Aspectos morfológicos e morfométricos da valva aórtica em equinos (Equus caballus, L. 1758)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pereira, Vítor Pires
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-12082025-162938/
Resumo: Modelos animais de diversas espécies têm sido fundamentais para o estudo do reparo e substituição de valvas cardíacas humanas. Neste estudo caracterizamos os aspectos morfológicos e morfométricos da valva aórtica a partir de 60 corações saudáveis de cavalos mestiços, adultos jovens, machos e fêmeas, provenientes de abatedouro comercial. As cúspides foram processadas conforme protocolos de microscopias de luz e eletrônica de varredura. As válvulas semilunares aórticas eram parcialmente translúcidas e apresentavam cor branca mescladas com nuances acinzentadas. O corpo das cúspides valvulares apresentava duas faces: sinusal e luminal e era dividido em zona basal, zona intermediária e margem livre, com fenestras na área das lúnulas. A área total média da válvula semilunar esquerda era 8,9 cm2 e continha em média 8 feixes tendíneos, na valva semilunar direita era 10,1 cm2 e continham 6 feixes tendíneos. Finalmente a área da válvula semilunar septal era 9,9 cm2 e continha 9 feixes tendíneos. Histologicamente compunha-se de três camadas teciduais distintas. A camada fibrosa era formada por tecido conjuntivo denso não modelado composto por feixes de fibras colágenas majoritariamente. A camada esponjosa era composta de glicosaminoglicanos e proteoglicanos constituindo a matriz extra celular extensa do corpo das válvulas. A camada ventricular era constituída de colágeno tipo I. A transição entre as camadas esponjosa e ventricular era caracterizada pela presença de densas redes de fibras elásticas ordenadas no sentido radial. Em ambas as cúspides, o conteúdo relativo de elastina variou de 10,9% a 12,6% e colágenos de 41,5% a 48,8%, mas quando as médias foram comparadas entre as cúspides, as diferenças não eram significativas. Por fim, os aspectos morfológicos e morfométricos da valva aórtica equina são semelhantes entre as espécies de mamíferos conhecidos, indicando que estas características foram notavelmente conservadas entre os gêneros ao longo processo evolutivo. Isto contribui para maior disponibilidade de modelos animais utilizados em estudos translacionais em humanos.
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O corpo das cúspides valvulares apresentava duas faces: sinusal e luminal e era dividido em zona basal, zona intermediária e margem livre, com fenestras na área das lúnulas. A área total média da válvula semilunar esquerda era 8,9 cm2 e continha em média 8 feixes tendíneos, na valva semilunar direita era 10,1 cm2 e continham 6 feixes tendíneos. Finalmente a área da válvula semilunar septal era 9,9 cm2 e continha 9 feixes tendíneos. Histologicamente compunha-se de três camadas teciduais distintas. A camada fibrosa era formada por tecido conjuntivo denso não modelado composto por feixes de fibras colágenas majoritariamente. A camada esponjosa era composta de glicosaminoglicanos e proteoglicanos constituindo a matriz extra celular extensa do corpo das válvulas. A camada ventricular era constituída de colágeno tipo I. A transição entre as camadas esponjosa e ventricular era caracterizada pela presença de densas redes de fibras elásticas ordenadas no sentido radial. Em ambas as cúspides, o conteúdo relativo de elastina variou de 10,9% a 12,6% e colágenos de 41,5% a 48,8%, mas quando as médias foram comparadas entre as cúspides, as diferenças não eram significativas. Por fim, os aspectos morfológicos e morfométricos da valva aórtica equina são semelhantes entre as espécies de mamíferos conhecidos, indicando que estas características foram notavelmente conservadas entre os gêneros ao longo processo evolutivo. Isto contribui para maior disponibilidade de modelos animais utilizados em estudos translacionais em humanos.The repair and/or replacement of semilunar valvesin humans has been based on animal models from different species. Thus, new data on the equine aortic valve obtained through advanced techniques is of particular importance due to the greater availability of viable animal models for translational research in humans. In this study we characterized the morphological and morphometric aspects of the aortic valve from 60 healthy hearts of young adult male and female crossbred horses obtained from a slaughterhouse. The cusps were processed according to protocols for light microscopy and scanning electron microscopy. The aortic semilunar valves were partially translucent and had a white color mixed with greyish nuances. The body of the valve cusps had two sinusal and luminal faces and was divided into a basal zone, an intermediate zone and a free margin, with fenestrations in the area of the lunules. The mean total area of the left semilunar valve was 8.9 cm2 and contained a mean of 8 tendon bundles, while the right semilunar valve area was 10.1 cm2 and contained 6 tendon bundles. Finally, the area of the septal semilunar valve was 9.9 cm2 and contained 9 tendon bundles. Histologically, the fibrosa layer was composed of dense, non-shaped connective tissue made up mainly of collagen fiber bundles. The spongiosa layer was made up of glycosaminoglycans and proteoglycans constituting the extensive extra-cellular matrix of the valve body. The ventricularis layer was constituted of type I collagen. The transition between the spongiosa and ventricularis layers was characterized by the presence of dense elastic fiber meshes arranged in a radial direction. In both cusps, the relative content of elastin varied from 10.9% to 12.6% and collagen from 41.5% to 48.8%, but when the means were compared between the cusps, the differences were not significant. Finally, the morphological and morphometric aspects of the equine aortic valve are similar among known mammalian species, indicating that these characteristics have been preserved between genera throughout the evolutionary process. This contributes to the greater availability of animal models used in translational studies in humans.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPinto, Luciano de MoraisPereira, Vítor Pires2025-02-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-12082025-162938/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-13T13:35:02Zoai:teses.usp.br:tde-12082025-162938Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-13T13:35:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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