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Abordagem metodológica para determinação da energia mecânica: aplicação na biomecânica da locomoção humana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1996
Autor(a) principal: Corrêa, Sônia Cavalcanti
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-21012026-135215/
Resumo: Existem vários procedimentos para determinação de energia mecânica. Ao registrarmos a coleta de dados do movimento de um determinado indivíduo e realizarmos os cálculos específicos, segundo diferentes autores, obteremos resultados completamente diferentes para a estimativa de energia para o movimento selecionado. Além dos diferentes procedimentos outros fatores inerentes ao cálculo na cinemática podem influir nos resultados obtidos. O objetivo deste trabalho foi estudar a influência dos seguintes fatores para a determinação da energia mecânica: modelos antropométricos, visibilidade das marcas digitadas no indivíduo e a forma de movimento (esteira rolante e piso fixo) além de descrever e comparar, usando uma mesma metodologia, as variações nas curvas de energia mecânica no corpo como um todo, assim como nos segmentos corporais, para o movimento de andar e correr. A partir de registro da imagem de vídeo determinou-se as coordenadas tridimensionais para o cálculo de variáveis cinemáticas no estudo de andar (1,5 m/s) e correr (3,0 e 4,0 m/s) em esteira rolante e piso fixo. Para a determinação da energia mecânica foram utilizados os modelos antropométricos de DEMPSTER (1955), como descrito por WINTER (1979) e o de ZATSIORSKY (1984), e foram digitados pontos colocados em ambos os lados do indivíduo. Os resultados da influência dos fatores acima descritos na variabilidade do cálculo da energia mecânica foram: a) a digitação de marcas de ambos os lados do corpo é mais uma fonte de erro que de informação; c) as diferenças entre os modelos antropométricos estudados surgem principalmente ao se estudar variações de energia mecânica nos segmentos corporais e ocorrem predominantemente na energia potencial; c) no movimento na esteira rolante existe menor variação de energia mecânica nos membros inferiores e no tronco em relação ao piso fixo, sendo respectivamente para os membros inferiores e tronco esta diferença em torno de 5 J e 20 J. Quanto à comparação entre os movimentos de andar e correr as curvas de energia mecânica total e suas componentes apresentam formas e características diferentes, sendo a velocidade de corrida outro fator interveniente. As principais diferenças entre o andar e correr foram: a variação na energia mecânica total foi em média 2,5 vezes maior na corrida; no andar a maior contribuição para a variação na energia total advém da variação na energia interna, enquanto na corrida advém da energia externa; a contribuição dos membros inferiores à variação total de energia chega a quatro vezes a contribuição dos membros superiores no andar e até seis vezes no correr. Com o aumento de velocidade de corrida observamos que: o valor médio da curva de energia total aumenta principalmente pelo aumento na produção de energia cinética do centro de massa; o aumento na variação na energia total é derivada principalmente de aumento na variação da energia interna; a maior contribuição ao aumento na variação de energia no membro inferior advém do aumento da variação de energia cinética da perna
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spelling Abordagem metodológica para determinação da energia mecânica: aplicação na biomecânica da locomoção humanaMethodological approach for the determination of mechanical energy application in the biomechanics of human locomotionCorridaEnergia mecânicaLocomoçãoLocomotionMarchMarchaMechanical energyRaceExistem vários procedimentos para determinação de energia mecânica. Ao registrarmos a coleta de dados do movimento de um determinado indivíduo e realizarmos os cálculos específicos, segundo diferentes autores, obteremos resultados completamente diferentes para a estimativa de energia para o movimento selecionado. Além dos diferentes procedimentos outros fatores inerentes ao cálculo na cinemática podem influir nos resultados obtidos. O objetivo deste trabalho foi estudar a influência dos seguintes fatores para a determinação da energia mecânica: modelos antropométricos, visibilidade das marcas digitadas no indivíduo e a forma de movimento (esteira rolante e piso fixo) além de descrever e comparar, usando uma mesma metodologia, as variações nas curvas de energia mecânica no corpo como um todo, assim como nos segmentos corporais, para o movimento de andar e correr. A partir de registro da imagem de vídeo determinou-se as coordenadas tridimensionais para o cálculo de variáveis cinemáticas no estudo de andar (1,5 m/s) e correr (3,0 e 4,0 m/s) em esteira rolante e piso fixo. Para a determinação da energia mecânica foram utilizados os modelos antropométricos de DEMPSTER (1955), como descrito por WINTER (1979) e o de ZATSIORSKY (1984), e foram digitados pontos colocados em ambos os lados do indivíduo. Os resultados da influência dos fatores acima descritos na variabilidade do cálculo da energia mecânica foram: a) a digitação de marcas de ambos os lados do corpo é mais uma fonte de erro que de informação; c) as diferenças entre os modelos antropométricos estudados surgem principalmente ao se estudar variações de energia mecânica nos segmentos corporais e ocorrem predominantemente na energia potencial; c) no movimento na esteira rolante existe menor variação de energia mecânica nos membros inferiores e no tronco em relação ao piso fixo, sendo respectivamente para os membros inferiores e tronco esta diferença em torno de 5 J e 20 J. Quanto à comparação entre os movimentos de andar e correr as curvas de energia mecânica total e suas componentes apresentam formas e características diferentes, sendo a velocidade de corrida outro fator interveniente. As principais diferenças entre o andar e correr foram: a variação na energia mecânica total foi em média 2,5 vezes maior na corrida; no andar a maior contribuição para a variação na energia total advém da variação na energia interna, enquanto na corrida advém da energia externa; a contribuição dos membros inferiores à variação total de energia chega a quatro vezes a contribuição dos membros superiores no andar e até seis vezes no correr. Com o aumento de velocidade de corrida observamos que: o valor médio da curva de energia total aumenta principalmente pelo aumento na produção de energia cinética do centro de massa; o aumento na variação na energia total é derivada principalmente de aumento na variação da energia interna; a maior contribuição ao aumento na variação de energia no membro inferior advém do aumento da variação de energia cinética da pernaThere are different procedures for the determination of mechanical energy. When data is collected from a movement of a certain subject and a specific calculation is performed, based on different authors, completely different results are obtained for the estimation of the energy for the selected movement. Other factors linked to the kinematics calculation, besides the different procedures, can influence the obtained results. The aim of this study was to study the influence of the following factors on the mechanical energy calculation: anthropometrical models, visibility of the digitized markers, and the movement form (treadmill - overground) and further describe and compare, using the same methodology, the variations in the curves of mechanical energy for the whole body and for the body segments, in walking and running. From the recording of the video image we determined the tridimensional coordinates for the calculation of the kinematics variables in the study of walking (1.5 m/s) and running (3.O and 4.0 m/s) on treadmill and overground. In order to determine the mechanical energy were used the anthropometrical models from DEMPSTER (1955), as described by WINTER (1979) and the one from ZATSIORSKY (1984), and points marked on both sides of the body were digitized. The results of the influence of the above described factors on the variability of the calculation of the mechanical energy were: a - the digitizing process of the markers from both sides of the body is more a source of errors than a source of inforrmation; b - the differences between the studied anthropometrical models appear mainly when studying the variations in the mechanical energy of the body segments and happen especially in the potential energy; c - there is a lower variation of the mechanical energy in the lower extremity and in the trunk in the movement performed on treadmill when compared to overground, being this difference around 5 J and 20 J, respectively. In relation to the comparison between the movements of walking and running, the curves of total mechanical energy and its components show different forms and characteristics, with the speed of running being a interfering factor. The main differences between walking and running were: the variation in the total mechanical energy was in average 2.5 times greater in running; in walking the greater contribution for the variation in the total energy comes from the variation in the internal energy, while in running it derives from the external energy; the contribution of the lower extremity to the total energy variation reaches four times the contribution of the upper extremity in walking and until six times in running. With the increase of the running speed we observed that: the average value of the curve for the total energy increases mainly due to the increase in the production of the kinetic energy of the center of mass; the increase in the variation of total energy is derived mainly from the increase in the variation of the internal energy; the greater contribution to the increase in the variation of the energy of the lower limb derives from the increase of the variation in the kinetic energy of the shankBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAmadio, Alberto CarlosCorrêa, Sônia Cavalcanti1996-11-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-21012026-135215/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-21T16:15:02Zoai:teses.usp.br:tde-21012026-135215Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-21T16:15:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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