do estudo da regulação da mobilidade urbana e da incidência do Direito concorrencial sobre os mercados de transportes nas cidades. O foco da análise é o Direito brasileiro, com a apresentação de propostas lege ferenda. O trabalho se descortina com apresentação das principais correntes teóricas do urbanismo contemporâneo, as quais defendem a ordenação das cidades em quadras pequenas, com usos mistos do espaço e fomento aos deslocamentos a pé ou por meio de transportes coletivos. Essa compreensão de municípios integrados abre caminho ao bem-estar dos cidadãos, de modo que a as proposições contidas nesta pesquisa compreendem mobilidade urbana como elemento central de mudança social. A partir de um olhar analítico da experiência europeia, o estudo constatou a necessidade de revisão classificatória do regime jurídico incidente sobre cada modal de mobilidade urbana disciplinado pela Lei Federal no 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Lei de Mobilidade Urbana). Defende-se que a livre-iniciativa e livre concorrência devem estar presentes na maior parte dos serviços de transportes prestados nas cidades, de modo que a titularidade estatal em regime de exclusividade somente pode ser aceita em casos excepcionais, para concretização de Direitos fundamentais que não possam ser protegidos por outras formas. Além disso, propõe-se a revisitação da Lei de Mobilidade Urbana, para atualização de seu conteúdo a um novo paradigma, que insira as atividades de transportes urbanos na lógica de mercado, sem afastá- las de preocupações sociais. Assim, o compartilhamento dos dados colhidos por aplicativos de mobilidade urbana, o experimentalismo regulatório e a abertura de atividades à iniciativa privada ofereceriam a roupagem ao antitruste da mobilidade urbana, ao passo que a integração de modais, a definição de standards nos preços das passagens e o oferecimento de isenção tarifária controlada exemplificam a nova regulação apresentada.The thesis herein is deemed to treat the study on the urban mobility regulation and the incidence of the competition act regarding transportation in cities (urban centers). The focus of the analysis is the Brazilian Law added with proposals lege ferenda. The piece is unveiled by presenting the most relevant theoretical frames on contemporary urbanism which endorse the city arrangement in small blocks blending the space utilization and fostering either walking or collective transportation means moves. The perspective of integrated municipalities paves the way for the wellbeing of citizens. Thus, the thesis of the research herein conceives urban mobility as a pivot factor for social transformation. Based upon an analytical consideration of the European experience, this study identified the demand of a revision in the classification of the incidence of legal application on each modal of urban mobility regulated by Lei federal no 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Urban Mobility Act). Free initiative and competition must be considered regarding most transportation services within cities so that the exclusivity of the State related to transportation service rendering is accepted in exceptional circumstances in order to ensure the fundamental rights application in case it is not protected by other means. Furthermore, it is proposed that the Urban Mobility Act be revised aiming at updating its content to a new paradigm that integrates the urban transportation activities in the market dynamics without quitting social concerns. In such a manner that the sharing of data collected by urban mobility apps, the regulatory experiments and the approval of private initiatives provide the urban mobility antitrust with tools whereas the integration of different modalities, standardization of fares and granting of controlled fare exemption illustrate the new proposed regulation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPfeiffer, Roberto Augusto CastellanosJunqueira, André Rodrigues2024-04-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2132/tde-28062024-122722/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-07T13:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-28062024-122722Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-07T13:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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