Investigação sobre a resistência à corrosão intergranular do aço inoxidável austenítico UNS S31254.
| Ano de defesa: | 1998 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-06032026-083108/ |
Resumo: | Foi investigada a resistência à corrosão intergranular do aço inoxidável UNS S31254 na condição solubilizada e tratada termicamente em temperaturas na faixa de 350°C a 1100°C, variando de 50°C entre elas, por tempo fixo de 40 minutos com resfriamento em água e, nas temperaturas de 400°C, 800°C e 1050°C, por tempos de 6 minutos, 10 horas, 100 horas e 1000 horas. Foram realizados os ensaios de Prática A modificada da norma ASTM A262 (examemetalográfico), reativação eletroquímica potenciodinâmica pelo método do duplo loop (DL-EPR) e a Prática C da norma ASTM A262 (perda de massa). Para os tratamentos térmicos a tempo fixo de 40 minutos foram encontradas evidências de susceptibilidade à corrosão intergranular para temperaturas acima de 500°C. Pela Prática A foi possível identificar uma faixa de temperaturas críticas para a corrosão intergranular: 700°C a 950°C. Com a Prática C, a faixa de temperaturas críticas é um pouco mais estreita: 750°C a 900°C. Por sua vez, com o ensaio DL-EPR observou-se a existência de quatro temperaturas críticas e que, inclusive, podem ser colocadas na seguinte ordem crescente de sensitização: 450°C, 600°C, 800°C, e 950°C. Ainda considerando-se o tempo de 40 minutos de tratamento térmico, o mecanismo de sensitização mais provável parece ser o de precipitação de alguma fase rica em cromoemolibdênio no contorno tipo fase chi e sigma, e não o de carbonetos de cromo. Quanto ao efeito do tempo de tratamento térmico, observou-se que as três temperaturas estudadas (400°C, 800°C e 1050°C) sofrem, para tempos crescentes, um processo de aumento da susceptibilidade à corrosão intergranular seguido de queda desta susceptibilidade (recuperação). Para as temperaturas de 800°C e 1050°C os resultados obtidos sugerem que o mecanismo de sensitização depende do ) tempo de tratamento térmico. Para os tempos mais curtos (onde o grau de sensitização é pequeno), o mecanismo, provavelmente, é o de precipitação de fases contendo cromo e/ou molibdênio, do tipo nitretos e/ou fase chi, e não o de carbonetos. Para os tempos mais longos, tem-se a sensitização devido à presença de fase sigma e carbonetos, sendo que no caso específico da temperatura de 800°C com 1000 horas de tratamento, a precipitação de carbonetos de cromo é a causa predominante da sensitização. O mecanismo de recuperação, que atua simultaneamente ao de sensitização, é provavelmente o de difusão de cromo e molibdênio até as regiões empobrecidas nestes elementos. A recuperação completa foi observada para as temperaturas de 400°C e 1050°C com 1000 horas de tratamento térmico. A temperatura de 800°C parece necessitar de tempos maiores de tratamento térmico para sua recuperação total. |
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Investigação sobre a resistência à corrosão intergranular do aço inoxidável austenítico UNS S31254.Untitled in englishAço inoxidável asteuníticoAsteunitic stainless steelCorrosãoCorrosionFoi investigada a resistência à corrosão intergranular do aço inoxidável UNS S31254 na condição solubilizada e tratada termicamente em temperaturas na faixa de 350°C a 1100°C, variando de 50°C entre elas, por tempo fixo de 40 minutos com resfriamento em água e, nas temperaturas de 400°C, 800°C e 1050°C, por tempos de 6 minutos, 10 horas, 100 horas e 1000 horas. Foram realizados os ensaios de Prática A modificada da norma ASTM A262 (examemetalográfico), reativação eletroquímica potenciodinâmica pelo método do duplo loop (DL-EPR) e a Prática C da norma ASTM A262 (perda de massa). Para os tratamentos térmicos a tempo fixo de 40 minutos foram encontradas evidências de susceptibilidade à corrosão intergranular para temperaturas acima de 500°C. Pela Prática A foi possível identificar uma faixa de temperaturas críticas para a corrosão intergranular: 700°C a 950°C. Com a Prática C, a faixa de temperaturas críticas é um pouco mais estreita: 750°C a 900°C. Por sua vez, com o ensaio DL-EPR observou-se a existência de quatro temperaturas críticas e que, inclusive, podem ser colocadas na seguinte ordem crescente de sensitização: 450°C, 600°C, 800°C, e 950°C. Ainda considerando-se o tempo de 40 minutos de tratamento térmico, o mecanismo de sensitização mais provável parece ser o de precipitação de alguma fase rica em cromoemolibdênio no contorno tipo fase chi e sigma, e não o de carbonetos de cromo. Quanto ao efeito do tempo de tratamento térmico, observou-se que as três temperaturas estudadas (400°C, 800°C e 1050°C) sofrem, para tempos crescentes, um processo de aumento da susceptibilidade à corrosão intergranular seguido de queda desta susceptibilidade (recuperação). Para as temperaturas de 800°C e 1050°C os resultados obtidos sugerem que o mecanismo de sensitização depende do ) tempo de tratamento térmico. Para os tempos mais curtos (onde o grau de sensitização é pequeno), o mecanismo, provavelmente, é o de precipitação de fases contendo cromo e/ou molibdênio, do tipo nitretos e/ou fase chi, e não o de carbonetos. Para os tempos mais longos, tem-se a sensitização devido à presença de fase sigma e carbonetos, sendo que no caso específico da temperatura de 800°C com 1000 horas de tratamento, a precipitação de carbonetos de cromo é a causa predominante da sensitização. O mecanismo de recuperação, que atua simultaneamente ao de sensitização, é provavelmente o de difusão de cromo e molibdênio até as regiões empobrecidas nestes elementos. A recuperação completa foi observada para as temperaturas de 400°C e 1050°C com 1000 horas de tratamento térmico. A temperatura de 800°C parece necessitar de tempos maiores de tratamento térmico para sua recuperação total.Integranular corrosion of UNS S31254 was studied. The material was solution quenched and isothermally heat treated for 40 minutes at temperatures 350, 400, 450,.... 1050 and 1100°C. Isothermal tretaments at 400, 800 and 1050°C for times of 6 minutes, 10, 100 and 1000 hours were also made. The following corrosion tests were performed: modified Practice A of ASTM A262 standard, Double loop electrochemical potentiokinetic reativation (DL-EPR) and Practice C of ASTM A262 standard (weight loss). In the 40 minutes isothermally treated material, evidence of intergranular corrosion susceptibility was found in specimens treated above 500°C. Practice A revealed a critical temperature range of intergranular corrosion, from 700 to 950°C. With Practice C testes this critical range was narrower (750 to 900°C). For the DL-EPR tests, four critical temperature were identified, 450, 600, 800 and 950°C, in order of growing degree of sensitization. After 40 minutes treatment, the probable sensitization mechanism is the precipitation of a phase rich in chromium and molybdenum, like chio r sigma, and not chromium carbide. At 400, 800 and 1050°C, growing treatments times caused increase in intergranular corrosion susceptibility, followed by a recovery. For the temperatures 800 and 1050°C, the results suggest that sensitization mechanisms dependo n heat exposure time. For short times, when sensitization degree is small, the mechanism is probably precipitation of chromium and/or molybdenum bearing phase, like nitride and/or chi, and not carbide. For longer times, sensitization was related to presence of sigma and carbide. Carbide precipitation is the major cause of sensitization in the case of 1000 hours at 800°C. Recovery mechanisms, acting simultaneously with sensitization, are probably diffusion of chromium and molybdenum to regions initially impoverished in these elements. Complete recovery was observed after 100hours at 400 and 1050°C; at 800°C, times for complete recovery are longer.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP1998-08-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-06032026-083108/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessLebrão, Susana Marraccini Giampietripor2026-03-06T11:36:02Zoai:teses.usp.br:tde-06032026-083108Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-06T11:36:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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