Duração da excreção do CMV na saliva e na urina de crianças com infecção congênita pelo CMV em uma população com alta soroprevalência materna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Alvim, Camila dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-06012026-120846/
Resumo: Justificativas: Embora já seja conhecido que crianças com infecção congênita pelo CMV geralmente excretam o vírus por anos, na urina e na saliva, os estudos disponíveis foram realizados em países desenvolvidos. Ainda não é conhecido se a duração da excreção do CMV é semelhante em crianças infectadas congenitamente, em populações com elevada soroprevalência do CMV. Objetivos: Os objetivos deste estudo consistiram em determinar e comparar a duração da excreção do CMV na saliva e urina de crianças com infecção congênita sintomática e assintomática ao nascer e verificar a frequência da recorrência de excreção viral em ambos os sítios. Métodos: 99 recém-nascidos identificados por meio de uma triagem neonatal como infectados congenitamente pelo CMV foram, acompanhados desde o nascimento até uma mediana de 57 meses (24-93 meses). A duração da excreção do CMV na saliva e na urina foi considerada a média entre a idade da criança no momento da última detecção do DNA do CMV e a idade da primeira amostra negativa. O clareamento do CMV na saliva e na urina foi documentado com pelo menos 2 testes negativos. A duração da excreção do CMV ≤ 2 anos na saliva e ≤ 3 anos na urina foi considerada como excreção curta, e a duração > 2 anos na saliva e > 3 anos na urina foi considerada excreção longa. A mediana de testes por criança foi de 11 testes (6-20) na saliva e de 12 testes (6-21) na urina. Os dados foram analisados pelo método de sobrevida de Kaplan-Meier e pelo modelo de regressão de Cox, censurando os dados das crianças que não tiveram clareamento do CMV na sua última avaliação. Resultados: Dentre as 99 crianças, 57 (57%) eram do sexo masculino e 42 (43%) eram do sexo feminino, 10 (9,7%) eram sintomáticos ao nascimento e 21 (20,4%) apresentavam restrição de crescimento intra-uterino. A mediana da duração da excreção do CMV foi de 32 meses (variação: 11-65) e de 56 meses (variação: 18-93), na saliva e na urina, respectivamente. Períodos intermitentes de clareamento viral ou recorrência da excreção viral foram observados em 24/83 (29%) e em 27/57 (47%) crianças, na saliva e na urina, respectivamente. A duração curta e prolongada da excreção CMV foi observada em 47/99 (47.4%) versus 52/99 (52.6%) na saliva e 20/89 (22.5%) versus 69/89 (77.5%) na urina. A excreção do CMV foi mais prolongada na urina em relação à saliva (HR:5,03; IC95%:3,54-7,15). Não houve associação entre sintomas ao nascimento e a duração da excreção na saliva (HR:1,49;IC95%:0,74-3,00) ou com a duração da excreção do CMV na urina (HR:1,95;IC95%:0,82-4,65). Conclusões: A duração da excreção do CMV em crianças com infecção congênita deste estudo foi similar ao observado em países desenvolvidos. Os achados de uma duração mais curta da excreção viral na saliva e maior frequência de recorrência viral na urina sugerem que a resposta imunológica do hospedeiro para o controle da replicação do CMV pode ser mais eficiente nas glândulas salivares.
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Objetivos: Os objetivos deste estudo consistiram em determinar e comparar a duração da excreção do CMV na saliva e urina de crianças com infecção congênita sintomática e assintomática ao nascer e verificar a frequência da recorrência de excreção viral em ambos os sítios. Métodos: 99 recém-nascidos identificados por meio de uma triagem neonatal como infectados congenitamente pelo CMV foram, acompanhados desde o nascimento até uma mediana de 57 meses (24-93 meses). A duração da excreção do CMV na saliva e na urina foi considerada a média entre a idade da criança no momento da última detecção do DNA do CMV e a idade da primeira amostra negativa. O clareamento do CMV na saliva e na urina foi documentado com pelo menos 2 testes negativos. A duração da excreção do CMV ≤ 2 anos na saliva e ≤ 3 anos na urina foi considerada como excreção curta, e a duração > 2 anos na saliva e > 3 anos na urina foi considerada excreção longa. A mediana de testes por criança foi de 11 testes (6-20) na saliva e de 12 testes (6-21) na urina. Os dados foram analisados pelo método de sobrevida de Kaplan-Meier e pelo modelo de regressão de Cox, censurando os dados das crianças que não tiveram clareamento do CMV na sua última avaliação. Resultados: Dentre as 99 crianças, 57 (57%) eram do sexo masculino e 42 (43%) eram do sexo feminino, 10 (9,7%) eram sintomáticos ao nascimento e 21 (20,4%) apresentavam restrição de crescimento intra-uterino. A mediana da duração da excreção do CMV foi de 32 meses (variação: 11-65) e de 56 meses (variação: 18-93), na saliva e na urina, respectivamente. Períodos intermitentes de clareamento viral ou recorrência da excreção viral foram observados em 24/83 (29%) e em 27/57 (47%) crianças, na saliva e na urina, respectivamente. A duração curta e prolongada da excreção CMV foi observada em 47/99 (47.4%) versus 52/99 (52.6%) na saliva e 20/89 (22.5%) versus 69/89 (77.5%) na urina. A excreção do CMV foi mais prolongada na urina em relação à saliva (HR:5,03; IC95%:3,54-7,15). Não houve associação entre sintomas ao nascimento e a duração da excreção na saliva (HR:1,49;IC95%:0,74-3,00) ou com a duração da excreção do CMV na urina (HR:1,95;IC95%:0,82-4,65). Conclusões: A duração da excreção do CMV em crianças com infecção congênita deste estudo foi similar ao observado em países desenvolvidos. Os achados de uma duração mais curta da excreção viral na saliva e maior frequência de recorrência viral na urina sugerem que a resposta imunológica do hospedeiro para o controle da replicação do CMV pode ser mais eficiente nas glândulas salivares.Background: Although it is known that infants with CMV congenital infection usually shed the virus for years in urine and saliva, the available studies were conducted in developed countries. lt is unknown whether the duration of CMV shedding is similar in congenitally infected infants from high CMV seroprevalence population. Objectives: To determine and compare the duration of CMV shedding in saliva and urine in children with symptomatic and asymptomatic congenital infection at birth and verify the frequency of recurrence of viral shedding in both sites. Methods: 99 newborns with congenital CMV identified by means of a neonatal screening were followed from birth to a median age of 57 months (range 24 to 93 months). The duration of excretion of CMV was considered the midpoint between the child\'s age at the time of last detection of CMV DNA, and age at first negative sample. Clearance of CMV in saliva and urine were documented by ≥ 2 negative tests. Duration of CMV shedding ≤ 2 years in saliva and ≤ 3 years in urine was considered short excretion and duration > 2 years in saliva and > 3 years in urine was considered long excretion. A median of 11 tests (range 6-20) and 12 tests (6-21) per child were done in saliva and urine, respectively. Data were analyzed by Kaplan-Meier survival analysis and Cox regression model censoring observations at last detection when no cessation of CMV shedding was observed. Results: Among 99 children, 57(57%) were male and 42 (43%) were female; 10 (9,7%) were symptomatic at birth and 21 (20,4%) with intrauterine growth restriction. The median duration of CMV shedding was 32 months (range: 11- 65) and 56 months (range: 18-93), in saliva and urine respectively. lntermittent periods of viral clearance or recurrence of viral shedding was observed in 24/83 (29%) and in 27/57 (47%) children, in saliva and urine, respectively. Short and longer duration of CMV shedding was observed in 47/99 (47.4%) versus 52/99 (52.6%) in saliva and 20/89 (22.5%) versus 69/89 (77.5%) in urine. CMV shedding in urine was longer than in saliva (HR:5,03; IC95%:3,54-7,15). There was no association between symptoms at birth and duration of CMV shedding in saliva (HR:1,49;IC95%: 0,74-3,00) or CMV shedding in urine (HR:1,95;IC95%: 0,82-4,65). Conclusions: Duration of CMV shedding in infants with congenital infection of this study was similar to observed in developed countries. Shorter duration of viral shedding in saliva and higher frequency of viral recurrence in urine suggest that immune response to viral replication control could be more efficient in the salivary glands.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPYamamoto, Aparecida YulieAlvim, Camila dos Santos2013-02-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-06012026-120846/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-06T14:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-06012026-120846Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-06T14:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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