Avaliação dos sintomas do trato urinário inferior após prostatectomia radical robótica e preditores da incontinência urinária
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-31102020-171309/ |
Resumo: | Introdução: o câncer de próstata é o tipo mais comum entre os tumores malignos que afetam o homem. Dentre as opções terapêuticas para o tratamento do câncer de próstata localizado, destaca-se o tratamento cirúrgico pela prostatectomia radical com elevadas taxas de cura, porém com duas complicações possíveis: a incontinência urinária e a disfunção erétil. Apesar de mais infrequente, a incontinência urinária gera imenso impacto na qualidade de vida dos pacientes. Dentre as diversas vias de acesso para a prostatectomia radical, atualmente, a via robótica-assistida tem sido frequentemente utilizada, mundialmente. Objetivo: avaliar a evolução dos sintomas urinários desde o préoperatório até 12 meses após a operação baseado em questionários validados e tentar identificar preditores da incontinência urinária nos pacientes submetidos à prostatectomia radical robótica-assistida. Métodos: foram coletados prospectivamente os dados de 998 pacientes submetidos à prostatectomia radical robótica-assistida pelo mesmo cirurgião desde março de 2010 até maio de 2018. Foram documentados dados demográficos, informações pré-operatórias e pósoperatórias dos pacientes. Também foram aplicados os questionários ICIQ e IPSS no pré-operatório e após 1, 3, 6 e 12 meses de pós-operatório de cada paciente. Os dados foram tabulados e submetidos a análise estatística com significância de 5%. Resultados: de 998 pacientes, 257 preencheram corretamente todos os questionários pré-operatórios e tiveram todos as variáveis a serem estudadas, coletadas. A idade média dos pacientes foi de 60 ± 0,74 anos, o IMC médio foi de 26,88 kg/m2 ± 0,47 kg/m2, PSA pré-operatório foi de 6,15 ng/mL ± 0,36 ng/mL, volume prostático de 38,6 cm3 ± 2,0 cm3, 62 (24%) pacientes tinham tumor ISUP 1, 152 (59%) tumor ISUP 2, 38 (15%) ISUP 3, nenhum paciente com tumor ISUP 4 e 5 (2%) dos pacientes com tumor ISUP 5; tempo operatório total de 149 ± 4,4 minutos, sangramento aspirado de 282 mL ± 24 mL. Verificou-se que o IPSS subia inicialmente e aos 6 meses após a operação, este já se tornava inferior ao valor inicial pré-operatório (7,76 aos 6 meses vs. 9,90 pré-operatório). Quanto às variáveis do ICIQ, houve elevação com a prostatectomia radical e nenhuma delas retornou ao patamar préoperatório. Quanto aos preditores de incontinência urinária, com 1 mês de pósoperatório verificou-se na análise multivariada que idade (OR = 0,95, IC95% 0,912-0,992, p = 0,0057), margem circunferencial (OR = 0,40, IC95% 0,209-0- 791, p = 0 0106) e questão 4 do IPSS (OR = 0,77, IC95% 0,626-0,969, p = 0,0250) foram preditoras de incontinência. Conclusões: o IPSS inicialmente piora após a prostatectomia radical robótica-assistida e depois regride para valores abaixo dos valores pré-operatórios após 6 meses da operação. O ICIQ se eleva com a operação e se estabiliza cerca de 12 meses após a mesma. Idade avançada, margem cirúrgica circunferencial positiva e a quarta questão do IPSS são preditores precoces de incontinência urinária |
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Avaliação dos sintomas do trato urinário inferior após prostatectomia radical robótica e preditores da incontinência urináriaEvaluation of lower urinary tract symptoms after robotic-assisted radical prostatectomy and predictors of urinary incontinenceIncontinência urináriaLaparoscopiaLaparoscopyLower urinary tract symptomsNeoplasias da próstataProcedimentos cirúrgicos robóticosProstatectomiaProstatectomyProstatic neoplasmsRobotic surgical proceduresSintomas do trato urinário inferiorUrinary incontinenceIntrodução: o câncer de próstata é o tipo mais comum entre os tumores malignos que afetam o homem. Dentre as opções terapêuticas para o tratamento do câncer de próstata localizado, destaca-se o tratamento cirúrgico pela prostatectomia radical com elevadas taxas de cura, porém com duas complicações possíveis: a incontinência urinária e a disfunção erétil. Apesar de mais infrequente, a incontinência urinária gera imenso impacto na qualidade de vida dos pacientes. Dentre as diversas vias de acesso para a prostatectomia radical, atualmente, a via robótica-assistida tem sido frequentemente utilizada, mundialmente. Objetivo: avaliar a evolução dos sintomas urinários desde o préoperatório até 12 meses após a operação baseado em questionários validados e tentar identificar preditores da incontinência urinária nos pacientes submetidos à prostatectomia radical robótica-assistida. Métodos: foram coletados prospectivamente os dados de 998 pacientes submetidos à prostatectomia radical robótica-assistida pelo mesmo cirurgião desde março de 2010 até maio de 2018. Foram documentados dados demográficos, informações pré-operatórias e pósoperatórias dos pacientes. Também foram aplicados os questionários ICIQ e IPSS no pré-operatório e após 1, 3, 6 e 12 meses de pós-operatório de cada paciente. Os dados foram tabulados e submetidos a análise estatística com significância de 5%. Resultados: de 998 pacientes, 257 preencheram corretamente todos os questionários pré-operatórios e tiveram todos as variáveis a serem estudadas, coletadas. A idade média dos pacientes foi de 60 ± 0,74 anos, o IMC médio foi de 26,88 kg/m2 ± 0,47 kg/m2, PSA pré-operatório foi de 6,15 ng/mL ± 0,36 ng/mL, volume prostático de 38,6 cm3 ± 2,0 cm3, 62 (24%) pacientes tinham tumor ISUP 1, 152 (59%) tumor ISUP 2, 38 (15%) ISUP 3, nenhum paciente com tumor ISUP 4 e 5 (2%) dos pacientes com tumor ISUP 5; tempo operatório total de 149 ± 4,4 minutos, sangramento aspirado de 282 mL ± 24 mL. Verificou-se que o IPSS subia inicialmente e aos 6 meses após a operação, este já se tornava inferior ao valor inicial pré-operatório (7,76 aos 6 meses vs. 9,90 pré-operatório). Quanto às variáveis do ICIQ, houve elevação com a prostatectomia radical e nenhuma delas retornou ao patamar préoperatório. Quanto aos preditores de incontinência urinária, com 1 mês de pósoperatório verificou-se na análise multivariada que idade (OR = 0,95, IC95% 0,912-0,992, p = 0,0057), margem circunferencial (OR = 0,40, IC95% 0,209-0- 791, p = 0 0106) e questão 4 do IPSS (OR = 0,77, IC95% 0,626-0,969, p = 0,0250) foram preditoras de incontinência. Conclusões: o IPSS inicialmente piora após a prostatectomia radical robótica-assistida e depois regride para valores abaixo dos valores pré-operatórios após 6 meses da operação. O ICIQ se eleva com a operação e se estabiliza cerca de 12 meses após a mesma. Idade avançada, margem cirúrgica circunferencial positiva e a quarta questão do IPSS são preditores precoces de incontinência urináriaIntroduction: prostate cancer is the most common type among malignant tumors that affect men. Among the therapeutic options for the treatment of localized prostate cancer, surgical treatment by radical prostatectomy with high cure rates stands out, but with two possible complications: urinary incontinence and erectile dysfunction. Although more infrequent, urinary incontinence has a huge impact on patients\' quality of life. Among the various access techniques for radical prostatectomy, currently, the robotic-assisted tecnhique has been the most accepted worldwide. Objective: to assess the evolution of lower urinary tract symptoms from the preoperative period up to 12 months after the operation based on validated questionnaires and to attempt to identify predictors of urinary continence in patients undergoing robotic-assisted radical prostatectomy. Methods: data were prospectively collected from 998 patients who underwent robotic-assisted radical prostatectomy by the same surgeon from March 2010 to May 2018. Demographic data, preoperative and postoperative information on the patients were documented. The ICIQ and IPSS questionnaires were also applied preoperatively and 1, 3, 6 and 12 months after prostatectomy to each patient. The data was tabulated and submitted to statistical analysis with a significance of 5%. Results: of 998 patients, only 257 correctly completed all preoperative questionnaires and had all variables to be studied, collected. The mean age of the patients was 60 ± 0.74 years, the mean BMI was 26.88 kg/m2 ± 0.47 kg/m2, preoperative PSA was 6.15 ng/mL ± 0.36 ng/mL, a prostate volume of 38.6 cm3 ± 2.0 cm3, 62 (24%) patients had ISUP 1 tumor, 152 (59%) ISUP 2 tumor, 38 (15%) ISUP 3 tumor, no patient with ISUP tumor 4 and 5 (2%) patients with ISUP 5 tumor; total operative time of 149 ± 4.4 minutes, aspirated blood loss was 282 mL ± 24 mL. It was found that the IPSS rose initially and at 6 months after the operation, it was already lower than the initial preoperative value (7.76 at 6 months vs. 9.90 preoperative). As for the ICIQ variables, there was an increase with radical prostatectomy and none of them returned to the preoperative level. Regarding the predictors of urinary continence, 1 month after the operation, in multivariate analysis, age (OR = 0.95, 95% CI 0.912-0.992, p = 0.0057), circumferential margin (OR = 0.40, 95% CI 0.209-0-791, p = 0 0106) and question 4 of the IPSS (OR = 0.77, 95% CI 0.626-0.969, p = 0.0250) were predictors of incontinence.. Conclusions: IPSS initially worsens after robotic-assisted radical prostatectomy and then regresses to values below preoperative values 6 months after the operation. The ICIQ rises with the operation and stabilizes about 12 months after it. Advanced age, positive circumferential surgical higher scores in the fourth question of the IPSS questionnaire are early predictors of urinary incontinenceBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPasserotti, Carlo CamargoCruz, José Arnaldo Shiomi da2020-07-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-31102020-171309/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2020-11-01T01:14:01Zoai:teses.usp.br:tde-31102020-171309Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212020-11-01T01:14:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: o câncer de próstata é o tipo mais comum entre os tumores malignos que afetam o homem. Dentre as opções terapêuticas para o tratamento do câncer de próstata localizado, destaca-se o tratamento cirúrgico pela prostatectomia radical com elevadas taxas de cura, porém com duas complicações possíveis: a incontinência urinária e a disfunção erétil. Apesar de mais infrequente, a incontinência urinária gera imenso impacto na qualidade de vida dos pacientes. Dentre as diversas vias de acesso para a prostatectomia radical, atualmente, a via robótica-assistida tem sido frequentemente utilizada, mundialmente. Objetivo: avaliar a evolução dos sintomas urinários desde o préoperatório até 12 meses após a operação baseado em questionários validados e tentar identificar preditores da incontinência urinária nos pacientes submetidos à prostatectomia radical robótica-assistida. Métodos: foram coletados prospectivamente os dados de 998 pacientes submetidos à prostatectomia radical robótica-assistida pelo mesmo cirurgião desde março de 2010 até maio de 2018. Foram documentados dados demográficos, informações pré-operatórias e pósoperatórias dos pacientes. Também foram aplicados os questionários ICIQ e IPSS no pré-operatório e após 1, 3, 6 e 12 meses de pós-operatório de cada paciente. Os dados foram tabulados e submetidos a análise estatística com significância de 5%. Resultados: de 998 pacientes, 257 preencheram corretamente todos os questionários pré-operatórios e tiveram todos as variáveis a serem estudadas, coletadas. A idade média dos pacientes foi de 60 ± 0,74 anos, o IMC médio foi de 26,88 kg/m2 ± 0,47 kg/m2, PSA pré-operatório foi de 6,15 ng/mL ± 0,36 ng/mL, volume prostático de 38,6 cm3 ± 2,0 cm3, 62 (24%) pacientes tinham tumor ISUP 1, 152 (59%) tumor ISUP 2, 38 (15%) ISUP 3, nenhum paciente com tumor ISUP 4 e 5 (2%) dos pacientes com tumor ISUP 5; tempo operatório total de 149 ± 4,4 minutos, sangramento aspirado de 282 mL ± 24 mL. Verificou-se que o IPSS subia inicialmente e aos 6 meses após a operação, este já se tornava inferior ao valor inicial pré-operatório (7,76 aos 6 meses vs. 9,90 pré-operatório). Quanto às variáveis do ICIQ, houve elevação com a prostatectomia radical e nenhuma delas retornou ao patamar préoperatório. Quanto aos preditores de incontinência urinária, com 1 mês de pósoperatório verificou-se na análise multivariada que idade (OR = 0,95, IC95% 0,912-0,992, p = 0,0057), margem circunferencial (OR = 0,40, IC95% 0,209-0- 791, p = 0 0106) e questão 4 do IPSS (OR = 0,77, IC95% 0,626-0,969, p = 0,0250) foram preditoras de incontinência. Conclusões: o IPSS inicialmente piora após a prostatectomia radical robótica-assistida e depois regride para valores abaixo dos valores pré-operatórios após 6 meses da operação. O ICIQ se eleva com a operação e se estabiliza cerca de 12 meses após a mesma. Idade avançada, margem cirúrgica circunferencial positiva e a quarta questão do IPSS são preditores precoces de incontinência urinária |
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