Estratégias de condicionamento alimentar do Tucunaré (Cichla sp)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1998
Autor(a) principal: Moura, Mônica Accaui Marcondes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11139/tde-20191218-172417/
Resumo: Por que é um peixe tanto esportivo como de mesa, o ciclídeo amazônico tucunaré (Cichla sp) tem atraído a atenção de técnicos e piscicultores. Entretanto, devido o hábito alimentar carnívoro, a espécie não aceita voluntariamente dietas secas, o que inviabiliza sua utilização em criação intensiva. O objetivo do presente estudo foi condicionar alevinos de tucunaré a ingerir dietas secas inertes, visando viabilizar sua utilização em piscicultura. Num primeiro experimento, 1.134 alevinos com 0,27 &#177; 0,1 g foram condicionados a ingerir filé de peixe moído (FP-I00), obtendo-se um sucesso de condicionamento de 31,8%. Estes peixes foram reestocados em seis gaiolas de 25L recebendo duas sequências de dietas contendo 80, 60, 40, 20 e 0% de filé de peixe, sendo uma delas flavorizada com 10% de farinha de krill (Euphausia sp) - FK. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os tratamentos. Num segundo experimento, 969 peixes com 1,7 &#177; 1,0 g foram condicionados a ingerir uma dieta inerte a partir de uma dieta inicial FP-100, conseguindo-se um sucesso de 39,8%. Os peixes foram então condicionados a ingerir uma dieta FP-45 (37,2% de sucesso), e novamente reestocados em nove gaiolas de 25L, recebendo dietas com FP-30, FP-10 e FP-00, testando-se o óleo de fígado de bacalhau e umidade das dietas como palatabilizantes. A dieta seca sem palatabilizantes ofereceu maior porcentagem de condicionamento (P<0,05), mas não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os três tratamentos, mesmo quando os ingredientes palatabilizantes foram retirados. Estes resultados permitem inferir que o tucunaré pode ser condicionado a ingerir dietas secas inertes, sem necessidade de inclusão de ingredientes palatabilizantes nas rações de condicionamento alimentar. Entretanto, condicionar os alevinos de tucunaré a ingerir o filé de peixe moído parece ser o principal entrave para aumentar o sucesso desta técnica.
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