Água do poro de pastas de cimentos de escória.
| Ano de defesa: | 2000 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Escola Politécnica |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3146/tde-22042026-114529/ |
Resumo: | O principal objetivo desta tese foi o estudo do efeito dos ativadores e da temperatura de cura no pH e na composição química da água do poro de pastas endurecidas de cimentos de escória ativada. Os ativadores empregados foram: silicato de sódio,cal hidratada, cal hidratada + gipsita e cimento Portland CPV. A cura foi feita em temperatura ambiental (23\'MAIS OU MENOS 2\'GRAUS\'C) e em temperatura elevada, a 60\'GRAUS\'C ou 80\'GRAUS\'C dependendo do tipo de ativador. Os ensaios foramrealizados 28 dias após a moldagem. A microestrutura da pasta endurecida dos cimentos de escória de alto-forno também foi estudada. A água do poro foi obtida por dois métodos: o método tradicional da extração sob pressão e o método alternativoadaptado para esta pesquisa, denominado água de equilíbrio. O estudo demonstrou que na água do poro das pastas de cimento de escória as principais espécies químicas dissolvidas são hidroxila, sódio, potássio e cálcio e, em menor concentração,silício, alumínio e espécies contendo enxofre tais como sulfato, sulfeto, tiossulfato e sulfito. A alcalinidade da água do poro, expressa pelo pH, foi determinada por titulação usando como indicador a fenolftaleina. O pH da água extraída sobpressão variou entre 11,9 e 13,5. Para a água de equilíbrio o pH variou entre 11,5 e 13,1. O pH da água do poro da pasta de cimento Portland, medido nas mesmas condições, foi de 12,7. As concentrações variaram de acordo com o tipo e teordoativador, sendo os íons alcalinos os que mais influenciaram o pH das soluções, com exceção da escória ativada com cal hidratada e gipsita, cujo pH da água do poro foi influenciado principalmente pela concentração de cálcio. A temperatura de curanão influenciou significativamente o pH e a composição das soluções. A partir das medidas feitas por intrusão de mercúrio, observou-se que o volume de vazios das pastas está concentrado na faixa de poros de diâmetro entre 10 nm e 100 nm, com ) exceção da pasta de escória ativada com elevada concentração de silicato de sódio (5%\'Na IND.2\'O+7,5%Si\'O IND.2\'), que apresenta poros com diâmetro abaixo de 10 nm e grande volume de vazios interlamelares (diâmetro<4 nm), o que estáde acordo com a maior quantidade de C-S-H detectada por difração de raios X. O principal produto de hidratação dos cimentos de escória é o C-S-H, destacando-se também a etringita no caso da ativação sulfato cálcica. A hidrogranada e as fases AFm também foram detectadas como produtos de hidratação para todas as pastas. |
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O estudo demonstrou que na água do poro das pastas de cimento de escória as principais espécies químicas dissolvidas são hidroxila, sódio, potássio e cálcio e, em menor concentração,silício, alumínio e espécies contendo enxofre tais como sulfato, sulfeto, tiossulfato e sulfito. A alcalinidade da água do poro, expressa pelo pH, foi determinada por titulação usando como indicador a fenolftaleina. O pH da água extraída sobpressão variou entre 11,9 e 13,5. Para a água de equilíbrio o pH variou entre 11,5 e 13,1. O pH da água do poro da pasta de cimento Portland, medido nas mesmas condições, foi de 12,7. As concentrações variaram de acordo com o tipo e teordoativador, sendo os íons alcalinos os que mais influenciaram o pH das soluções, com exceção da escória ativada com cal hidratada e gipsita, cujo pH da água do poro foi influenciado principalmente pela concentração de cálcio. A temperatura de curanão influenciou significativamente o pH e a composição das soluções. 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The activators studied were sodium silicate, hydrated lime, hydrated lime plus dihydrated calcium sulphate and Brazilian V Portland cement. The curing was carried out in natural (ambient temperature of 25 °C) and accelerated (60°C or 80°C depending on the activator) conditions. The tests were done 28 days after the castings. The microestructure of pastes was also studied. The pore water was obtained by two methods: pore solution expression using a high-pressure steel die and an alternatively method adapted for this research, named as equilibrium water. The study showed that the main chemical species dissolved in the pore water were hydroxyl, sodium, potassium, calcium and low contents of silicon, aluminum and sulfur compounds. The alkalinity of pore water, expresses by its pH, was determined by titration using phenolphthalein as indicator. The pH of the extracted water by the pore solution expression method ranged from 11,9 up to 13,5. In the case of the equilibrium water method, the pH ranged from 11,5 up to 13,1. The pH of the Portland cement paste pore water, measured with the same method, was of 12,7. Açcalinity and composition of the pore water varied according to type and content of activator, with the high pH associated with the higher concentration of Na+ and K+ . The Ca2+ content influenced the pH of slag cement activated with hydrated lime plus dihydrated calcium sulphate. The cure temperature did not affect significantly the pH and chemical composition of solutions. Mercury intrusion results showed that the pore diameter of the pastes was concentrated between 10 nm and 100 nm, except for the slag activated with high concentration of sodium silicate (5%Na2O+7,5%SiO2) paste, which presented pores with diameter below 10 nm. The main hydration product of slag cement pastes was identified as C-S-H, and in the case of dihydrated calcium sulphate activated slag, etringite was also found. Hydrogarnet and AFm phases were identified as secondary hydration products in all pastes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola PolitécnicaAgopyan, VahanOliveira, Claudia Terezinha de Andrade2000-03-272026-04-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3146/tde-22042026-114529/doi:10.11606/T.3.2000.tde-22042026-114529Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-22T14:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-22042026-114529Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-22T14:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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