Alterações estruturais da face e dos seios paranasais avaliados por tomografia computadorizada multislice em pacientes com leishmaniose mucosa tratada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Camargo, Raphael Abegão de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-15082014-143702/
Resumo: Introdução: No Brasil, a leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma importante antropozoonose endêmica na maioria das regiões do país. Apesar da expansão da doença nos últimos anos, a LTA continua a ser uma doença negligenciada. A leishmaniose mucosa (LM) tem como principal agente causador a Leishmania (V.) brasilienses, e habitualmente ocorre meses ou anos após a infecção cutânea sintomática ou assintomática. Aproximadamente 5% dos pacientes com leishmaniose cutânea não tratada adequadamente irão desenvolver a LM, forma que causa importante morbidade aos pacientes. A LM é uma doença progressiva, que acomete cartilagens e estruturas ósseas da face, faringe e laringe. Complicações associadas à leishmaniose mucosa já foram descritas, embora não existam estudos que avaliem as alterações estruturais da face e seios paranasais utilizando métodos radiológicos e que estimem a prevalência de sinusopatia nesta população ou que a compare com a população geral. Objetivo: Avaliar o grau de opacificação dos seios paranasais em pacientes com leishmaniose mucosa tratada, assim como eventuais alterações anatômicas na face associadas à LM, através de tomografia computadorizada multislice (TCM) dos seios paranasais e comparar os achados encontrados nesta população com um grupo controle formado por pacientes que realizaram TCM de órbita. Este estudo também tem o escopo de determinar a prevalência de sinusopatia crônica nos pacientes com LM pós-tratamento, bem como encontrar prováveis variáveis preditoras que possam estar relacionadas com a gravidade da sinusopatia e das alterações tomográficas encontradas. Métodos: Foram avaliados 54 pacientes com LM tratada, que foram submetidos à TCM dos seios da face, e comparados com grupo controle de 40 pacientes que realizaram TCM de órbita. A análise das tomografias foi realizada a partir de reconstruções multiplanares nos planos axial, coronal e sagital. Foram avaliados o grau de opacificação (sinusopatia) dos seios paranasais, bem como a existência de eventuais alterações na face que pudessem estar relacionadas à LM. O grau de sinusopatia foi estabelecido seguindo-se os critérios de Lund-Mackay, segundo os quais foram atribuídos um valor para o grau de opacificação de cada sistema sinusal e dos complexos ostiomeatais, comparando o score dos casos com o dos controles. Posteriormente foi realizada uma análise comparativa entre os pacientes do grupo leishmaniose mucosa, que foram divididos em dois subgrupos, de acordo com a presença (Lund-Mackay >= 4) ou ausência (Lund-Mackay < 4) de doença sinusal, sendo 40 e 14 pacientes respectivamente. Após esta divisão foram feitas análises univariadas exploratórias em busca de variáveis preditoras que pudessem estar associadas com uma maior gravidade de sinusopatia apresentada. O nível de significância foi estabelecido com p<0,05. Resultados: Quarenta dos 54 pacientes com antecedente de LM (74,1%) apresentaram score tomográfico compatível com sinusopatia crônica (Lund-Mackay >= 4). Os pacientes do grupo leishmaniose mucosa apresentaram maior score de Lund-Mackay que os pacientes do grupo controle, bem como maior número de alterações na TCM dos seios paranasais, provavelmente associadas à leishmaniose. Estes pacientes também apresentaram graus mais severos de opacificação parcial e espessamento mucoso pansinusal 23/54 (42.6%). Além disso, opacificação total de pelo menos um dos seios paranasais só foi observada nos pacientes do grupo leishmaniose mucosa. Os pacientes com leishmaniose com score de Lund-Mackay >= 4 apresentaram maior tempo de sintomas até o primeiro tratamento e doença mais grave no momento do diagnóstico, sendo portanto prováveis variáveis preditoras de gravidade da sinusopatia. Conclusão: As tomografias computadorizadas dos seios paranasais dos pacientes com LM apresentaram diversas alterações estruturais, demonstrando o poder destrutivo desta doença. A alta prevalência de sinusite crônica observada nas tomografias computadorizadas desses pacientes quando comparados ao grupo controle, sugere que a LM pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de sinusite crônica nesta população. Sexo masculino, tempo de sintomas até o primeiro tratamento e gravidade da LM no momento do diagnóstico podem ser consideradas prováveis variáveis preditoras de sinusite crônica nesses pacientes
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Aproximadamente 5% dos pacientes com leishmaniose cutânea não tratada adequadamente irão desenvolver a LM, forma que causa importante morbidade aos pacientes. A LM é uma doença progressiva, que acomete cartilagens e estruturas ósseas da face, faringe e laringe. Complicações associadas à leishmaniose mucosa já foram descritas, embora não existam estudos que avaliem as alterações estruturais da face e seios paranasais utilizando métodos radiológicos e que estimem a prevalência de sinusopatia nesta população ou que a compare com a população geral. Objetivo: Avaliar o grau de opacificação dos seios paranasais em pacientes com leishmaniose mucosa tratada, assim como eventuais alterações anatômicas na face associadas à LM, através de tomografia computadorizada multislice (TCM) dos seios paranasais e comparar os achados encontrados nesta população com um grupo controle formado por pacientes que realizaram TCM de órbita. Este estudo também tem o escopo de determinar a prevalência de sinusopatia crônica nos pacientes com LM pós-tratamento, bem como encontrar prováveis variáveis preditoras que possam estar relacionadas com a gravidade da sinusopatia e das alterações tomográficas encontradas. Métodos: Foram avaliados 54 pacientes com LM tratada, que foram submetidos à TCM dos seios da face, e comparados com grupo controle de 40 pacientes que realizaram TCM de órbita. A análise das tomografias foi realizada a partir de reconstruções multiplanares nos planos axial, coronal e sagital. Foram avaliados o grau de opacificação (sinusopatia) dos seios paranasais, bem como a existência de eventuais alterações na face que pudessem estar relacionadas à LM. O grau de sinusopatia foi estabelecido seguindo-se os critérios de Lund-Mackay, segundo os quais foram atribuídos um valor para o grau de opacificação de cada sistema sinusal e dos complexos ostiomeatais, comparando o score dos casos com o dos controles. Posteriormente foi realizada uma análise comparativa entre os pacientes do grupo leishmaniose mucosa, que foram divididos em dois subgrupos, de acordo com a presença (Lund-Mackay >= 4) ou ausência (Lund-Mackay < 4) de doença sinusal, sendo 40 e 14 pacientes respectivamente. Após esta divisão foram feitas análises univariadas exploratórias em busca de variáveis preditoras que pudessem estar associadas com uma maior gravidade de sinusopatia apresentada. O nível de significância foi estabelecido com p<0,05. Resultados: Quarenta dos 54 pacientes com antecedente de LM (74,1%) apresentaram score tomográfico compatível com sinusopatia crônica (Lund-Mackay >= 4). Os pacientes do grupo leishmaniose mucosa apresentaram maior score de Lund-Mackay que os pacientes do grupo controle, bem como maior número de alterações na TCM dos seios paranasais, provavelmente associadas à leishmaniose. Estes pacientes também apresentaram graus mais severos de opacificação parcial e espessamento mucoso pansinusal 23/54 (42.6%). Além disso, opacificação total de pelo menos um dos seios paranasais só foi observada nos pacientes do grupo leishmaniose mucosa. Os pacientes com leishmaniose com score de Lund-Mackay >= 4 apresentaram maior tempo de sintomas até o primeiro tratamento e doença mais grave no momento do diagnóstico, sendo portanto prováveis variáveis preditoras de gravidade da sinusopatia. Conclusão: As tomografias computadorizadas dos seios paranasais dos pacientes com LM apresentaram diversas alterações estruturais, demonstrando o poder destrutivo desta doença. A alta prevalência de sinusite crônica observada nas tomografias computadorizadas desses pacientes quando comparados ao grupo controle, sugere que a LM pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de sinusite crônica nesta população. Sexo masculino, tempo de sintomas até o primeiro tratamento e gravidade da LM no momento do diagnóstico podem ser consideradas prováveis variáveis preditoras de sinusite crônica nesses pacientesIntroduction: American tegumentary leishmaniasis (ATL) is an important anthropozoonosis that is endemic in most regions in Brazil. Despite the spread of the disease in recent years, ATL remains a neglected disease. Mucosal leishmaniasis (ML) is mainly caused by Leishmania (V.) brasiliensis agent, and usually occurs months or years after symptomatic or asymptomatic skin infection. Approximately 5% of patients with untreated cutaneous leishmaniasis will develop ML, a presentation that causes significant morbidity to patients. The mucosal leishmaniasis is a progressive disease that affects cartilage and bone structures of the nose and paranasal sinuses as well as other upper respiratory tract structures. Complications associated with ML have been described, but there is a lack of studies which evaluate the structural changes of the nose and paranasal sinuses in ML using radiological methods. Objective: To assess the degree of opacification of the paranasal sinuses in patients with treated mucosal leishmaniasis as well as any anatomic changes in the face associated with ML through multidector computed tomography scans (MDCT) of the sinuses, and compare the findings in this population with a control group. This study also aims at determining the prevalence of chronic sinusitis in patients with treated ML as well as finding probable predictive variables that may be related to the severity of sinus disease and CT findings. Methods: We evaluated 54 patients with treated ML who were submitted to MDCT of the sinuses, and compared with a control group of 40 patients who underwent MDCT of orbit. Analysis of the scans was performed from multiplanar reconstructions in the axial, coronal and sagittal views. The degree of sinus disease was assessed according to the Lund-Mackay criteria, in which a value was assigned to the degree of opacification of each sinus system and ostiomeatal complexes, and the scores from the mucosal leishmaniasis group were compared to the control group. A comparative analysis was then performed among patients in the mucosal leishmaniasis group, who were divided into 2 subgroups according to the presence (Lund-Mackay >= 4) or absence (Lund-Mackay < 4) of sinus disease, with 40 and 14 patients respectively. Following this subdivision, exploratory univariate analysis were performed to identify predictive variables that could be associated to the presentation of greater severity of sinus disease. The level of significance was defined as p <0.05. Results: Forty of the 54 patients with a history of ML (74.1%) had a tomographic score compatible with chronic sinusitis (Lund- Mackay >= 4). CT scans in the leishmaniasis and control groups demonstrated significant differences in terms of facial structural alterations. Patients from the mucosal leishmaniasis group showed more severe levels of partial opacification and pan sinus mucosal thickening 23/54 (42.6%), furthermore complete opacification of at least one paranasal sinus was only observed in the leismaniasis group. Patients from the mucosal leishmaniasis group with Lund-Mackay score >= 4 presented greater length of symptoms before treatment and more severe presentation of the disease at the diagnosis. Conclusion: CT scans of the sinus of patients with ML also presented several structural alterations, expressing the prominent destructive feature of the disease. The higher prevalence of chronic rhinosinusitis observed in CT scans of patients with treated ML in this study when compared to the control group suggests that ML can be seen as a risk factor for chronic rhinosinusitis in this population. Male sex, having the disease for more than two years before first treatment and/or a more severe presentation of ML at diagnosis, can be considered as predictive variables of chronic sinusitis in these patientsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAmato, Valdir SabbagaImamura, RuiCamargo, Raphael Abegão de2014-02-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-15082014-143702/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:11:54Zoai:teses.usp.br:tde-15082014-143702Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:11:54Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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