Avaliação dos níveis glicêmicos, parâmetros hemodinâmicos e analgesia pós-operatória em diabéticos não insulino dependentes com uso de articaína 4% com epinefrina (1:100.000 e 1:200.000) em cirurgias periodontais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Fonseca, Clarissa Ribeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25149/tde-08092014-161245/
Resumo: Esse estudo teve como objetivo avaliar as alterações hemodinâmicas e do nível de glicemia decorrentes do uso do anestésico local articaína a 4% com epinefrina nas concentrações 1:100.000 (A100) e 1:200.000 (A200) em cirurgias periodontais na maxila, realizadas em diabéticos. Em relação aos anestésicos, foram avaliados: tempo de início de ação, duração da anestesia sobre os tecidos mole, analgesia pós-operatória, sangramento trans-operatório, qualidade da cicatrização, parâmetros hemodinâmicos e glicemia medidos durante as cirurgias. Para isso, 18 voluntários com idades entre 40 e 65 anos foram selecionados. Destes, 10 não apresentavam alterações sistêmicas (não diabéticos-não DM), enquanto 8 eram portadores de diabetes mellitus não insulinodependentes (DM), todos com condições periodontais semelhantes. Foram submetidos a cirurgias periodontais bilateralmente na região da maxila sob anestesia local com A100 e A200, de forma duplo-cega, randomizada e cruzada. O tempo cirúrgico foi semelhante para todos os grupos, e A100 e A200 mostraram-se igualmente eficazes para cirurgias periodontais. Foi utilizada quantidade idêntica de ambos anestésicos em todas as cirurgias (1 tubete; 1,8ml), o tempo cirúrgico foi semelhante em todos os procedimentos. O tempo de inicio de ação foi similar para todos, independentemente da concentração de epinefrina ou presença de diabetes. O tempo de duração da anestesia foi significativamente maior para os DM, sem haver correlação com a concentração de epinefrina. O sangramento trans-operatório foi significativamente maior nos pacientes diabéticos apenas na fase de incisão com A200. Nas demais fases, o sangramento foi muito semelhante entre DM e Não DM. A analgesia pós-operatória foi considerada excelente, refletindo na baixa ingestão de analgésicos (paracetamol), especialmente pelo grupo DM, independentemente da concentração de epinefrina. Quanto à cicatrização, não houve diferença entre os grupos. As mudanças transitórias nos parâmetros hemodinâmicos (frequência cardíaca-FC; pressão arterial-PA) tiveram pouco significado clínico, apesar de os diabéticos apresentarem certa tendência a elevação na PA nas fases de incisão e debridamento. Os diabéticos não apresentaram elevação da glicemia ao longo das fases cirúrgicas, independente da concentração de epinefrina presente na solução anestésica, ao passo que os não diabéticos mostraram que a maior concentração de epinefrina resulta num maior tempo para a normalização dos níveis glicêmicos. Concluindo, tais resultados mostram que A100 e A200 são equieficazes para a realização de cirurgias periodontais. Sendo assim, a utilização de anestésico com menor concentração de epinefrina (1:200.000) parece ser a melhor escolha para os indivíduos portadores de alterações sistêmicas como os diabéticos.
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Em relação aos anestésicos, foram avaliados: tempo de início de ação, duração da anestesia sobre os tecidos mole, analgesia pós-operatória, sangramento trans-operatório, qualidade da cicatrização, parâmetros hemodinâmicos e glicemia medidos durante as cirurgias. Para isso, 18 voluntários com idades entre 40 e 65 anos foram selecionados. Destes, 10 não apresentavam alterações sistêmicas (não diabéticos-não DM), enquanto 8 eram portadores de diabetes mellitus não insulinodependentes (DM), todos com condições periodontais semelhantes. Foram submetidos a cirurgias periodontais bilateralmente na região da maxila sob anestesia local com A100 e A200, de forma duplo-cega, randomizada e cruzada. O tempo cirúrgico foi semelhante para todos os grupos, e A100 e A200 mostraram-se igualmente eficazes para cirurgias periodontais. Foi utilizada quantidade idêntica de ambos anestésicos em todas as cirurgias (1 tubete; 1,8ml), o tempo cirúrgico foi semelhante em todos os procedimentos. O tempo de inicio de ação foi similar para todos, independentemente da concentração de epinefrina ou presença de diabetes. O tempo de duração da anestesia foi significativamente maior para os DM, sem haver correlação com a concentração de epinefrina. O sangramento trans-operatório foi significativamente maior nos pacientes diabéticos apenas na fase de incisão com A200. Nas demais fases, o sangramento foi muito semelhante entre DM e Não DM. A analgesia pós-operatória foi considerada excelente, refletindo na baixa ingestão de analgésicos (paracetamol), especialmente pelo grupo DM, independentemente da concentração de epinefrina. Quanto à cicatrização, não houve diferença entre os grupos. As mudanças transitórias nos parâmetros hemodinâmicos (frequência cardíaca-FC; pressão arterial-PA) tiveram pouco significado clínico, apesar de os diabéticos apresentarem certa tendência a elevação na PA nas fases de incisão e debridamento. Os diabéticos não apresentaram elevação da glicemia ao longo das fases cirúrgicas, independente da concentração de epinefrina presente na solução anestésica, ao passo que os não diabéticos mostraram que a maior concentração de epinefrina resulta num maior tempo para a normalização dos níveis glicêmicos. Concluindo, tais resultados mostram que A100 e A200 são equieficazes para a realização de cirurgias periodontais. Sendo assim, a utilização de anestésico com menor concentração de epinefrina (1:200.000) parece ser a melhor escolha para os indivíduos portadores de alterações sistêmicas como os diabéticos.The present study compared the effect of articaine 4% associated with epinephrine in two different concentrations, 1:100.000(A100) and 1:200.000(A200), in periodontal surgeries performed in diabetic patients. We analyze hemodynamic parameters, blood glucose concentration, onset and duration of anesthetic action on soft tissues, intraoperative bleeding and wound healing. Eighteen volunteers, age range 40 to 65 years, with similar periodontal disease and conditions, were separate in two groups, type 2 diabetes mellitus (DM, 8 volunteers) or with no diabetes mellitus (Non DM, 10 volunteers). They´re submitted to a matched bilateral periodontal surgery in maxilla, under local anesthesia with either A100 or A200, in a double blind, randomized, crossed manner. The duration of surgery was the same for all groups, with A100 and A200 being equally effective for periodontal surgeries. Identical volumes of both anesthetic solutions were used (1 cartridge:1,8ml) in all surgeries. The anesthetic latency was similar in diabetics or non-diabetics for both epinephrine concentration. In diabetic patients the anesthetic duration was increased regardless the epinephrine concentration. Intraoperative bleeding only increased in diabetic patients with A200 during incision phase. The duration of postoperative analgesia was excellent, reflecting by a low intake of postoperative medications (paracetamol). Wound healing was relatively normal for all volunteers regardless the local anesthetic employed or presence of diabetes. The transient changes in blood pressure or hart hate were not clinically significant but the diabetic patients have some tendency to increase their blood pressure in some surgical phases. In diabetic subjects, blood glucose have no increase throughout surgical phases, regardless the epinephrine concentration present in the anesthetic solution, but the Non DM presents a prolonged time for normalize their blood glucose after A100. In conclusion, this study demonstrate that epinephrine concentration (1:100.000 or 1:200.000) in articaine 4% solution have the same efficacy for periodontal surgeries. Therefore, the formulation with a lower vasoconstrictor concentration (A200) seems to be the more adequate choice for patients with systemic diseases like diabetes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFaria, Flavio Augusto Cardoso deFonseca, Clarissa Ribeiro2014-02-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25149/tde-08092014-161245/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-15T13:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-08092014-161245Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-15T13:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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