Entre a dialética e a (po)ética: uma leitura anticolonial do reconhecimento a partir de Frantz Fanon

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santos, Barbara Cristina Soares
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-27042026-150325/
Resumo: Esta pesquisa em teoria política se articula a partir da obra de Frantz Fanon, por meio da qual proponho uma leitura anticolonial da teoria do reconhecimento em diálogo com debates contemporâneos da teoria crítica e do pensamento negro radical. Parto de uma compreensão da modernidade como inseparável da colonialidade, da produção racial e da expropriação material para questionar o reconhecimento enquanto horizonte normativo emancipatório. Organizo a pesquisa em dois lados, como a escuta de um disco da existência de Fanon, enquanto dimensões distintas de sua reflexão. No Lado A – Dialética, parto da dialética hegeliana do senhor e do escravo para evidenciar, com Fanon, como essa estrutura repousa sobre um fundamento racial não declarado, que organiza e limita as possibilidades de subjetivação e emancipação. Nesse sentido, apresento os caminhos de libertação que Fanon abre, partindo da violência, do humanismo e de uma ética amorosa anticolonial. No Lado B – (Po)ética, desloco a análise para o campo do experimento (po)ético, acessando o abismo fanoniano e analisando como a negridade aparece em Fanon enquanto aquilo que escapa às categorias do reconhecimento e às formas modernas do Entendimento. Nesse plano, articulo a reflexão fanoniana à (po)ética de autores do pensamento negro radical, reivindicando o quilombo e a poética negra feminista como uma práxis radical que sustenta um campo inventivo e indeterminável já anunciado por Fanon. Assim, não busco resolver ou justificar a violência colonial, mas criar fissuras em sua lógica e em seu excesso, desestabilizando-a e abrindo espaço para a imaginação radical e para outros modos de existência que insistem em não serem determinados pelas categorias do pensamento político moderno
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